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Empresas disputam talentos em IA e cresce a pressão por formação antecipada em tecnologia

Escassez de profissionais faz mercado apostar na educação precoce para formar futuros talentos em IA

Empresas disputam talentos em IA e cresce a pressão por formação antecipada em tecnologia

Com o início do ano letivo e a retomada das discussões no Congresso Nacional, cresce o debate sobre a inclusão de Inteligência Artificial e Segurança Digital no currículo escolar. A proposta surge como resposta a um problema que o mercado já enfrenta: a escassez de profissionais qualificados para atuar em áreas estratégicas de tecnologia.

Projetos de lei em tramitação e debates conduzidos pelo Ministério da Educação propõem levar noções de IA, Ciência de Dados e Cibersegurança para a formação básica, antecipando competências que hoje só aparecem no ensino técnico ou superior. A iniciativa ocorre em um momento em que empresas relatam dificuldades crescentes para preencher vagas ligadas à inovação.

Estratégias inovadoras de atração de talentos, como gamificação, são formas eficazes de engajar profissionais e fortalecer o recrutamento

No Brasil, 39% das companhias relatam que a escassez de trabalhadores qualificados é o principal desafio para implementar IA.. Esse cenário também é observado pela ManageEngine Brasil, fornecedora de soluções de gestão de TI empresarial que faz parte do grupo Zoho Corporation.

Conforme apontado pelo Fórum Económico Mundial, 37% das competências existentes dos brasileiros precisarão ser adaptadas ou correrão o risco de se tornarem obsoletas até 2030. As principais competências em ascensão incluem Pensamento Analítico, Big Data e IA, Cibersegurança e literacia tecnológica. Como resultado, estudantes e jovens profissionais estão a seguir carreiras com forte potencial de crescimento.

De acordo com o relatório, cargos ligados à IA e Machine Learning devem crescer mais de 100% até 2030. Analistas e cientistas de dados também aparecem entre as mais promissoras , com projeção de alta de 42% nos próximos quatro anos, além de posições em Cibersegurança e Big Data.

Enquanto o sistema educacional discute como preparar alunos desde cedo para esse novo cenário, empresas já querem se aproximar desses talentos emergentes. O relatório do Fórum Econômico Mundial aponta que 69% das empresas pretendem contratar profissionais com habilidades para desenvolver e adaptar ferramentas de IA às necessidades da organização, enquanto 62% planejam recrutar talentos com competências para atuar em conjunto com a tecnologia.

“Estratégias inovadoras de atração de talentos, como gamificação, são formas eficazes de engajar profissionais e fortalecer o recrutamento”, comenta Tonimar Dal Aba, gerente técnico da ManageEngine Brasil.

Dal Aba lista quatro tipos de iniciativas que vêm ganhando espaço na atração e desenvolvimento de talentos em tecnologia:

Hackathons
 Eventos colaborativos voltados à ideias inovadoras e testes que permitem as empresas identificarem habilidades técnicas e comportamentais em situações reais.

Bootcamps
 Aos profissionais que estão aprendendo novas habilidades e ferramentas, ter acesso a especialistas relevantes é bem atrativo. O impacto não é apenas na atração, mas na retenção.

Requalificação interna
 A estratégia ajuda a identificar e lapidar profissionais que já fazem parte da companhia. O movimento horizontal e vertical subsequente é benéfico para todos.

 Programas de residência
 Inspiradas em modelos acadêmicos, essas iniciativas oferecem aos talentos a chance de trabalhar em projetos de ponta com mentoria de especialistas e acesso à infraestrutura avançada.

A disputa por talentos em Inteligência Artificial já é uma realidade para empresas de todos os setores e tende a se intensificar nos próximos anos. Diante desse cenário, organizações precisarão combinar estratégias de atração, desenvolvimento e retenção de profissionais. Ao mesmo tempo, instituições públicas e privadas terão um papel decisivo na formação das próximas gerações de especialistas capazes de sustentar a economia digital.

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