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Busca por Conectividade pode fazer mercado global de telecom chegar a R$ 20.4 trilhões até 2030

Estudo da Research and Markets reforça avanço da Conectividade residencial e amplia disputa entre operadoras de fibra por estabilidade, baixa latência e experiência digital

Busca por Conectividade pode fazer mercado global de telecom chegar a R$ 20.4 trilhões até 2030

Casas conectadas, streaming em alta resolução, trabalho remoto, plataformas em Nuvem e dezenas de dispositivos simultaneamente ligados ao wi-fi doméstico estão redesenhando o mercado global de telecomunicações.

A transformação deve levar o setor a movimentar US$3,19 trilhões em 2026, o equivalente a cerca de R$16,6 trilhões na cotação atual do dólar, em R$ 5,21.

A estimativa faz parte de um levantamento divulgado pela Research and Markets, que projeta ainda que o mercado internacional seja de US$3,91 trilhões até 2030, o que seria aproximadamente R$ 20,4 trilhões na atual cotação do dólar.

O avanço evidencia uma mudança importante no comportamento do consumidor: mais do que velocidade, cresce a busca por conexões estáveis, com baixa latência e capacidade de sustentar múltiplos usos simultâneos dentro das residências.

Casas conectadas, streaming em alta resolução, trabalho remoto, plataformas em Nuvem e dezenas de dispositivos simultaneamente ligados ao wi-fi doméstico estão redesenhando o mercado global de telecomunicações

No Brasil, o movimento acompanha a expansão da infraestrutura de fibra óptica e o fortalecimento das operadoras focadas em Conectividade residencial. Nesse cenário, empresas do setor vêm ampliando investimentos em experiência digital, cobertura wi-fi interna e tecnologias voltadas à estabilidade da rede, diante de uma demanda cada vez mais exigente por desempenho contínuo da conexão.

Mercado de fibra cresce com foco na experiência dentro de casa
A expansão da Conectividade residencial também impulsiona o mercado brasileiro de fibra óptica. Segundo levantamento da Grand View Research, o setor deve atingir US$ 1,41 bilhão até 2033, mantendo crescimento anual composto de 6,6% entre 2026 e 2033.

O avanço acompanha uma mudança estratégica no segmento: velocidade isolada deixou de ser o principal diferencial competitivo. Operadoras passaram a concentrar esforços na qualidade da experiência dentro dos ambientes residenciais, priorizando estabilidade, cobertura eficiente do wi-fi e menor latência para suportar múltiplos dispositivos conectados ao mesmo tempo.

Nesse contexto, empresas que operam com infraestrutura 100% fibra ganham espaço ao entregar desempenho mais consistente e maior velocidade de internet em comparação a modelos híbridos, que ainda utilizam cabos convencionais em parte do trajeto da conexão.

Soluções como FTTR (Fiber to the Room), que levam a fibra diretamente para dentro dos cômodos, também ampliam a eficiência do sinal dentro das casas, refletindo em melhores resultados em um teste de velocidade e em uma experiência de navegação mais estável.

Entre as operadoras que disputam esse mercado está a Nio, que atualmente conta com cerca de 20 milhões de homes passed (HPs) distribuídos em aproximadamente 300 cidades brasileiras. A companhia possui uma das maiores operações de internet fibra do Brasil em número de clientes e lidera o segmento em 11 estados, incluindo Rio de Janeiro, Amazonas e Acre.

Setor amadurece e amplia exigência por estabilidade da conexão
O avanço das telecomunicações ocorre em paralelo à consolidação do mercado brasileiro de Tecnologia da Informação. Dados da ABES, com base em informações da IDC, mostram que o setor nacional de TI movimentou US$ 67,8 bilhões em 2025, acima dos US$ 58,6 bilhões registrados no ano anterior.

Apesar da expansão, a previsão para 2026 é de crescimento mais moderado, em 5,3%, sinalizando uma fase de maior maturidade do mercado. O cenário reforça a pressão sobre empresas de conectividade para oferecer não apenas velocidade contratada, mas também estabilidade e confiabilidade no uso diário da internet.

Relatórios recentes da Opensignal apontam que consumidores passaram a valorizar fatores como qualidade do wi-fi, estabilidade da rede e desempenho consistente em atividades simultâneas, como streaming, videochamadas, jogos online e uso de plataformas em Nuvem.

Diante dessa transformação, operadoras de fibra vêm ampliando investimentos em tecnologias como wi-fi 6, redes mesh e Inteligência de Dados para melhorar a experiência digital dentro das residências. A Nio está entre as empresas que têm direcionado sua estratégia para esse modelo, com foco em Conectividade de alta capacidade, menor latência e estabilidade da rede em ambientes residenciais e corporativos.

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