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Apenas 10% das instituições financeiras priorizam o armazenamento preparado para IA

Estudo global da Hitachi Vantara indica que o setor financeiro ainda busca alinhar seus investimentos em armazenamento às estratégias de dados de longo prazo

Apenas 10% das instituições financeiras priorizam o armazenamento preparado para IA

Embora o crescimento acelerado dos dados seja hoje a principal preocupação das instituições financeiras em relação ao armazenamento de informações, poucas organizações estão priorizando investimentos em infraestrutura preparada para Inteligência Artificial (IA). É o que revela um estudo da Hitachi Vantara, empresa de armazenamento de dados, infraestrutura e gerenciamento de Nuvem híbrida da Hitachi.

Segundo a pesquisa, 35% das instituições financeiras apontam a gestão do crescimento dos dados como sua principal prioridade de armazenamento. Apesar disso, apenas 10% afirmam priorizar plataformas de armazenamento e dados preparadas para IA, enquanto somente 9% consideram prioritária a implementação de hubs centralizados para governança, relatórios, Inteligência Artificial, machine learning e reutilização de dados.

As instituições financeiras brasileiras estão avançando em suas iniciativas de IA, mas o sucesso dessas estratégias depende da capacidade de construir uma base de dados moderna, resiliente e governada. O armazenamento deixou de ser apenas uma camada de infraestrutura para se tornar um elemento fundamental na geração de valor, inovação e vantagem competitiva

O levantamento, realizado com 100 tomadores de decisão de bancos, empresas de pagamentos e instituições de investimento em diferentes países, indica que o setor ainda busca alinhar seus investimentos em armazenamento às estratégias de dados de longo prazo.

Governança e soberania de dados ganham relevância

A pesquisa mostra que soberania dos dados, conformidade regulatória e governança baseada em políticas ocupam a segunda posição entre as prioridades mais citadas, mencionadas por 30% dos entrevistados. O tema já impacta diretamente as estratégias de IA das organizações. Entre os participantes, 99% afirmam que preocupações relacionadas à soberania dos dados influenciam a definição dos locais onde executam cargas de trabalho de inteligência artificial, enquanto 19% relatam que essas exigências limitam significativamente a escalabilidade ou o desempenho dessas aplicações.

“As instituições financeiras reconhecem que a gestão de dados está se tornando cada vez mais complexa, mas muitas ainda não possuem a infraestrutura necessária para acompanhar essa evolução”, afirma Octavian Tanase, diretor de Produtos da Hitachi Vantara.

Os resultados também evidenciam a forte influência dos custos nas decisões de armazenamento. Entre os entrevistados, 65% apontam o custo total de propriedade como o principal critério na escolha de plataformas de armazenamento de objetos. O percentual supera em quase 20 pontos percentuais a segunda característica mais valorizada, a resiliência e disponibilidade dos dados, citada por 46% dos respondentes.

Segundo a pesquisa, a pressão por controle de custos frequentemente entra em conflito com os investimentos necessários para preparar as organizações para iniciativas de IA e estratégias de dados de longo prazo.

Regras de soberania moldam a adoção de IA

As exigências regulatórias relacionadas à soberania dos dados também influenciam a forma como as instituições implementam e escalam projetos de inteligência artificial. 23% dos entrevistados restringem cargas de trabalho de IA a regiões específicas, 21% realizam o treinamento de modelos de forma centralizada enquanto mantêm os dados localmente e 16% distribuem atividades de treinamento e inferência entre diferentes localidades para atender exigências regulatórias.

Os dados sugerem que requisitos regulatórios, combinados à pressão por eficiência de custos, estão tornando mais complexa a construção de ambientes de dados unificados e preparados para IA.

Mercado avança em ritmos diferentes

O estudo aponta ainda a formação de um mercado em diferentes estágios de maturidade. Enquanto 35% das organizações já utilizam armazenamento de objetos em escala corporativa, abrangendo múltiplas equipes e cargas de trabalho, 36% ainda se encontram em fases iniciais ou projetos-piloto.

A expectativa, no entanto, é de expansão da tecnologia. Quase metade dos entrevistados (47%) espera melhorias significativas em desempenho e acessibilidade nos próximos dois anos. Nenhuma organização acredita que o papel do armazenamento de objetos permanecerá inalterado nesse período.

Armazenamento de objetos se consolida como base para IA e Analytics

O estudo mostra que o armazenamento de objetos já apoia iniciativas de IA ou análise de dados em todas as organizações participantes, sendo considerado fundamental para a estratégia de negócios por 43% delas.

Segundo a Hitachi Vantara, arquiteturas modernas de armazenamento podem ajudar instituições financeiras a integrar dados entre equipes, apoiar ambientes de data lakehouse e reduzir a movimentação excessiva de informações, diminuindo custos e riscos operacionais.

“As instituições financeiras precisam gerenciar volumes crescentes de dados distribuídos em diferentes ambientes sem abrir mão de controle, resiliência e conformidade”, afirma Tanase. “Nesse contexto, plataformas modernas de armazenamento de objetos podem servir como base para ambientes de dados escaláveis, governados e preparados para atender tanto às necessidades tradicionais de retenção quanto às novas demandas impulsionadas pela inteligência artificial.”

No Brasil, onde bancos e instituições financeiras figuram entre os setores mais avançados em Transformação Digital e adoção de Inteligência Artificial, os resultados do estudo reforçam a necessidade de equilibrar inovação, governança e conformidade regulatória. Para Pedro Diógenes, Senior Manager Pre Sales Consultant da Hitachi Vantara no Brasil, o desafio das organizações brasileiras está em transformá-los em um ativo estratégico para o negócio. “As instituições financeiras brasileiras estão avançando em suas iniciativas de IA, mas o sucesso dessas estratégias depende da capacidade de construir uma base de dados moderna, resiliente e governada. O armazenamento deixou de ser apenas uma camada de infraestrutura para se tornar um elemento fundamental na geração de valor, inovação e vantagem competitiva”, afirma o executivo.

Serviço
www.hitachivantara.com

 

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