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Conversys acelera expansão internacional e projeta dobrar operação nos EUA

Empresa brasileira de tecnologia amplia presença global impulsionada pela demanda de clientes internacionais e aposta em cibersegurança, conectividade e serviços gerenciados

Conversys acelera expansão internacional e projeta dobrar operação nos EUA

A internacionalização das empresas brasileiras de tecnologia começa a ganhar novos contornos. Em um movimento ainda pouco representativo na balança de exportações do País, mas cada vez mais relevante para o setor de serviços digitais, companhias nacionais têm ampliado presença fora do Brasil apoiadas em especialização técnica, prestação remota de serviços e avanço da transformação digital global.

É nesse cenário que a Conversys, integradora e provedora de serviços gerenciados de TI e cibersegurança, acelera sua estratégia internacional. A empresa brasileira, que completa 10 anos em 2026, projeta praticamente dobrar de tamanho neste ano e estima que as operações fora do Brasil passem de 12% para cerca de 20% do faturamento até o fim de 2026.

A expansão vem sendo puxada especialmente pelos Estados Unidos, onde a companhia abriu oficialmente sua subsidiária em 2025 e já atua tanto com empresas brasileiras internacionalizadas quanto com clientes americanos.

Um dos movimentos observados pela empresa é o aumento da chamada repatriação de workloads, quando organizações passam a transferir parte das aplicações antes hospedadas exclusivamente em Nuvens públicas para ambientes híbridos ou privados, buscando maior controle sobre custos, performance e segurança

“A Conversys nasceu com uma visão internacional. As demandas relacionadas à conectividade, segurança e infraestrutura digital são globais. O que acelerou esse movimento foi o próprio crescimento dos clientes brasileiros no exterior, que passaram a buscar nosso suporte também fora do país”, afirma Antonio Mariano, VP de Alianças e Soluções da Conversys.

Com faturamento de aproximadamente R$ 100 milhões em 2025, a empresa atua hoje em cinco países — Brasil, Chile, Portugal, México e Estados Unidos — e aposta em um modelo híbrido que combina equipes locais com serviços especializados entregues remotamente a partir do Brasil.

Nos Estados Unidos, a operação concentra esforços inicialmente na Flórida, Texas, Carolina do Norte e Colorado, regiões que vêm atraindo investimentos em tecnologia, logística, serviços financeiros e manufatura, verticais consideradas prioritárias pela companhia.

“O mercado americano exige foco. Não basta simplesmente abrir uma operação. É preciso entender a cultura local, os hábitos de consumo, a dinâmica de cada estado e construir um plano bastante especializado”, diz Mariano.

Segundo o executivo, a empresa iniciou a estruturação da operação americana há cerca de dois anos e já trabalha com a ampliação da equipe local. Atualmente, a Conversys possui profissionais baseados nos Estados Unidos nas áreas comercial e de relacionamento, além de uma retaguarda técnica no Brasil responsável pela prestação de serviços gerenciados. A expectativa, segundo Mariano, é dobrar a estrutura local em 2027.

Serviços digitais ganham espaço na pauta exportadora brasileira

Embora o Brasil ainda seja fortemente dependente das exportações de commodities e produtos industrializados, os serviços digitais vêm ganhando relevância na balança comercial. A expansão internacional de empresas brasileiras de tecnologia acompanha um movimento global de crescimento da demanda por conectividade, cibersegurança, Cloud e infraestrutura digital.

Na Conversys, a área de cibersegurança já representa mais de 30% do faturamento da companhia e segue como a frente de crescimento mais acelerado. O portfólio inclui serviços gerenciados de segurança, monitoramento contínuo, conectividade corporativa e soluções de nuvem híbrida.

Um dos movimentos observados pela empresa é o aumento da chamada “repatriação de workloads”, quando organizações passam a transferir parte das aplicações antes hospedadas exclusivamente em Nuvens públicas para ambientes híbridos ou privados, buscando maior controle sobre custos, performance e segurança.

“Os clientes estão revendo estratégias. Nem toda carga de trabalho faz sentido em cloud pública. Existe uma busca crescente por eficiência operacional, segurança e governança”, afirma o executivo.

Talento brasileiro e custo competitivo impulsionam crescimento

Para competir em um mercado altamente disputado como o americano, a empresa aposta em três diferenciais principais: qualificação técnica, qualidade do atendimento e competitividade de custos.

Segundo Mariano, a companhia soma atualmente mais de 330 certificações técnicas em áreas como redes, cloud, segurança e gerenciamento de projetos, além de manter alianças globais com fabricantes como HPE, Fortinet e Check Point.

“O talento técnico brasileiro é extremamente competitivo. Existe uma combinação muito forte entre formação ampla, capacidade de adaptação e especialização técnica”.

Outro ponto destacado pelo executivo é a percepção positiva dos clientes americanos em relação ao atendimento prestado pelas equipes brasileiras.

“O customer service é muito valorizado nos Estados Unidos. O cliente percebe rapidamente quando existe proximidade, flexibilidade e capacidade de resposta. Temos recebido feedbacks muito positivos nesse sentido”, diz.

A companhia afirma que alguns contratos firmados recentemente nos Estados Unidos já foram ampliados após os primeiros meses de operação.

Expansão internacional começou pelo Chile

O primeiro passo fora do Brasil aconteceu no Chile, há cerca de três anos, inicialmente acompanhando clientes brasileiros com atuação no país. O modelo foi replicado posteriormente em Portugal, México e Estados Unidos: primeiro o atendimento remoto e geração de negócios; depois a abertura formal da subsidiária e contratação de equipes locais.

Hoje, todos os países onde a Conversys atua possuem estrutura jurídica estabelecida e profissionais contratados localmente.

“O Brasil continua sendo um mercado extremamente relevante para nós. A internacionalização não acontece porque o mercado brasileiro ficou pequeno, mas porque ele próprio abriu portas para nossa expansão global”, finaliza Mariano.

Serviço
www.conversys.com.br

 

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