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Pelo menos 42% das empresas não estavam preparadas para o trabalho remoto

A realidade mostrou que, à medida que o problema de saúde progredia globalmente, as atividades maliciosas aumentavam
Pelo menos 42% das empresas não estavam preparadas para o trabalho remoto

Devido ao isolamento social, muitas empresas e organizações (além do setor educacional) implementaram o trabalho remoto como uma alternativa para continuar suas atividades. No entanto, de acordo com a opinião de mais de 1.200 usuários que participaram de uma pesquisa realizada pela Eset, empresa que atua em detecção proativa de ameaças, 42% garantiram que a empresa em que trabalham não estava preparada em termos de equipamento e conhecimento de segurança para telecomunicações no contexto atual.
“A realidade mostrou que, à medida que o problema de saúde progredia globalmente, as atividades maliciosas aumentavam. Os cibercriminosos começaram a aproveitar a preocupação de lançar várias campanhas maliciosas usando o tema Covid-19 como pretexto para enganar os usuários, bem como o fato de que muito mais pessoas estão trabalhando remotamente ou que passam mais tempo conectado à Internet, em comparação com antes, para realizar atividades como fazer chamadas de vídeo, assistir e/ou baixar filmes, jogar videogames, fazer compras online ou simplesmente procurar informações”, diz Camilo Gutierrez, chefe do Laboratório de Pesquisa da Eset América Latina.

Ainda conforme a pesquisa, 89,9% dos usuários afirmaram que, desde o início do período de isolamento social, utilizam mais dispositivos eletrônicos  

Ainda conforme a pesquisa, 89,9% dos usuários afirmaram que, desde o início do período de isolamento social, utilizam mais dispositivos eletrônicos.
A necessidade de trabalhar ou estudar remotamente aumentou a exposição a ser vítima de um incidente de segurança. Segundo dados do laboratório da Eset, o aumento na distribuição de malwares que se apresentam como softwares legítimos para videoconferência envolveu o Zoom, mas também o GoToMeeting ou Microsoft Teams, entre outras ferramentas. Nesse sentido, de acordo com os dados da pesquisa, mais de 85% dos pesquisados ​​afirmaram ter baixado aplicativos ou ferramentas que não haviam usado anteriormente para executar suas tarefas. Embora 54% tenham confirmado que o download é realmente seguro, 38% disseram que não o verificaram.
Além disso, pelo menos desde março, a Eset observou o aumento nas campanhas de phishing que tiram vantagem da pandemia de Covid-19 como parte de sua engenharia social. Desde e-mails de phishing que tentam infectar vários tipos de malware, até campanhas de engenharia social, através de aplicativos como o WhatsApp, que procuram roubar informações dos usuários ou distribuir publicidade invasiva. De acordo com os usuários pesquisados, 44% afirmaram ter recebido e-mails de phishing que usavam o tema Covid-19 como uma estratégia de engenharia social.
“O novo cenário levantado pela pandemia exposta é que, embora na esfera corporativa existam aqueles que já adotaram os mecanismos necessários para realizar esse processo de transformação digital e conseguiram se adaptar ao novo cenário sem grandes problemas, algumas organizações que ignoraram ou adiaram a decisão de realizar essa transição, foram afetadas pela falta de disponibilidade, integridade ou de confidencialidade de suas informações”, acrescentou Gutierrez.
Nesse sentido, a pesquisa mostrou que 66% dos participantes disseram que estavam trabalhando remotamente como resultado da pandemia e 61% garantiram que a empresa em que trabalhavam não lhes forneceu as ferramentas de segurança necessárias para o teletrabalho.
Abaixo, apresentamos o resultado completo da pesquisa:
=2 em cada 3 participantes da pesquisa estão trabalhando de forma remota;
=61% considera que as ferramentas de segurança necessárias para trabalhar de forma segura não foram fornecidas por suas empresas. 29% acredita que sim;
=84% trabalha usando seu dispositivo pessoal. Desses, 32% possui uma solução antivírus, 20% tem conexão VPN e 12,5% possui criptografia das informações. No entanto, 51,6% não possui nenhuma das soluções anteriores;
=99% considera que as capacitações de segurança relacionadas ao trabalho remoto são úteis e necessárias;
=65% não recebeu informações de sua empresa sobre configurações seguras e boas práticas de segurança;
=48% acredita que seu lugar de trabalho não estava preparado quanto ao seu dispositivo e conhecimento de segurança para adaptar-se ao trabalho remoto;
=26% acredita que a empresa estava preparada quanto aos dispositivos e 18% acredita que sim quanto ao conhecimento.
No contexto de isolamento por Covid-19, os especialistas da Eset trazem materiais e ferramentas educacionais úteis para aumentar a segurança dos negócios. Por meio de guias e artigos, eles explicam como a situação atual gera novos desafios e quais são os benefícios que podem ser obtidos com ela.
Além disso, a Eset aposta no Trabalho Remoto Seguro, oferecendo aos usuários a possibilidade de baixar infográficos, guias e listas de verificação gratuitos para administradores de TI, solicitar licenças gratuitas para testar suas soluções de autenticação dupla, proteção de terminais e administração remota.
Para saber mais sobre segurança da informação, entre no portal de notícias da Eset: https://www.welivesecurity.com/br/2020/06/23/empresas-nao-estavam-preparadas-para-o-teletrabalho/

Camilo Gutierrez

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