
A consolidação da Inteligência Artificial Generativa (GenAI) como ferramenta de mercado representa um divisor de águas na Transformação Digital do Supply Chain. Segundo o relatório ISG Provider Lens Supply Chain Services 2025 para o Brasil, produzido e distribuído pela TGT ISG, o uso em larga escala dessas tecnologias tem modernizado a Cadeia de valor, tornando os processos mais integrados, ágeis e eficientes. Essa adoção também impulsiona um novo nível de maturidade operacional, em que a automação inteligente e os agentes de IA atuam como aceleradores de implementação e de gestão.
“Aplicações com GenAI têm modernizado e transformado exponencialmente todo o Supply Chain”, afirma Sidney Nobre, analista da TGT ISG e autor do estudo. Segundo ele, nos últimos anos, os fornecedores mais preparados investiram em metodologias, plataformas, aquisições e capacitação para identificar os melhores momentos e etapas dos processos produtivos em que aplicar essas tecnologias. “Essa preparação resultou em um cenário no qual as soluções de IA e GenAI estão amplamente presentes em todos os quadrantes da Cadeia, da manufatura à distribuição”, comenta.
Segundo o relatório, a modernização do Supply Chain passa por dois pilares fundamentais. O primeiro preserva características das abordagens tradicionais, como o olhar estratégico sobre a Cadeia de valor e o planejamento integrado de longo prazo. Já o segundo adiciona um componente essencial: o uso de soluções digitais com roadmaps de modernização contínua.
Nesse contexto, o conceito de Digital Integrated Supply Chain ganha força. “Consiste em dispor de soluções digitais integradas (digital embedded) que sejam amigáveis, consistentes, flexíveis e ágeis”, destaca o especialista. “A adoção dessa visão exige, porém, que empresas invistam também em gestão de mudanças, comunicação e capacitação. A transformação só flui com um forte movimento de mudança cultural alinhado aos processos”.
O estudo identificou que os projetos com abordagens digitais têm se tornado mais assertivos, entregando resultados em menos tempo e com maior clareza nos horizontes tecnológicos. A combinação entre soluções mais precisas e fornecedores experientes tem reduzido barreiras e acelerado o avanço rumo a um Supply Chain mais digital, eficiente e resiliente.
O uso de GenAI também se expandiu nos serviços de Business Process Outsourcing (BPO) aplicados ao Supply Chain. Soluções como Demand Planning as a Service, Gêmeos Digitais na manufatura, torres de controle e RPA agora convivem com novos agentes inteligentes voltados a procurement, logística, vendas e armazenagem. Essas inovações não apenas ampliam o portfólio de serviços, mas agregam valor humano. “Os profissionais que operam essas plataformas trazem experiência e transferência de conhecimento acelerada, fortalecendo boas práticas e a gestão contínua da operação”, observa o especialista.

Outro avanço identificado é a valorização do Circular Supply Chain Services. O estudo mostra que fornecedores brasileiros estão mais sintonizados com práticas sustentáveis e com a integração entre economia circular e ESG. “A cultura dos serviços circulares aporta mecanismos de mensuração dos resultados na cadeia de valor, controles de processo e métricas de ganhos e custos”, aponta Sidney. “Essa convergência tende a fortalecer tanto os objetivos de sustentabilidade quanto a eficiência operacional das empresas”.
O relatório ISG Provider Lens Supply Chain Services 2025 para o Brasil avalia as capacidades de 39 fornecedores em quatro quadrantes: Supply Chain Operations Modernization Services, Supply Chain BPO Services, Circular Supply Chain Services e Supply Chain TMS Implementation Services.
O relatório nomeia a Accenture e a Deloitte como Líderes em todos os quatro quadrantes. Nomeia a EY e Peers como Líderes em três quadrantes cada, e a Exed Consulting e a TCS como Líderes em dois quadrantes cada. IBM, ILOS, Sequor e Stefanini são nomeadas Líderes em um quadrante cada.
Além disso, Alvarez & Marsal, Exed Consulting, ILOS, Peloton, TCS, Wipro e Xcelis Solutions foram nomeadas como Rising Stars — empresas com um “portfólio promissor” e “alto potencial futuro”, segundo a definição da ISG — em um quadrante cada.

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