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Para mais de 50% das empresas cresce a falta de competências em IA

Escalar IA exige integração entre áreas, Governança, clareza estratégica, orquestração de pessoas e IA e, principalmente, que as pessoas estejam preparadas para trabalhar em novos modelos operacionais

Para mais de 50% das empresas cresce a falta de competências em IA

A Concentrix alerta que a corrida pela Inteligência Artificial (IA) nas empresas entrou em uma nova fase. Se, nos últimos anos, o foco esteve na adoção de ferramentas e no desenvolvimento de projetos-piloto, agora o principal desafio passa a ser outro: preparar as pessoas para trabalhar de forma integrada com a tecnologia.

Segundo pesquisa global conduzida pelo Everest Group para a Concentrix, com mais de 450 líderes empresariais envolvidos em iniciativas de IA Generativa, 56% das organizações apontam a falta de competências internas em IA como o principal obstáculo para ampliar o uso da tecnologia. O levantamento mostra ainda que 41% das empresas permanecem na fase de testes e pilotos, enquanto apenas 27% conseguiram escalar projetos para ambientes de produção. Na América Latina, equilibrar automação e transformação da força de trabalho aparece entre os principais desafios para consolidar a IA em escala.

As organizações que investirem no desenvolvimento contínuo de suas equipes terão maior capacidade de transformar inovação em resultados consistentes para clientes e negócios 

Para a Concentrix, esse cenário demonstra que a próxima vantagem competitiva das organizações dependerá não apenas da adoção das tecnologias mais adequadas, mas também da capacidade de desenvolver continuamente as competências necessárias para que as pessoas utilizem todo o potencial dessas soluções diante da velocidade das transformações tecnológicas.

“A Inteligência Artificial amplia as possibilidades de inovação, mas seu verdadeiro impacto depende da capacidade das empresas de preparar as pessoas para trabalhar nesse novo contexto. A vantagem competitiva estará nas organizações que conseguirem combinar tecnologia, aprendizagem contínua e desenvolvimento de competências para transformar inovação em resultados concretos para o negócio”, afirma Cleber Santos, diretor-geral da Concentrix Brasil.

Nesse contexto, a empresa destaca cinco práticas consideradas fundamentais para que organizações acelerem a capacitação de seus profissionais na era da IA:

Personalizar a aprendizagem de acordo com o perfil de cada colaborador
Assim como clientes esperam experiências personalizadas, colaboradores também demandam jornadas de desenvolvimento adaptadas às suas necessidades. O uso de IA permite identificar lacunas de conhecimento, recomendar conteúdos específicos e criar trilhas de aprendizagem individualizadas, tornando o processo mais eficiente e relevante.

Transformar Dados em Inteligência para o desenvolvimento profissional
Mais do que acompanhar indicadores de participação ou conclusão de treinamentos, as organizações precisam utilizar Dados para compreender a evolução das competências da força de trabalho. A análise contínua do desempenho permite identificar oportunidades de desenvolvimento e apoiar decisões relacionadas à capacitação.

Tornar o aprendizado mais dinâmico, contínuo e interativo
O modelo tradicional de treinamentos pontuais perde espaço para experiências permanentes de aprendizagem. Recursos como simulações, conteúdos interativos, aprendizagem contínua em pequenos conteúdos e orientação em tempo real contribuem para aumentar o engajamento e facilitar a retenção do conhecimento.

Atualizar competências na velocidade das mudanças tecnológicas
A evolução acelerada da IA exige que empresas revisem continuamente seus programas de desenvolvimento. Novos conhecimentos surgem em ritmo cada vez mais intenso, tornando essencial oferecer conteúdos constantemente atualizados para acompanhar as demandas do mercado.

Desenvolver profissionais preparados para atuar em parceria com a IA
A IA não elimina a importância das pessoas. Ao contrário, amplia a necessidade de competências humanas como pensamento crítico, criatividade, capacidade analítica, tomada de decisão e relacionamento. Preparar profissionais para atuar em conjunto com sistemas inteligentes torna-se um diferencial estratégico para organizações que buscam escalar a IA de forma sustentável.

De acordo com Santos, empresas que tratam a capacitação como um processo contínuo estarão mais preparadas para transformar iniciativas de IA em resultados concretos para os negócios.

“Escalar IA exige muito mais do que tecnologia. Exige integração entre áreas, Governança, clareza estratégica, orquestração de pessoas e IA e, principalmente, que as pessoas estejam preparadas para trabalhar em novos modelos operacionais. As organizações que investirem no desenvolvimento contínuo de suas equipes terão maior capacidade de transformar inovação em resultados consistentes para clientes e negócios”, conclui o executivo.

Pesquisa mostra por que capacitar pessoas virou prioridade
 56% das empresas apontam a falta de competências internas em IA como o principal obstáculo para ampliar o uso da Inteligência Artificial.
 41% das organizações ainda permanecem na fase de testes e pilotos de IA Generativa.
 Apenas 27% conseguiram escalar implementações para ambientes de produção.
 63% adotam modelos híbridos, combinando equipes internas e parceiros especializados para acelerar projetos de IA.
 Na América Latina, equilibrar Automação e transformação da força de trabalho figura entre os principais desafios para ampliar iniciativas de IA em escala.

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