
Em um cenário empresarial cada vez mais pressionado por transparência e responsabilidade, a Aliant lança um estudo inédito que revela como o mercado brasileiro está estruturando suas práticas de Due Diligence. A 1ª Pesquisa Nacional sobre Due Diligence, baseada na análise de mais de 300 mil relatórios produzidos em 2024, oferece um raio-x das estratégias adotadas por empresas na hora de avaliar riscos com terceiros.
A análise considerou Dados de mais de 200 bases nacionais, 20 exclusivas da América Latina e 1500 bases internacionais, incluindo registros públicos, listas sancionatórias e mídias negativas. Um dos principais achados mostra que 98,9% das diligências tiveram como alvo pessoas físicas e jurídicas nacionais, um reflexo do foco do Compliance brasileiro em mitigar riscos domésticos. Ainda assim, as entidades estrangeiras apresentaram maior percentual de risco crítico, o que acende um alerta para operações internacionais.
Entre os setores com maior volume de diligências estão Serviços Especializados (26,4%), Construção e Engenharia (17%), Comércio Varejista (13.6%) e Serviços Financeiros (13.2%). Já os segmentos com maior proporção de risco alto ou crítico são Água, Saneamento e Serviços Ambientais (22,7%) e Mineração (19,5%), evidenciando vulnerabilidade estruturais nesses setores.
O tema corrupção lidera como risco mais frequente, presente em 34,1% dos relatórios analisados, seguido por riscos financeiros (15,7%) e criminais (12,3%). Indicadores como processos judiciais e o registro de Pessoas Expostas Politicamente (PEPs) mostraram forte correlação com casos de alto risco, sendo considerados elementos-chave nas análises de Due Diligence.
“Os Dados desta pesquisa evidenciam como a Due Diligence tem se consolidado como um instrumento essencial para a Gestão de Riscos e a tomada de decisão nas empresas brasileiras. A análise de mais de 300 mil relatórios nos permitiu mapear práticas, prioridades e vulnerabilidades de diversos setores, revelando tendências relevantes sobre como o mercado está estruturando seus processos de avaliação de terceiros. Ao tornar essas informações públicas, reforçamos nosso compromisso em apoiar organizações na construção de relações mais seguras, éticas e sustentáveis”, destaca Maurício Fiss, diretor -Geral da Aliant.
Outro Dado relevante diz respeito à recorrência das diligências: 41% das empresas reavaliam seus parceiros ao menos uma vez por ano. Esse comportamento evidencia o amadurecimento dos programas de Compliance e a adoção da diligência contínua como estratégia preventiva diante de um mercado cada vez mais exposto a riscos éticos, regulatórios e reputacionais.



















