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IA favovece mudanças no hardware e nos serviços de TI e ressignifica prioridades das empresas

Avanço da Inteligência Artificial, renovação acelerada do parque tecnológico e novos modelos de consumo ganham protagonismo no mercado de TI

IA favovece mudanças no hardware e nos serviços de TI e ressignifica prioridades das empresas

A Inteligência Artificial deixou de ser uma promessa e passou a atuar como vetor direto de decisão tecnológica. Em 2026, as empresas já sentem na prática os efeitos da IA sobre infraestrutura, hardware e serviços de TI, acelerando ciclos de renovação e mudando a lógica de consumo de tecnologia.

Segundo projeções da IDC, os investimentos globais em Transformação Digital devem atingir US$ 3,4 trilhões neste ano. Dentro desse cenário, a IA, especialmente a Generativa, se consolida como prioridade estratégica, impactando desde Data Centers até os dispositivos finais utilizados pelos colaboradores.

Esse avanço viabiliza aplicações de IA local, reduz a latência e diminui a dependência exclusiva da Nuvem 

No Brasil, esse movimento ocorre em um contexto de crescimento exponencial de Dados, aumento das ameaças cibernéticas e pressão contínua por eficiência operacional. Como resposta, arquiteturas híbridas de IA, que combinam Cloud, Edge e processamento local, ganham protagonismo e devem se intensificar nos próximos meses.

“A IA está forçando uma mudança estrutural no hardware corporativo. A demanda por processamento cresce mais rápido do que os ciclos tradicionais de atualização, o que acelera a adoção de novas gerações de GPUs, CPUs especializadas e plataformas integradas de aceleração para IA”, afirma Rodrigo Guércio, vice-presidente de Negócios Corporativos da Positivo Tecnologia.

Nos data centers, esse cenário impulsiona arquiteturas cada vez mais heterogêneas, combinando CPUs, GPUs e aceleradores dedicados para cargas de inferência e aplicações Generativas em escala. A busca por eficiência energética, novas soluções de resfriamento e servidores compactos voltados ao Edge Computing também se intensifica, especialmente em projetos sensíveis à latência.

Nos dispositivos finais, como notebooks e terminais corporativos, a tendência é a rápida expansão de processadores com NPU integrada e maior capacidade de memória. Esse avanço viabiliza aplicações de IA local, reduz a latência e diminui a dependência exclusiva da Nuvem. “O processamento distribuído passa a ser estratégico. A IA embarcada melhora a experiência do usuário e torna as operações mais resilientes, especialmente em ambientes críticos”, complementa Guércio.

A transformação não se limita ao hardware. Os serviços de TI passam por uma mudança estrutural, com a automação de atividades antes intensivas em mão de obra. Plataformas low‑code e no‑code aceleram o desenvolvimento de aplicações, enquanto agentes de IA começam a assumir a orquestração de processos e a integração entre sistemas corporativos.

Outro movimento relevante é a evolução do modelo de aquisição de tecnologia. O Hardware as a Service (HaaS) ganha espaço como alternativa para empresas que precisam escalar infraestrutura e acelerar atualizações sem imobilizar capital, acompanhando o ciclo de vida cada vez mais curto do hardware impulsionado pela IA.

Com a expansão da IA embarcada e de modelos especializados, a Governança e a Segurança também se tornam prioridades imediatas. Vazamentos de Dados, ataques cibernéticos e o uso indevido de modelos colocam a rastreabilidade, a conformidade regulatória e a proteção da informação no centro das estratégias corporativas.

“O servidor deixa de ser apenas suporte e passa a ser o núcleo operacional da inteligência artificial nas empresas. Ao mesmo tempo, dispositivos com NPUs ampliam o potencial do processamento distribuído, formando um ecossistema de TI mais flexível, eficiente e preparado para a próxima fase da Transformação Digital”, conclui Guércio.

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