
Com a retomada do ritmo corporativo após o período de férias e do Carnaval, o período atual se consolida como um dos mais estratégicos do ano para as empresas. É a hora de olhar para a realidade, com as metas em mãos, tempo hábil de realizá-las e reorganizar áreas. É o momento também no qual novos colaboradores são integrados, processos são revisados e os grandes projetos do ano começam a sair do papel. Nesse contexto, a tecnologia ganha protagonismo. Sistemas fragmentados, retrabalho manual e falta de integração entre áreas impactam diretamente produtividade, engajamento e, sobretudo, retenção de talentos.
Dados do 2025 Digital Employee Experience Report, da Ivanti, reforçam esse cenário. O estudo aponta que uma parcela significativa dos profissionais considera a tecnologia no ambiente de trabalho um fator determinante para sua satisfação e permanência na empresa. A pesquisa também indica que experiências digitais negativas, como sistemas lentos, excesso de logins, falhas frequentes e falta de integração, estão diretamente associadas à queda de produtividade e maior intenção de desligamento.
Para Guilherme Carrullo, CEO da MXM Sistemas, empresa de tecnologia especializada em gestão empresarial, a forma como a tecnologia é percebida no dia a dia do profissional passou a ser um diferencial competitivo. “A experiência do colaborador está diretamente ligada ao ecossistema tecnológico que sustenta a operação. Se o profissional enfrenta dificuldades para acessar informações, executar processos ou integrar dados, isso gera frustração, queda de produtividade e até mesmo evasão de talentos”, afirma Carrullo.
O levantamento da Ivanti mostra ainda que muitos colaboradores perdem horas por semana lidando com problemas de TI ou processos pouco intuitivos — um desperdício de tempo que poderia ser direcionado a atividades estratégicas. Além disso, o estudo revela que organizações com ambientes digitais mais integrados apresentam índices mais elevados de engajamento e confiança interna.
Para Carrullo, a digitalização eficiente não se resume à automação, mas à construção de jornadas mais simples e inteligentes para o colaborador.
“Não se trata apenas de implantar ferramentas, mas de garantir que elas conversem entre si e apoiem a tomada de decisão. Quando a tecnologia funciona como facilitadora, o colaborador consegue focar no que realmente gera valor para o negócio”, destaca.
Com o mercado aquecido em áreas estratégicas e maior mobilidade profissional, especialmente nos setores de tecnologia e gestão, a experiência cotidiana dentro da empresa tornou-se fator determinante para a retenção.
“Hoje, o talento compara ambientes. Ele avalia não só cultura e benefícios, mas também o nível de maturidade digital da organização. Processos ágeis, transparência de dados e autonomia operacional influenciam diretamente a permanência do profissional”, completa o CEO.

Leia nesta edição:

CAPA - TECNOLOGIA
Arquitetura neuromórfica, a plataforma inspirada no cérebro humano

MERCADO
O bom negócio da locação de equipamentos de TI

SEGURANÇA DIGITAL
Dilemas e oportunidades de blockchain para identidade
EXCLUSIVA DIGITAL

VERSÃO LATAM
Agora a versão digital também é LATAM
Baixe o nosso aplicativo














