book_icon

O que muda na qualificação em tecnologia a partir de 2026

Levantamento da Alura indica avanço da IA aplicada, do aprendizado contínuo e do citizen developer no mercado brasileiro

O que muda na qualificação em tecnologia a partir de 2026

O interesse por qualificação em tecnologia entra em uma nova fase e aponta mudanças estruturais em 2026. Mais do que aprender ferramentas específicas, profissionais buscam direcionamento de carreira, autoconhecimento, desenvolvimento contínuo e competências estratégicas para acompanhar a velocidade das Transformações Digitais. É o que revelam Dados do Talent Lab Alura, iniciativa que conecta estudantes e empresas com foco em empregabilidade.

Entre janeiro e agosto de 2025, 63% das mentorias realizadas pelo Talent Lab tiveram como principal demanda o desenvolvimento profissional. Mais do que a busca por habilidades técnicas específicas, os encontros evidenciam um movimento de profissionais que procuram orientação de carreira, autoconhecimento e clareza sobre seus próximos passos, em um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo.

Mais do que aprender ferramentas específicas, profissionais buscam direcionamento de carreira, autoconhecimento, desenvolvimento contínuo e competências estratégicas 

Esse tipo de acompanhamento tem se consolidado como um diferencial relevante, especialmente para profissionais em início de jornada ou em transição de carreira. Programas desse tipo contribuem para o desenvolvimento do autoconhecimento, da segurança e da clareza sobre objetivos profissionais, além de fortalecerem a confiança e tornarem a trajetória mais alinhada à realidade do mercado.

Na Alura, maior escola online de tecnologia do país, essa maturidade na forma de encarar a carreira também se reflete na escolha das formações técnicas. A procura por cursos ligados à Inteligência Artificial Generativa e à Agentic AI cresceu 89% em 2025 em comparação ao ano anterior, acompanhada pelo avanço de carreiras como Engenharia de IA, Especialista em IA, Análise de Dados, Engenharia de Dados, Ciência de Dados e Governança de Dados, que concentram, com 45% das buscas, assumindo protagonismo entre as carreiras. O movimento indica que o interesse por tecnologia vem cada vez mais associado a decisões estratégicas de carreira, e não apenas à aquisição pontual de novas habilidades.

Veja os 10 cursos mais buscados em 2025 na Alura:
 Começando em Programação: carreira e primeiros passos
Aprendizado contínuo: desenvolvendo o perfil de lifelong learner
Git e GitHub: compartilhando e colaborando em projetos
 Lógica de programação: explore funções e listas
 Python para Dados: primeiros passos
 HTML e CSS: ambientes de desenvolvimento, estrutura de arquivos e tags
 Pensamento computacional: fundamentos da computação e lógica de programação
 Python: crie a sua primeira aplicação
 Lógica de programação: praticando com desafios
 Java: criando a sua primeira aplicação

“A formação em tecnologia é progressiva. O aluno começa por conteúdos mais conceituais, que constroem a base técnica, mas, à medida que avança na trilha, cresce a busca por cursos aplicados, conectados ao contexto de negócio e à tomada de decisão no dia a dia”, analisa Paulo Silveira, Chief Visionary Officer (CVO) do Grupo Alun.
O cenário é reforçado pelo Panorama do Desenvolvimento Profissional no Brasil, pesquisa realizada pela Alura em parceria com o Opinion Box, com 1.000 profissionais em atuação no País. O levantamento mostra que 68% afirmam que dominar IA será requisito básico para manter ou conquistar uma vaga, enquanto 76% acreditam que o conhecimento tecnológico será decisivo para o futuro da carreira.

“Em 2026, IA aplicada ao dia a dia, automação e uso inteligente de Dados serão competências essenciais em praticamente todas as funções. A tecnologia passa a fazer parte da rotina de qualquer equipe”, destaca Silveira. Segundo o especialista, habilidades como automação de processos, Segurança Digital e soluções em Nuvem ganham relevância especialmente entre profissionais de Produto, Marketing, Operações e Gestão.
Citizen developer e vibe coding ganham espaço e redefinem os times

O avanço da tecnologia para todas as áreas acelera a busca por formações mais práticas e conectadas ao mercado de trabalho, acelerando o crescimento do citizen developer, profissionais de áreas não técnicas que passam a criar soluções, automatizar tarefas e atuar ativamente na transformação digital das empresas, sem depender exclusivamente da equipe de TI.

Nesse contexto, também ganha força o vibe coding, abordagem em que o foco deixa de ser o “como programar” e passa a ser o “o que precisa ser feito”, permitindo que pessoas descrevam suas intenções em linguagem natural enquanto ferramentas de Inteligência Artificial transformam essas instruções em código funcional.

“As empresas entenderam que a tecnologia precisa estar nas mãos de quem executa o trabalho. Com o apoio de IA e abordagens como o vibe coding, profissionais de áreas não técnicas conseguem criar e automatizar soluções com mais agilidade, reduzindo custos e a dependência de especialistas”, afirma Silveira. “Esse movimento transforma os citizen developers em peças centrais dos times, ao mesmo tempo em que aumenta a produtividade dos profissionais mais experientes e acelera o aprendizado de quem está começando, contando com o senso crítico e maturidade técnica dos profissionais envolvidos”

Apesar de seguir como uma das principais portas de entrada para novos profissionais e para quem busca transição de carreira, o setor ainda enfrenta desafios. “Há formações que não acompanham a velocidade do mercado e permanecem excessivamente teóricas. O grande desafio é integrar tecnologia e negócio, preparando profissionais para resolver problemas reais”, completa o executivo.

Equilibrar agilidade com profundidade é o que gera impacto real em tecnologia  

Aprendizado contínuo se consolida como estratégia de carreira
Esse contexto acelera a consolidação da cultura de aprendizado contínuo no Brasil, impulsionando tanto a busca por formações rápidas, voltadas a demandas imediatas, quanto por programas mais longos, focados em profundidade e repertório técnico. “Não existe atalho no mercado de trabalho. Equilibrar agilidade com profundidade é o que gera impacto real em tecnologia”, reforça Silveira.

Iniciativas como as Imersões da Alura, realizadas em parceria com o Google, materializam esse movimento ao oferecer capacitação prática, acessível e diretamente aplicável aos desafios do mercado. Ao longo de 2025, mais de 620 mil pessoas participaram das imersões, entre os participantes, mais de 80% tinham a Inteligência Artificial como principal interesse, evidenciando o avanço do tema na agenda profissional.

O perfil predominante dos profissionais participantes demonstra que são justamente pessoas em busca de atualização e aprofundamento técnico para acelerar a carreira na área, já que são de nível de senioridade intermediário.

Com 20 anos de trajetória, a Alura, escola online de tecnologia do Brasil, integrante do Grupo Alun, formado também por FIAP, PM3 e StartSe, a marca é referência na formação de profissionais em todos os estágios de carreira, dos iniciantes aos especialistas, unindo profundidade técnica, diversidade de temas e foco na construção de carreiras em T – profissionais que dominam sua área de especialização e ampliam seu conhecimento em temas complementares.

Revista Digital