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A digitalização como vacina contra o erro médico em um sistema sob pressão

Um estudo da Zebra Technologies revela que 75% da equipe clínica considera a captura de dados em tempo real como a única barreira eficaz contra diagnósticos errôneos

A digitalização como vacina contra o erro médico em um sistema sob pressão

Em um sistema de Saúde que opera no limite de sua capacidade, o erro humano tornou-se um dos riscos mais críticos. Hoje, a diferença entre um atendimento seguro e uma falha clínica pode depender de um fator-chave: a digitalização. De acordo com o estudo “Desmascarando a complexidade no setor de Saúde” da Zebra Technologies, a tecnologia deixou de ser um elemento de modernização para se tornar um componente essencial de segurança operacional.

O relatório revela que 75% dos profissionais de Saúde admitem que a captura manual de dados é o elo mais fraco da cadeia de atendimento. Em um ambiente onde a equipe de enfermagem está sobrecarregada, a fadiga informativa afeta 78% do pessoal clínico, que relata sentir-se sobrecarregado pelo volume de tarefas administrativas que subtraem tempo de qualidade com o paciente. Neste contexto, o erro médico não é uma exceção, mas uma consequência do sistema.

O desafio não é apenas comprar tecnologia, mas que esta seja interoperável. Apenas 40% dos dispositivos hospitalares estão plenamente integrados em uma rede única, o que gera silos de informação que dificultam a tomada de decisão em tempo real

A consequência desta saturação é o erro médico. No entanto, o estudo aponta uma solução clara: a implementação de dispositivos móveis de grau médico e o escaneamento de códigos de barras à beira do leito podem reduzir os erros na administração de medicamentos em até 50%. Na América Latina, onde a rastreabilidade de insumos ainda é inconsistente em muitas regiões, esta tecnologia perfila-se como a “blindagem” definitiva.

A complexidade da operação hospitalar no Brasil exige uma transição do inventário manual para a inteligência de ativos. A implementação da tecnologia RFID e da identificação digital com suprimentos de alta qualidade permite uma visibilidade total da cadeia de suprimentos, desde a entrada do insumo até sua aplicação final. Este controle estrito de ativos e pacientes é o único caminho para o “erro zero”. Ao digitalizar a verificação de tratamentos, as instituições não apenas protegem a vida dos usuários, mas também blindam sua operação contra os altos custos legais e operacionais decorrentes de falhas na cadeia de cuidado. Uma gestão de ativos eficiente permite que a equipe médica saiba, em segundos, a localização e o estado de cada recurso vital, otimizando a resposta diante de emergências críticas.

Exigência de transparência digital

Diferentemente de décadas anteriores, o paciente de 2026 é um “auditor digital”. O estudo destaca que 80% dos usuários hospitalizados afirmam sentir-se substancialmente mais seguros quando veem a equipe médica utilizar tecnologia para verificar sua identidade e o tratamento que estão prestes a receber.

“O paciente no Brasil não é mais um ator passivo. Hoje, associa-se a identificação de pacientes com suprimentos especializados para o setor, o uso de um tablet médico ou um escâner de pulseira, a um atendimento de alta qualidade. A confiança não se baseia mais apenas no prestígio da instituição, mas na evidência digital de que o processo é seguro”, comenta Denis Carvalho, gerente-geral Interino da Zebra Brasil.

Tecnologia vs. Cultura

Apesar dos benefícios evidentes, o caminho para o “Hospital Conectado” no Brasil enfrenta barreiras estruturais e culturais profundas:

A “Cultura do Papel”: Existe uma resistência geracional na qual a equipe médica percebe a digitalização como uma carga extra. O estudo desmistifica isso ao demonstrar que a automação de fluxos de trabalho devolve até 2,5 horas por turno aos enfermeiros, permitindo que se foquem na recuperação do paciente e não no preenchimento de formulários.

Fragmentação tecnológica: o desafio não é apenas comprar tecnologia, mas que esta seja interoperável. Apenas 40% dos dispositivos hospitalares estão plenamente integrados em uma rede única, o que gera silos de informação que dificultam a tomada de decisão em tempo real.

Segurança de dados: o temor a ciberataques continua frenando a conectividade total. No entanto, o relatório sublinha que o risco de não estar conectado (erro médico por falta de dados) é estatisticamente superior ao risco de uma brecha digital controlada com padrões de grau médico.

Automação e RFID

Para os próximos dois anos, 90% dos líderes de saúde planejam aumentar seu investimento em mobilidade e sistemas de localização em tempo real (RTLS). A grande aposta é a tecnologia RFID (identificação por Radiofrequência), que permite rastrear não apenas pacientes, mas ativos críticos como ventiladores, bombas de infusão e unidades de sangue, garantindo que estejam disponíveis, desinfetados e no lugar certo, no momento exato.

“O desafio no Brasil não é o talento médico, mas sim dotá-lo de ferramentas que eliminem a fricção operacional. A digitalização permite que o foco volte a estar onde importa: salvar vidas”, conclui Denis Carvalho.

Dados críticos para o setor de Saúde

Redução de Erros: o escaneamento de pulseiras previne falhas de medicação em 50%.

Eficiência operacional: a digitalização recupera 2,5 horas de tempo clínico por cada turno de 8 horas.

Percepção pública: 8 em cada 10 pacientes associam a tecnologia móvel a uma maior segurança pessoal.

Projeção de investimento: 45% dos hospitais substituirão registros manuais por dispositivos móveis até 2026.

Serviço
www.zebra.com

 

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