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A Segurança de Dados no pilar da Governança e o papel do Ciso

O fortalecimento do pilar de Governança na era da economia digital exige que a Cibersegurança seja integrada definitivamente à estratégia de sustentabilidade corporativa

A Segurança de Dados no pilar da Governança e o papel do Ciso

Mais do que um conjunto de boas intenções, o conceito de ESG se ampliou e passou a ser um critério técnico e financeiro definitivo de avaliação de empresas no mercado global. De acordo com o relatório de tendências globais de Governança da Diligent, os ataques cibernéticos e o uso de Inteligência Artificial Generativa aumentaram a superfície de ataque das organizações em cerca de 67%. Diante desse cenário de vulnerabilidade massiva, o pilar da Governança (G) é o que sustenta a viabilidade de qualquer organização. É nessa estrutura que a figura do diretor de Segurança da Informação (CISO) ganha uma relevância inédita, evoluindo de um gestor estritamente técnico para um líder estratégico.

Além disso, aplicar a Governança na Inteligência Artificial se tornou essencial hoje em dia, tendo até mesmo um impacto na reputação das organizações perante investidores 

Para Fernando Dulinski, fundador do Cyber Economy Brasil, hub estratégico criado para acelerar a maturidade cibernética no País e liderar a transição do Brasil para uma economia digital segura, madura e competitiva, a Segurança de Dados e a Privacidade da Informação não são mais somente obrigações regulatórias do departamento de TI. “Proteger Dados não é apenas conformidade; é a base da confiança, garantindo resiliência, proteção à privacidade e valor de mercado. Assim, essa estratégia torna-se um componente vital da integridade corporativa, transparência e prestação de contas que o setor e a sociedade exigem das lideranças atuais”, explica.

Para atender a essa nova demanda, o papel do CISO passou por uma transformação profunda. O executivo de segurança moderna precisa dominar habilidades que vão além dos firewalls e criptografia, como visão de negócios, pensamento baseado em riscos e comunicação com stakeholders. Assim, empresas com Governança Cibernética fraca são hoje consideradas investimentos de alto risco. Agências de classificação de risco de crédito e índices de sustentabilidade já incluem a maturidade de Cibersegurança como critério de pontuação de governança.

Quando se fala da gestão de riscos cibernéticos, o meio corporativo acaba sendo um dos principais, onde violações de dados afetam diretamente o valuation e a reputação. Portanto, o CISO deve alinhar a segurança aos objetivos de negócio, tratando os riscos digitais como ameaças diretas à sustentabilidade da empresa. “É preciso dar a mesma importância para a privacidade, garantindo que o tratamento de Dados Pessoais (LGPD) e corporativos esteja em conformidade com as leis e frameworks globais”, acrescenta o executivo.

Além disso, aplicar a Governança na Inteligência Artificial se tornou essencial hoje em dia, tendo até mesmo um impacto na reputação das organizações perante investidores. “É fundamental monitorar o uso seguro de ferramentas, garantindo a inovação sem exposição de dados sensíveis ou riscos regulatórios. Justamente por isso, a cultura da segurança e o fator humano são imprescindíveis e é obrigação da empresa exigir que as políticas de Compliance e Segurança sejam compreendidas e aplicadas por todos os colaboradores, mitigando falhas, tanto tecnológicas, quanto humanas”, argumenta Fernando Dulinski.

Em suma, o fortalecimento do pilar de Governança na era da economia digital exige que a Cibersegurança seja integrada definitivamente à estratégia de sustentabilidade corporativa. Ao atuar como um verdadeiro gestor de riscos, o CISO, mais do que blindar a infraestrutura tecnológica, também protege a reputação, a conformidade legal e o próprio valor de mercado da organização diante de investidores e da sociedade. “Promover uma cultura de Segurança sólida, governar o uso de novas tecnologias como a IA e garantir a proteção de Dados são passos fundamentais para que a resiliência cibernética se consolide como um ativo estratégico indispensável”, finaliza o especialista.

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