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Empresas de tecnologia antecipam transformações no mercado de trabalho

Do trabalho remoto à gestão por entregas, setor redefine relações profissionais e amplia competitividade por talentos

Empresas de tecnologia antecipam transformações no mercado de trabalho

O setor de tecnologia tem desempenhado um papel central na transformação do mercado de trabalho, ao antecipar modelos que, posteriormente, ganham escala em outros segmentos da economia. Práticas como o trabalho remoto, a flexibilização de jornadas e a gestão orientada a resultados são desde há muito estratégias estruturais, com impacto direto na produtividade, na atração de talentos e na expansão dos negócios. Impulsionadas pela digitalização e pela necessidade de operar em ambientes cada vez mais distribuídos, empresas do setor vêm redesenhando suas estruturas organizacionais e suas relações de trabalho, criando modelos mais adaptáveis às demandas contemporâneas.

A HostGator é um exemplo de como o setor de tecnologia antecipou transformações no modelo de trabalho que hoje se tornaram amplamente adotadas. Ainda em 2007, a empresa implementou o trabalho remoto no Brasil como estratégia para lidar com a escassez de mão de obra especializada e ampliar o acesso a talentos fora dos grandes centros. Para sustentar esse modelo, desenvolveu internamente um software de gestão de equipes, estruturando processos que garantissem produtividade e integração à distância.

A adoção de jornadas mais flexíveis, com foco em resultados em vez de carga horária rígida, tem ganhado espaço entre empresas de tecnologia, enquanto benefício 

O modelo já fazia parte da operação da empresa nos Estados Unidos, o que facilitou sua implementação no Brasil. O fundador e CEO da HostGator América Latina, Robledo Ribeiro, atuou remotamente na operação dos Estados Unidos, experiência que reforçou a viabilidade do formato e influenciou sua consolidação localmente. No Brasil, o modelo remoto fez parte da consolidação da empresa e durou alguns anos, até que o trabalho presencial voltou a prevalecer, e foi novamente transformado em 100% remoto durante a pandemia, em 2020. Atualmente, o modelo descentralizado da empresa possibilitou a contratação de talentos em toda América Latina.

O trabalho remoto segue como estratégia no setor de tecnologia. Na Dédalo, consultoria do Grupo Ostec especializada em certificações ISO e Segurança da informação, o modelo adotado na pandemia tornou-se definitivo, com um time distribuído por diversas regiões do Brasil como Brasília, São Paulo, Natal, Rio de Janeiro, Florianópolis e Tubarão, atuando de forma integrada.

“Inicialmente adotado por necessidade, este modelo rapidamente mostrou ganhos em eficiência operacional, acesso a talentos e capacidade de atendimento, o que levou à sua consolidação como estratégia definitiva, principalmente por atuarmos em um setor, tecnologia e segurança da informação, que naturalmente permite alta digitalização dos processos”, afirma Marcos Gomes, sócio-fundador da Dédalo.

Benefícios fortalecem talentos em empresas de tecnologia
A adoção de jornadas mais flexíveis, com foco em resultados em vez de carga horária rígida, tem ganhado espaço entre empresas de tecnologia, enquanto benefício. Na Huge Networks, provedora brasileira de soluções em Cibersegurança, o modelo de trabalho é estruturado a partir de entregas, sem a definição de uma jornada fixa tradicional.

Esse formato reflete uma mudança mais ampla na organização do trabalho no setor, em que a autonomia dos profissionais passa a ser um elemento central para ganho de produtividade e eficiência operacional. “O modelo baseado em entregas parte do princípio de que produtividade não está necessariamente vinculada a uma carga horária fixa, mas à clareza de objetivos e à capacidade de execução. Em Cibersegurança, onde as demandas são dinâmicas e muitas vezes imprevisíveis, essa flexibilidade permite respostas mais rápidas e maior eficiência operacional”, afirma Erick Nascimento, CEO da Huge Networks.

Na prática, o modelo contribui para a atração e retenção de talentos em um mercado altamente competitivo, além de acompanhar uma demanda crescente por relações de trabalho mais adaptáveis. A lógica orientada a resultados também dialoga com a natureza das operações em Cibersegurança, que exigem respostas dinâmicas, independentemente de horários convencionais.

Em um cenário cada vez mais moldado pela Transformação Digital, pela flexibilidade nas relações de trabalho e pela expansão das operações internacionais, empresas de tecnologia passaram a enfrentar outra questão: como manter equipes globalmente distribuídas conectadas por uma mesma cultura, linguagem e visão de negócio. Preocupação especialmente relevante em organizações que operam em ambientes multiculturais e transnacionais, onde a eficiência depende não apenas de processos bem estruturados, mas também da capacidade de integrar pessoas, contextos e formas de trabalho distintas. É nesse cenário que a WTM se destaca.

Com atuação voltada à importação e exportação de serviços e tecnologia, a WTM vem consolidando sua presença como parceira estratégica de empresas que buscam expandir operações internacionais com mais fluidez, Compliance e eficiência financeira. A empresa entende que, para sustentar uma operação internacional de alta performance, é preciso transformar benefícios em instrumentos reais de conexão cultural e fortalecimento organizacional. A empresa investe em iniciativas que apoiam o desenvolvimento dos colaboradores e, ao mesmo tempo, reforçam a integração entre equipes espalhadas por diferentes países.

Entre essas ações, destacam-se as aulas de inglês oferecidas internamente, durante o horário de expediente e sem custo para eles, aumentando a comunicação entre áreas e criando uma linguagem operacional comum, além de oportunidades de intercâmbio de trabalho, que promovem vivências em novos contextos culturais e ampliam o repertório profissional dos times. Esse movimento traduz uma mudança importante na forma como os benefícios são percebidos dentro das organizações. Eles deixam de ser apenas mecanismos de retenção e passam a ocupar um papel mais estratégico.

“Quando você tem um time distribuído globalmente, não basta oferecer benefícios tradicionais. É preciso criar experiências que conectem as pessoas à cultura da empresa e entre si. Iniciativas como o ensino de idiomas e os programas de intercâmbio fortalecem essa integração e ampliam a visão de mundo dos nossos trabalhadores”, afirma Lisandro Vieira, CEO da WTM.

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