
Os ataques de Negação de Serviço Distribuída (DDoS) seguem entre as principais ameaças à continuidade de serviços digitais no mundo. Baseados no envio massivo de requisições maliciosas, esses ataques têm como objetivo sobrecarregar a infraestrutura de rede e tornar sistemas indisponíveis. Para operadoras de telecom e provedores de internet, independentemente do porte, os impactos são diretos, com interrupções de serviço, perda de receita, degradação da experiência do cliente e danos reputacionais. Em um mercado cada vez mais competitivo e orientado à disponibilidade de serviços de conectividade, a capacidade de antecipar e responder rapidamente a esses incidentes tornou-se crítica, especialmente diante da escalada global desse tipo de ameaça, e é nesse contexto que a Netscout confirma sua participação no Abrint Global Congress 2026, principal encontro do ecossistema de provedores de internet e telecomunicações na América Latina. A companhia, que estará presente no estande da Hafen Tecnologia (J-20), apresentará a solução Netscout Arbor Sightline e Threat Mitigation System (TMS), voltada à visibilidade, detecção e mitigação de ataques DDoS em tempo real.
Ao atuar como o núcleo de inteligência da arquitetura de defesa contra os ataques DDoS em ambientes de operadoras de telecom, o Arbor Sightline coleta e analisa grandes volumes de Dados de tráfego, constrói um padrão de comportamento da rede e identifica desvios que possam indicar ataques em andamento. A partir dessa análise, a plataforma classifica automaticamente as ameaças e orquestra a resposta com o Threat Mitigation System (TMS) e outras camadas de mitigação, permitindo uma atuação rápida e coordenada — especialmente relevante em ataques multi vetoriais, que podem alternar rapidamente entre diferentes técnicas para dificultar a contenção.
“Além da detecção proativa, o Sightline integra inteligência global de ameaças, permitindo correlacionar eventos locais com padrões observados em redes ao redor do mundo. Esse alcance global é sustentado pela capilaridade única da Netscout, que monitora o tráfego de internet a partir de pontos de observação distribuídos ao redor do mundo. Hoje, a companhia protege dois terços de todo o espaço IPv4 roteado globalmente, com visibilidade sobre redes que já suportaram picos superiores a 800 Tbps de tráfego, cobrindo 376 setores da economia e mais de 12 mil sistemas autônomos (ASNs), o que nos permite acompanhar dezenas de milhares de ataques diariamente, com dados reais e verificáveis, oferecendo uma leitura precisa e atualizada da evolução das ameaças”, detalha Eric Soligo, diretor de Vendas da Netscout.
Enquanto ganham protagonismo, ISPs ampliam sua exposição a riscos
No Brasil, o desafio de garantir a Cibersegurança nos provedores regionais de internet ganha ainda mais relevância diante da estrutura do próprio mercado. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que é responsável por organizar, fiscalizar e desenvolver o setor de telecomunicações no Brasil, o País já soma mais de 11,8 mil provedores de internet em operação, sendo que os provedores regionais — muitos classificados como Tier 2 e Tier 3 — já representam mais de 56% do mercado de banda larga fixa. “Em milhares de cidades, essas empresas são responsáveis pela maior parte da conectividade, chegando a superar 80% de participação em determinadas localidades. Ao mesmo tempo, operam com estruturas mais enxutas e, muitas vezes, com menor redundância de rede, o que amplia sua exposição a ataques cibernéticos e eventos de indisponibilidade. E, considerando que o mercado brasileiro de provedores é extremamente dinâmico e distribuído, esses prestadores se tornaram alvos cada vez mais frequentes de ataques. O que estamos levando ao Abrint é uma abordagem baseada em visibilidade: antes de bloquear, é preciso entender o comportamento do tráfego. E o Arbor Sightline permite justamente isso: identificar anomalias com precisão e acionar respostas em tempo real, reduzindo o impacto dos ataques”, afirma Soligo.
De acordo com o Relatório de Inteligência de Ameaças de DDoS H2 2025 da Netscout, o cenário de ameaças vem se intensificando de forma acelerada. Apenas no segundo semestre de 2025, mais de oito milhões de ataques DDoS foram registrados em 203 países e territórios, com picos que chegaram a 30 terabits por segundo (Tbps) — volumes capazes de impactar infraestruturas críticas em escala global. o Brasil concentrou quase metade dos ataques da América Latina no período, com mais de 470 mil incidentes registrados em apenas seis meses, evidenciando a pressão crescente sobre redes de telecomunicações e serviços digitais.
“Em um cenário em que botnets exploram milhões de dispositivos comprometidos e serviços de DDoS sob demanda reduzem as barreiras técnicas para ataques, ampliar a visibilidade da rede deixa de ser uma vantagem e passa a ser uma necessidade para antecipar ameaças e reduzir o tempo de resposta. Os provedores regionais, especialmente os de médio e pequeno porte, têm hoje um papel central na expansão da conectividade no Brasil, mas também enfrentam desafios crescentes em termos de escala, segurança e resiliência. Nossa atuação no AGC 2026, ao lado da Hafen Tecnologia, reforça o compromisso da Netscout em apoiar esse ecossistema com inteligência de tráfego e proteção avançada contra DDoS, contribuindo para a continuidade dos serviços e a sustentabilidade do negócio”, conclui Geraldo Guazzelli, diretor-geral da Netscout Brasil.
Serviço
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