
Os CFOs planejam proteger seus investimentos digitais à medida que cortam custos em outras áreas do negócio, de acordo com estudos recentes do Gartner. Uma pesquisa de julho de 2022 com 226 CFOs descobriu que a aceleração digital era a principal prioridade de gastos para os CFOs nos próximos 12 meses, com 98% dos entrevistados dizendo que protegerão os investimentos digitais e, desses, 66% afirmando que planejam aumentar seus investimentos na categoria.
Uma pesquisa separada com 128 CFOs e CEOs em junho destacou as áreas específicas dentro da tecnologia que devem receber mais investimento: um terço dos entrevistados disse que priorizará as tecnologias de automação de back-office, a escolha mais popular entre 13 categorias diferentes de tecnologia em potencial investimento.
“Automatizar os fluxos de trabalho de backoffice é a chave para obter ganhos de eficiência em várias áreas, incluindo contas a pagar, contas a receber e serviços internos de TI, como suporte de helpdesk”, disse Randeep Rathndran, vice-presidente de Pesquisa do Gartner Finance Practice. “Em um ambiente com restrições de caixa, onde as margens estão sob pressão, a urgência de melhorar a produtividade nessas áreas é maior”, compledtou.
Os entrevistados da pesquisa também indicaram seus planos para aumentar os investimentos em análise de otimização de preços, com 32% dos entrevistados priorizando essa área entre suas três principais prioridades. Com os CFOs reconhecendo as limitações dos aumentos de preços no longo prazo, a análise de otimização de preços é uma maneira de as organizações melhorarem a precisão dos preços, ao mesmo tempo em que buscam outras estratégias para mitigar o impacto da inflação nas margens, como cortar custos.
A pesquisa do Gartner sobre as prioridades de investimento dos CFOs também revelou as áreas mais vulneráveis a cortes de custos nos próximos 12 meses. Segundo o relatório, 46% dos entrevistados indicaram que vão cortar gastos com consultores, enquanto 45% disseram que vão diminuir os gastos com imóveis. Os gastos com contratados também foram alvo de 39% dos entrevistados.
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