
O avanço das carteiras digitais já não está restrito à digitalização de pagamentos. Para empresas de diferentes setores, a wallet passa a representar uma estratégia capaz de ampliar receitas, reter fluxo financeiro e fortalecer a relação com clientes e colaboradores.
Segundo estudo recente da Research and Markets, o mercado de cartões pré-pagos e carteiras digitais no Brasil tem previsão de crescimento de 30,92 bilhões de dólares em 2025 para aproximadamente 53,42 bilhões de dólares em 2030, a uma CAGR de 11,1% durante o período de 2026 a 2030.
O Dado reforça que a digitalização dos pagamentos não é mais tendência, mas um movimento estrutural de mercado. Para especialistas da Finaya, empresa especializada em soluções de Tecnologia Financeira (TecFin), essa transformação altera a forma como organizações ocupam espaço na jornada financeira de seus públicos.
Segundo Sammuel Garcia, CEO da Finaya, o diferencial não está apenas em oferecer pagamentos sob a própria marca, mas em assumir o controle da lógica financeira da operação. “O que muda não é a forma de pagar, mas quem controla a lógica econômica da transação. Quando a empresa estrutura sua própria carteira, ela deixa de ser apenas usuária da infraestrutura financeira de terceiros e passa a ter protagonismo sobre fluxo, Dados e regras de negócio. Ao integrar pagamentos e transferências ao seu próprio ambiente digital, amplia sua presença na rotina do cliente e conquista autonomia sobre a experiência financeira”, destaca.
Controle da jornada financeira como vantagem competitiva
A carteira digital pode ser integrada ao aplicativo da própria empresa, permitindo que pagamentos, transferências, benefícios ou incentivos sejam operados dentro do seu ambiente digital. Mas o impacto vai além da marca. Ao internalizar a jornada financeira, a empresa:
Retém maior parte da margem associada às transações
Reduz dependência de intermediários
Ganha autonomia para definir regras de uso e incentivos
Consolida Dados estruturados de comportamento financeiro
Amplia o tempo de permanência do cliente no ecossistema
Além disso, a estrutura pode operar em arranjo fechado, mantendo o consumo dentro da própria rede e reduzindo a participação de terceiros na cadeia financeira. Essa combinação cria novas possibilidades de monetização, como modelos próprios de crédito e parcelamento, inclusive estruturados no formato Buy Now, Pay Later (BNPL), cashback proprietário e programas de incentivo vinculados ao saldo da carteira.
Governança, eficiência e Dados como ativo estratégico
Especialistas da Finaya explicam ainda que a estrutura pode envolver a criação de carteira digital vinculada ao CPF do usuário, com integração aos sistemas internos da empresa, como PDV, RH e backoffice financeiro.
No ponto de venda, o acesso pode ocorrer por meio de identificação e autenticação segura, inclusive em modelo híbrido, combinando aplicativo e mecanismos físicos. As transações passam por validações automáticas de saldo e regras previamente definidas, o que permite controle sobre categorias de uso e aderência a políticas internas ou exigências regulatórias.
Do ponto de vista da gestão, o modelo possibilita administração centralizada de múltiplos saldos, registro detalhado das operações, controle de prazos e parametrização por tipo de benefício.
“O que observamos é uma mudança de posicionamento. A carteira digital deixa de ser um meio de pagamento complementar e passa a operar como uma infraestrutura de receita recorrente, capaz de conectar estratégia, operação e relacionamento”, afirma Garcia.
De meio de pagamento a hub financeiro
Por trás da operação, a carteira digital pode ser sustentada por um ledger próprio, responsável por administrar múltiplos saldos por usuário, aplicar regras contábeis e garantir rastreabilidade completa das transações.
Na Finaya, por exemplo, essa estrutura é viabilizada pelo FinCore, um motor financeiro configurável que utiliza o método contábil de partidas dobradas para assegurar integridade e Governança. O modelo permite gestão de múltiplos saldos (benefícios, crédito, incentivos, pré e pós-pago), autorização “on-us” em arranjos fechados, integração com bandeiras e arranjos abertos quando necessário, aplicação de regras parametrizáveis por produto e monitoramento em tempo real por meio de arquitetura orientada a eventos.
“Essa camada estrutural transforma a carteira em um hub financeiro capaz de sustentar novos produtos sem necessidade de reconstrução da base tecnológica”, conclui Sammuel Garcia.
Serviço
www.finaya.tech



















