
Fraudes na abertura de contas continuam sendo um dos maiores riscos para empresas que concedem crédito ou serviços financeiros, que enfrentam o impasse diário de reforçar a segurança sem gerar atrito com bons consumidores. Quando uma identidade falsa ou um “laranja” é aprovado no cadastro, toda a cadeia fica vulnerável, gerando um custo invisível. Para resolver essa falha estrutural, a Quod, datatech especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito, anunciou o lançamento do Score Onboarding Antifraude.
A solução preditiva age como uma camada de “segurança silenciosa” no momento de aquisição do cliente, calculando a probabilidade real de fraude no início da relação, antes da primeira transação ou de qualquer outro vínculo contratual. Ao utilizar variáveis e books exclusivos desenvolvidos pela Quod, o modelo avalia o perfil combinando dados cadastrais, histórico de crédito e comportamento financeiro para validar a identidade e estimar o risco.
“A solução consegue identificar padrões complexos de atividades ilícitas, enxergando ameaças que os modelos internos das instituições não captam”, afirmou Danilo Coelho, diretor de Produtos e Dados da Quod. O especialista explica que durante anos a resposta do setor para conter fraudes na aquisição de clientes foi adicionar mais camadas de validação, como biometria e documentos. “O resultado dessa fricção excessiva pode ser duplo e problemático: o fraudador se adapta e mantém o acesso, enquanto o cliente legítimo se frustra e abandona a jornada”, pontuou.
Proteção redobrada diante do crescimento das fraudes
Dados da Quod identificaram uma forte prevalência das contas laranjas no país, modalidade que 775 mil indivíduos em 2025. Os números integram a RUFRA (Registro Unificado de Fraudes), base antifraude compartilhada pelo mercado financeiro que consolida registros de golpes, contas suspeitas e padrões de comportamento associados a crimes financeiros. É contra essa modalidade que o Score Onboarding Antifraude atua, proporcionando proteção para as instituições e evitando que o problema avance e gere prejuízos.
“Com o aumento e a sofisticação dos indícios de fraude, a segurança digital não pode mais ser vista como uma barreira rígida no final do processo, mas como uma camada inteligente distribuída por todo o ciclo de experiência do cliente. As instituições precisam implementar novas soluções que protejam tanto o negócio quanto o consumidor”, finalizou Coelho.
Serviço
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