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A Inteligência Artificial vem impactando fortemente a área de gestão de pessoas

As empresas estão convivendo com escassez de alentos, alta rotatividade, times desmotivados e a ameaça de desemprego com a chegada dos agentes de IA

A Inteligência Artificial vem impactando fortemente a área de gestão de pessoas

De acordo com uma pesquisa do Gartner, até o fim de 2025, 60% das organizações corporativas adotarão uma estrutura de IA responsável para sua tecnologia de RH e obterão maior experiência e confiança dos funcionários na organização. A Inteligência Artificial vem impactando fortemente a área de gestão de pessoas e foi o tema principal da 5ª edição do evento HR4Result (2 e 3/7 em São Paulo), da Gupy, provedora de soluções para RH.

“No último ano, estamos tendo uma enxurrada de notícias sobre Inteligência Artificial. Se você não está percebendo isso, uma das coisas que estamos propondo neste evento é que você procure saber mais e esteja nessa enxurrada de informações, que estão vindo de todos os lados, algumas são boas e outras nem tanto. Há notícias de que pessoas que estão saindo da faculdade não terão praticamente emprego com os avanços da IA; notícias que mostram que grandes empresas de tecnologia, como Microsoft e Amazon, estão demitindo pessoas, substituídas pelos tais agentes de IA”, disse Mariana Dias, CEO da Gupy, na abertura do evento.

A nossa plataforma tem duas frentes, uma para os RHs das empresas e outra para o candidato que está procurando emprego, ajudando a pessoa a se reinventar, mostrando, por exemplo, as habilidades que estão sendo mais exigidas

Segundo contou, os departamentos de RH das empresas estão passando por momentos conturbados, pois quase todas as empresas estão relatando algum nível de escassez de talentos. “Pesquisas mostram que 75% das empresas dizem que têm dificuldade em atrair bons talentos. Por outro lado, 69% dos candidatos desistem dos processos de seleção, ou por falta de feedback, ou falta de clareza sobre a empresa”, disse Mariana. “Também estamos vivendo um dos piores índice de rotatividade da história. Dados mostram que 70% das pessoas não sabem como crescer dentro da empresa em que trabalham, o que colabora para os maiores índices de desengajamento da história. As empresas estão com seus times muito menos confiantes e entusiasmados, e ainda recebendo notícias de que poderão perder o emprego para a IA”, comentou.

Em sua opinião, a tecnologia tem trazido mais agilidade, acelerando os processos. Mas aceleração e transformação são coisas muito diferentes. “Aceleração é conseguir validar documentos mais rapidamente, fazer treinamentos de forma mais ágil e ter mais eficiência operacional. O novo passo é o da transformação, em que a IA muda o processo, consegue decidir, operar, recomendar”, afirmou Mariana.

Para ela, essa transformação virá com os agentes de IA. “Trazendo a tecnologia para a prática, imagine na aquisição de talentos, um agente de atratividade que consegue, não somente trazer as pessoas que se inscrevem na vaga, mas fazer uma prospecção ativa de onde estão essas pessoas; um agente de mobilidade interna, que identifica que alguém saiu do seu time e consegue rastrear internamente quem são as pessoas que estão preparadas para assumir a vaga, que estão mais aderentes; e um agente de aprendizagem, que confere o que a pessoas apreendeu do treinamento e recomenda novas trilhas de aprendizagem”, comentou.

IA desde o começo

Segundo Robson Ventura, Chief Innovation Officer da Gupy, a empresa aplica IA em suas soluções desde 2015, quando a empresa foi fundada. “No começo era basicamente para ranquear os candidatos a partir de seus currículos, entendendo as suas habilidades, formação acadêmica e experiência profissional e comparando com as que a vaga exige. Daí se fazia um ranking. Para uma vaga pode ter centenas de currículos e fica inviável o recrutador analisar todos. A IA faz um ranqueamento e seleciona as 10 melhores, ou mais, de acordo com o que foi pedido, para aquela vaga. Antes, com a pilha de currículo em papel, o melhor candidato podia estar entre os últimos e nem era lido. Como a IA analisa todos com os mesmos parâmetros, há uma maior justiça para os candidatos, além de agilizar o processo”, explicou.

A Gupy também oferece uma plataforma de treinamento corporativo. Antes, um dos grandes custos do desenvolvimento de treinamentos era a geração de conteúdo. Tinha-se de pegar um especialista na área, montar um roteiro e era bem complexo e demorado. Com a IA generativa ficou mais fácil montar treinamentos para capacitação dos colaboradores.

“Na parte burocrática, também aplicamos recursos de IA. No Brasil há algumas regras, sempre que uma pessoa é contratada, a empresa precisar pegar uma série de documentos e enviar para o Ministério do Trabalho. Isso agora pode ser feito online, beneficiando empresas que fazem muitas contratações mensalmente. Usamos a IA para fazer a validação dos documentos”, explicou Ventura. “A nossa plataforma tem duas frentes, uma para os RHs das empresas e outra para o candidato que está procurando emprego, ajudando a pessoa a se reinventar, mostrando, por exemplo, as habilidades que estão sendo mais exigidas em sua área, indicando treinamentos e cursos, auxiliando a fazer um currículo etc. Isso é feito com a ajuda de IA que foram treinadas por nós”, finalizou.

 

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