
O Itaipu Parquetec, em Foz do Iguaçu (PR), concluiu a primeira fase de uma modernização crítica em sua infraestrutura de rede sem fio. O projeto, realizado em conjunto com a integradora N&DC, marca a adoção pioneira do padrão Wi-Fi 7 (802.11be) da Cisco, eliminando gargalos de instabilidade e preparando o ambiente para a alta demanda de tráfego do Festival Iguassu Inova.
Antigo Parque Tecnológico Itaipu (PTI), o Itaipu Parquetec é um ecossistema que integra instituições de ensino, empresas e centros de pesquisa. Localizado no complexo da usina hidrelétrica de Itaipu, o centro atua no desenvolvimento de tecnologias nas áreas de energia, segurança de infraestruturas críticas e mobilidade sustentável, sendo um hub de referência para o empreendedorismo e a inovação na América Latina.
A necessidade de renovação ganhou contornos urgentes em maio de 2025. Com controladoras em processo de obsolescência e apresentando falhas definitivas, o parque operava no limite. Reinicializações constantes derrubavam a conexão dos usuários, um cenário incompatível com um centro de inovação.
A pressão aumentou com o calendário: o Festival Iguassu Inova, em outubro, exigia uma rede robusta para suportar um grande volume de público. “Como um Parque Tecnológico, o Itaipu Parquetec precisa estar na vanguarda. Quando soubemos no evento Cisco Live que o Wi-Fi 7 já estava homologado pela Anatel, entendemos que era o caminho para entregar a conexão mais rápida e estável do mercado”, explica Francisco Vital Dantas Junior do Itaipu Parquetec.
Estratégia e salto para o Wi-Fi 7
A decisão pelo Wi-Fi 7 não foi apenas uma substituição de peças, mas um salto geracional. Antes da modernização, cerca de 95% da infraestrutura operava em Wi-Fi 5 (802.11ac), com alguns pontos já em Wi-Fi 6 (802.11ax), um cenário que já não acompanhava a crescente demanda do ambiente.
A nova infraestrutura Cisco foi desenhada para explorar a frequência de 6 GHz, ampliando significativamente a capacidade e reduzindo interferências.
Para a Cisco, o projeto no Itaipu Parquetec exemplifica o potencial da nova norma 802.11be em ambientes de alta densidade. “O Wi-Fi 7 não é apenas um incremento de velocidade; ele introduz recursos como o Multi-Link Operation (MLO) e canais de 320 MHz, fundamentais para reduzir a latência e aumentar a confiabilidade em ecossistemas de inovação que dependem de aplicações em tempo real. Ver essa tecnologia aplicada em um hub como o Itaipu Parquetec reforça nosso compromisso em trazer o que há de mais avançado para o mercado brasileiro”, afirma Paulo Osterkamp, líder de Setor Público da Cisco Brasil.
‘Operação de Guerra’ em 5 dias
Já para a N&DC, parceira do Itaipu Parquetec há mais de uma década, o conhecimento das necessidades do cliente foi o diferencial. “Apoiamos o projeto desde 2023, inclusive cedendo controladoras virtuais para testes. Conhecíamos os desafios de cobertura e a necessidade de uma transição que não interrompesse o ecossistema”, destaca Luciano Faria, sócio diretor da N&DC.
O maior desafio foi o cronograma logístico: os equipamentos chegaram apenas uma semana antes do festival. O que se seguiu foi uma força-tarefa de cinco dias para a configuração de controladoras e a substituição física de 240 access points. A equipe técnica enfrentou a complexidade de gerenciar interferências e as particularidades do 6 GHz, que muda o cenário de radiofrequência (RF). “Com a equipe da N&DC presente no evento, conseguimos ajustar as configurações e extrair o melhor resultado possível”, relata a equipe de TI do parque.
Resultados e visibilidade futura
A estabilidade foi percebida de imediato, encerrando um histórico recorrente de falhas. Antes da modernização, o ambiente registrava quedas frequentes de conexão, com uma média de ao menos três interrupções semanais, impactando diretamente a experiência dos usuários e a operação do parque.
Com a adoção do padrão 802.11be (Wi-Fi 7), o Itaipu Parquetec não apenas eliminou esses episódios de instabilidade, como também deu um salto expressivo em capacidade, latência e confiabilidade da rede, criando uma base sólida para aplicações críticas e ambientes de alta densidade.
O projeto agora entra em uma fase de refinamento de segurança com o Cisco ISE, visando a automação de VLANs dinâmicas. “Para um ecossistema de inovação como o nosso, conectividade é um pilar estratégico. Com a Cisco e a N&DC, superamos um cenário crítico de instabilidade e passamos a operar com uma infraestrutura moderna, estável e preparada para alta demanda, alinhada ao nível de excelência que o Itaipu Parquetec exige.”, conclui Jaime Villa Junior, gerente de Tecnologia do Itaipu Parquetec.
Planos futuros
Para os próximos meses, o plano é escalar a gestão com o Cisco Catalyst Center, consolidando o monitoramento preditivo e a automação de todo o ambiente de rede do parque. A expectativa é transformar a infraestrutura em um ativo estratégico para sustentar o crescimento contínuo do ecossistema de inovação.
Serviço
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