
A WSO2, fornecedora de softwares abertos para APIs, integração e gerenciamento de identidade, divulgou as tendências que devem orientar a evolução das arquiteturas digitais em 2026. Segundo a empresa, em 2025 a aceleração do desenvolvimento e uso da IA transformou o ambiente tecnológico das empresas em todo o mundo, inaugurando uma fase de modernização que vai além da migração de sistemas legados e coloca adaptabilidade, segurança e padronização no centro das decisões estratégicas. No Brasil, esse movimento ganha contornos próprios, impulsionando a adoção de arquiteturas mais flexíveis e plataformas capazes de sustentar o crescimento contínuo de soluções baseadas em IA.
Para Fernando Arditti, VP Latam da WSO2, essa mudança elevou APIs, identidade digital, integração e plataformas internas ao status de pilares competitivos. O executivo destaca que as empresas passaram a adotar padrões abertos e arquiteturas modulares, reforçando a necessidade de governança sobre o uso de ferramentas de IA. Arditti explica que muitas organizações ainda enfrentam o desafio de controlar como colaboradores utilizam sistemas generativos e quais dados são inseridos nessas plataformas, um risco crescente para segurança e conformidade. Soluções como o AI Gateway da WSO2 permitem centralizar políticas, monitorar fluxos e garantir uso corporativo mais seguro da IA.
“As empresas brasileiras estão percebendo que modernizar não é apenas adotar novas tecnologias, mas criar bases arquiteturais sólidas para escalar IA de forma sustentável. Quando padrões abertos, identidade, integração e APIs trabalham juntos, a inovação deixa de ser episódica e passa a ser contínua”, afirma Arditti.
“Estamos entrando em uma fase em que a arquitetura será o principal fator que viabiliza, ou limita, o potencial da IA”, destaca o executivo. Organizações que priorizarem interoperabilidade, governança e camadas modulares estarão mais preparadas para responder às exigências regulatórias, criar produtos com mais rapidez e acompanhar a velocidade das transformações tecnológicas. Segundo o executivo, “é o alinhamento entre arquitetura e estratégia que permitirá inovar sem interrupções”, ponto que abre espaço para as principais tendências que devem orientar as decisões das empresas em 2026.
Tendências que vão definir 2026, segundo a WSO2
A partir dos aprendizados de 2025 e da evolução dos modelos de IA, a WSO2 aponta quatro movimentos estruturais que devem moldar a próxima fase da modernização digital:
Arquiteturas AI-native se tornam padrão: sistemas passam a ser concebidos desde o início com agentes, modelos e automação integrados, aumentando escala, autonomia e velocidade de inovação.
Identidade digital migra para modelos de “confiança contínua”: verificação adaptativa, autenticação dinâmica e decisões baseadas em risco permitirão lidar simultaneamente com usuários humanos, fluxos automatizados e agentes de IA.
Plataformas internas (IDPs) se consolidam como infraestrutura crítica: antes voltadas a times avançados, passam a unificar APIs, integrações, identidade e modelos de IA em toda a organização, acelerando o desenvolvimento seguro.
Open standards, SaaS e open source dominam a modernização: a combinação desses três pilares reduz dependência tecnológica, simplifica governança, facilita adequação regulatória e permite escalar IA com amplitude.
Governança e segurança de IA entram no núcleo da arquitetura: soluções corporativas passam a centralizar políticas de uso, monitorar fluxos e mitigar riscos associados a modelos generativos, incluindo detecção de deepfakes e controle sobre dados inseridos em ferramentas de IA.
Como o Brasil se conecta às tendências globais
Asanka Abeysinghe, CTO global da WSO2, destaca que essas tendências aproximam o Brasil da modernização global tecnológica. “O avanço da IA levou as empresas a repensarem sua arquitetura digital de forma mais estratégica e pragmática. Em vez de modernizar componentes isolados, elas entenderam que precisam de uma base capaz de evoluir continuamente e incorporar novas capacidades de agentes, modelos e automação inteligente”, afirma. “Esses movimentos indicam que, em 2026, a IA deixa de ser uma iniciativa paralela e passa a orientar as decisões estruturais das organizações”, finaliza.
Serviço
www.wso2.com

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