
Empresas da América Latina enfrentam desafios importantes para transformar iniciativas de Inteligência Artificial (IA) Generativa em operações escaláveis. Segundo pesquisa divulgada pela Concentrix, empresa global de tecnologia e serviços, as organizações da região apontam cibersegurança e proteção de modelos de IA como o principal obstáculo para adoção da tecnologia em estágio inicial. O levantamento mostra ainda dificuldades relacionadas à infraestrutura necessária para suportar projetos de IA em escala, além de desafios envolvendo integridade de dados e integração com sistemas legados.
Quando o tema é expansão e operacionalização da IA Generativa, equilibrar automação com mudanças na força de trabalho aparece como o principal desafio apontado pelas empresas latino-americanas. Em seguida, os entrevistados da região destacam obstáculos relacionados à padronização de governança e uso de IA em escala, gestão de custos e operações de IA, além da expansão de iniciativas entre diferentes unidades de negócio e geografias.
Os dados fazem parte da pesquisa “Transformando estratégia de IA em impacto em escala empresarial” (Turning AI Ambition into Enterprise-scale Impact), conduzida pelo Everest Group com mais de 450 líderes empresariais globais envolvidos em iniciativas de planejamento, implementação e escalabilidade de IA Generativa. O estudo mostra que, apesar do avanço da adoção da tecnologia nas empresas, a maior parte das organizações ainda permanece na fase de testes e pilotos de IA Generativa.
Desafios globais para ampliar uso de IA Generativa
Segundo o levantamento, 41% das organizações no mundo permanecem na fase de testes e pilotos de IA generativa, enquanto apenas 27% afirmam já ter conseguido escalar implementações em produção. Os dados revelam os desafios enfrentados pelas empresas para transformar experimentação em impacto operacional em escala.
A pesquisa mostra que os principais obstáculos para ampliar o uso de IA Generativa estão relacionados à falta de competências internas em IA, apontada por 56% dos entrevistados, seguida por preocupações com cibersegurança e proteção de modelos (51%) e desafios ligados à integridade de dados (47%).
Os resultados também demonstram as dificuldades relacionadas à integração com sistemas legados e à operacionalização de projetos em larga escala, apontados pelos líderes globais. Atualmente, apenas 1% das empresas entrevistadas afirma ter levado mais de 80% de seus projetos de IA generativa da fase piloto para implementação.
Outro destaque do levantamento é que 63% das empresas estão adotando modelos híbridos para acelerar a implementação de IA generativa, combinando capacidades internas e parcerias externas especializadas. O movimento reflete a busca das organizações por acelerar resultados, reduzir riscos operacionais e suprir lacunas técnicas e estratégicas.
A pesquisa também indica expectativa de crescimento dos investimentos em IA generativa nos próximos dois a três anos, refletindo uma mudança de postura das empresas em direção a estratégias mais estruturadas de transformação.
Entre os principais desafios para escalar IA generativa, as empresas destacaram:
– Equilibrar automação e transformação da força de trabalho;
– Gerenciar custos e operações de IA em larga escala;
– Manter modelos de IA atualizados em ambientes dinâmicos;
– Padronizar governança e uso de IA em escala;
– Expandir iniciativas entre diferentes unidades de negócio e geografias.
A pesquisa também reforça que experiência do cliente continua sendo uma prioridade estratégica para as empresas. Cerca de 54% dos entrevistados afirmaram que melhorar a experiência do cliente segue entre os principais objetivos das iniciativas de transformação com IA, ao lado de modernização tecnológica, crescimento de receita e redução de custos.
Na escolha de parceiros estratégicos para projetos de IA generativa, os principais critérios apontados pelos líderes entrevistados foram:
– Capacidade de conduzir transformação ponta a ponta;
– Integração com sistemas e tecnologias existentes;
– Adoção de melhores práticas específicas da indústria;
– Histórico comprovado de resultados e retorno sobre investimento.
“Os resultados mostram que o mercado entrou em uma nova fase da Inteligência Artificial. O desafio agora não é mais experimentar IA, mas transformá-la em capacidade operacional escalável, segura e integrada ao negócio. Empresas que conseguirem unir governança, dados, pessoas e execução terão vantagem competitiva significativa nos próximos anos”, afirma Cleber Santos, country manager da Concentrix Brasil.
“Escalar IA exige mais do que tecnologia. Exige integração entre áreas, clareza estratégica, governança e capacidade de transformar iniciativas em resultados concretos para clientes e negócios”, complementa o executivo.
Serviço
www.concentrix.com/pt-br/brasil



















