
A Ford Brasil e o Datafolha divulgaram na quinta-feira (23/4) os resultados da pesquisa “Mercado de Trabalho Tech: Raio-X e Tendências”, que entrevistou 250 líderes de RH (50%) e Tecnologia da Informação (50%) de médias e grandes empresas de todas as regiões do País, a maioria (54%) do Sudeste. A principal conclusão não é segredo para ninguém: 98% dos entrevistados relataram algum tipo de dificuldade em encontrar profissionais qualificados, dos quais 49% disseram na maioria das vezes, 22% afirmaram que sempre e 27% disseram em algumas vezes.
“Os dados revelados por este estudo inédito com o Datafolha reforçam que o descompasso entre a velocidade da inovação e a disponibilidade de profissionais qualificados é um dos grandes desafios do mercado hoje. Na Ford, acreditamos que enfrentar esse cenário exige democratizar o acesso ao conhecimento tecnológico conectado às demandas do mercado”, disse Pamela Paiffer, diretora de Comunicação e Responsabilidade Social da Ford América do Sul.
Para enfrentar esse desafio, a Ford criou o Ford <Enter>, programa social de capacitação em tecnologia que já soma mais de 1 mil alunos formados desde 2022. “O programa foi desenhado para servir como uma ponte, capacitando talentos em situação de vulnerabilidade com as habilidades que as empresas buscam. O propósito dessa pesquisa é justamente identificar as lacunas de competências que o mercado apresenta e aprimorar o conteúdo do curso para acompanhar essa evolução”, completou Pamela.
Lacunas de qualificação
A pesquisa revela que a dificuldade em encontrar profissionais na área de tecnologia é quase unânime no Brasil. Para 72% das empresas, a falta de conhecimento técnico é um dos principais desafios enfrentados, seguido pela ausência de experiência (54%), o que acende um alerta sobre a formação e o desenvolvimento de talentos no País.
Consequentemente, o tempo para preencher vagas se estende. Apenas 14% das empresas conseguem fazer a contratação em menos de um mês, enquanto 50% levam entre um e dois meses, 25% demoram de dois a três meses e 11% chegam a exceder quatro meses de busca. O LinkedIn consolida-se como a principal ferramenta de recrutamento para 60% das organizações.
Além da competência técnica
Quando o assunto são as habilidades técnicas, a pesquisa aponta que as posições mais difíceis de preencher são as de especialistas em IA (35%) e engenheiros de software (31%). Em linha com essa demanda, conhecimentos em Segurança da Informação (30%) e Inteligência Artificial e Machine Learning (29%) são os mais escassos.
Porém, ter competência técnica já não é suficiente. A pesquisa destaca que 37% das empresas frequentemente, ou sempre, rejeitam candidatos tecnicamente aptos devido à falta de “soft skills”. As habilidades comportamentais mais difíceis de encontrar são Inteligência Emocional (36%) e Pensamento Crítico e Capacidade de Resolver Problemas (33%). Outro ponto crítico é o idioma: 78% das empresas desclassificam candidatos que não possuem domínio do inglês.
“A pesquisa mostra que precisamos ir além da qualificação técnica. A demanda por habilidades como inteligência emocional e pensamento crítico é imensa e continuará crescendo. Com o Ford <Enter>, focamos em uma formação abrangente que prepara o indivíduo não apenas para a atuação técnica, mas para os desafios de um mercado em constante evolução”, comentou Fernanda Ramos, diretora de Recursos Humanos da Ford América do Sul.
Geração Z no setor tech
O estudo também revela as prioridades da Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010) e os desafios da diversidade. Para esses jovens talentos, o salário (53%), a flexibilidade na jornada de trabalho (49%) e equilíbrio entre vida pessoal e profissional (39%) são os principais fatores na hora de decidir onde trabalhar. Paralelamente, 93% das empresas admitem ter dificuldades em encontrar candidatos de grupos sub-representados, o que reforça a relevância de programas como o Ford <Enter>, que oferece oportunidades de qualificação para pessoas em condição de vulnerabilidade.
O futuro do trabalho e IA
Projetando os próximos dois anos, a Inteligência Artificial é citada por 46% das empresas como o principal motor de mudança no mercado de tecnologia. A necessidade de qualificação profissional aparece em segundo lugar (29%), seguida por inovações tecnológicas (17%). A pesquisa prevê ainda que as “soft skills” serão as habilidades mais difíceis de encontrar no futuro (citadas por 50% das empresas), superando as “hard skills” (44%).
“A pesquisa mostra que a Inteligência Artificial já está mudando o mercado, mas para que ela entregue valor real é preciso ter dados organizados, contexto e profissionais preparados para transformar informação em decisão. Quando vemos que IA, Machine Learning e Segurança da Informação estão entre as áreas mais difíceis de contratar, fica claro que o desafio das empresas é duplo: investir em tecnologia e, ao mesmo tempo, desenvolver talentos e fortalecer sua base de dados”, diz Djalma Brighenti, diretor de TI da Ford América do Sul.
Ford <Enter>: resposta concreta
Lançado em 2022, o Ford <Enter> é uma iniciativa social da Ford e da Ford Philanthropy, em parceria com Global Giving, Senai-SP, Senai-BA e Rede Cidadã. O programa oferece cursos gratuitos de programação (Front-End, Back-End, Power BI, Python) para pessoas em situação de vulnerabilidade, garantindo suporte completo que inclui ajuda de custo para transporte e alimentação, assistência social e encaminhamento ativo para o mercado de trabalho. Devido ao sucesso no Brasil, a iniciativa foi expandida para a Argentina, Chile, Peru e Colômbia.
Desde a sua criação, o programa registrou mais de 15 mil inscritos e formou cerca de 1 mil alunos no Brasil, muitos dos quais conquistaram empregos antes mesmo da conclusão do curso. No momento, o Ford <Enter> está com inscrições abertas até 3 de maio para novas turmas em São Paulo. São 40 vagas e as inscrições podem ser feitas pelo site: www.ford.com.br/sobre-a-ford/ford-enter/.
Serviço
www.ford.com.br

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