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IA Agêntica gera economia de até 15% para empresas antes de negociar contratos

Com apoio da tecnologia, companhias conseguem antecipar movimentos de mercado, prever reajustes de contratos, monitorar riscos de fornecedores e encontrar oportunidades de economia

IA Agêntica gera economia de até 15% para empresas antes de negociar contratos

Empresas no Brasil estão usando Inteligência Artificial para economizar milhões antes de negociar contratos com fornecedores. Em um cenário marcado por inflação instável, pressão sobre margens e cadeias globais cada vez mais imprevisíveis, áreas de compras passaram a utilizar IA Agêntica e análise avançada de dados para prever reajustes, antecipar riscos e identificar o melhor momento para fechar contratos. A movimentação acompanha uma tendência global: segundo a Deloitte, organizações líderes em procurement (compras) já obtêm retornos até três vezes maiores em investimentos em IA quando comparadas aos concorrentes menos digitalizados.

A transformação acontece especialmente no procurement estratégico, que passa a atuar de forma preditiva. Com apoio da tecnologia, companhias conseguem antecipar movimentos de mercado, prever reajustes de contratos, monitorar riscos de fornecedores e encontrar oportunidades de economia em categorias que antes passavam despercebidas. Segundo levantamento da McKinsey, empresas que utilizam IA em procurement já conseguem gerar economias entre 10% e 15% em negociações com fornecedores, além de reduzir em até 90% o tempo gasto em análises e processos operacionais.

A área de compras está deixando de ser apenas um centro de custo para se tornar uma área de inteligência de negócios. Quem conseguir utilizar IA de forma estratégica terá uma vantagem competitiva muito relevante

Esse avanço também se reflete no crescimento das empresas que atuam com tecnologia para procurement e supply chain. A GEP Brasil, por exemplo, vem mantendo um ritmo acelerado de expansão nos últimos anos e estima crescer mais de 30% em 2026. A empresa está no país desde 2010, inicialmente com foco em consultoria e BPO, e ampliou sua atuação após a integração da CostDrivers, plataforma brasileira de inteligência de custos fundada em 2016. Hoje, a companhia acompanha um movimento mais amplo de aumento da demanda por soluções voltadas à automação, análise de dados e IA aplicada à gestão de compras.

Segundo Erick Boano, CEO da GEP Brasil, a nova geração de ferramentas baseadas em IA está mudando completamente a lógica das compras corporativas. “Antes, as empresas negociavam olhando para o histórico. Hoje, a IA permite tomar decisões olhando para o que provavelmente vai acontecer nos próximos meses. Isso muda completamente o poder de negociação”, afirma.

De acordo com o executivo, muitas organizações ainda enxergam procurement apenas como uma área operacional, focada em reduzir custos pontuais. No entanto, a combinação entre inteligência artificial, automação e análise de dados transforma o setor em um núcleo estratégico para proteção financeira e ganho de competitividade. “A empresa deixa de reagir ao mercado e passa a antecipar movimentos. Em muitos casos, a economia acontece antes mesmo de a negociação começar, porque a companhia já entende qual fornecedor apresenta maior risco, qual categoria tende a sofrer reajuste e qual é o melhor momento para fechar contratos”, explica.

Além da redução de custos, o uso da IA nas compras corporativas também fortalece governança e compliance. Ferramentas inteligentes conseguem cruzar milhares de informações simultaneamente para identificar inconsistências, riscos financeiros e possíveis vulnerabilidades na cadeia de fornecedores.

Outro avanço é a adoção da IA Agêntica, capaz de executar tarefas de forma autônoma com base em objetivos definidos pelas empresas. Na prática, isso permite automatizar análises complexas, acelerar processos de sourcing e gerar recomendações estratégicas em tempo real. O crescimento desse mercado acompanha uma tendência global: projeções da Gartner apontam que os investimentos em softwares de supply chain baseados em IA Agêntica devem saltar de menos de US$ 2 bilhões em 2025 para US$ 53 bilhões até 2030.

Para Boano, a tendência é que procurement assuma um protagonismo ainda maior dentro das empresas nos próximos anos, especialmente em setores mais pressionados por margem e eficiência operacional. “A área de compras está deixando de ser apenas um centro de custo para se tornar uma área de inteligência de negócios. Quem conseguir utilizar IA de forma estratégica terá uma vantagem competitiva muito relevante”, conclui.

Serviço
www.gep.com

 

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