
A Philips Health Technology deu um passo relevante na modernização da interoperabilidade no setor de Saúde ao reformular a arquitetura de integrações do Tasy EMR, seu sistema de gestão hospitalar utilizado por instituições em toda a América Latina.
A iniciativa conduzida em parceria com a Mentores, fábrica de software do grupo Belago, ampliou a autonomia dos clientes da Philips e resolveu gargalos históricos no modelo de integração entre hospitais, laboratórios, operadoras de saúde e sistemas regulatórios.
Antes da transformação, as integrações eram baseadas em chamadas diretas via banco de dados, com baixo nível de padronização e alta dependência de equipes internas. Na prática, cada nova conexão com sistemas externos, como laboratórios, convênios ou equipamentos médicos, exigia desenvolvimento sob medida.
Esse modelo de operação impactava o tempo de implementação, já que as integrações podiam levar semanas ou meses, hospitais enfrentavam limitações para evoluir seus ecossistemas digitais e o time técnico ficava sobrecarregado com demandas operacionais repetitivas.
Além disso, a ausência de documentação estruturada e de padrões internacionais dificultava a participação de parceiros, restringindo a escalabilidade da plataforma.
Nova arquitetura baseada em APIs padronizadas
Para superar esses desafios, a Mentores fez parte do projeto de reconstrução completa da camada de APIs do Tasy, migrando de um modelo legado para uma arquitetura moderna baseada em APIs REST padronizadas.
A nova abordagem introduziu contratos consistentes, versionamento estruturado e documentação completa em padrão OpenAPI, além de um portal self-service que permite a exploração e consumo das APIs de forma independente.
Outro avanço importante foi a evolução do modelo de integração: o que antes dependia de chamadas síncronas e suscetíveis a falhas passou a operar com mecanismos mais resilientes, incluindo processamento assíncrono e maior capacidade de escala.
A arquitetura também foi desenhada para aderir a padrões internacionais como FHIR e HL7, facilitando a interoperabilidade e atendendo às exigências regulatórias do setor.
Mais autonomia e velocidade para o ecossistema
Com a nova plataforma, hospitais e parceiros passaram a ter acesso a um catálogo de APIs com documentação detalhada e exemplos práticos, permitindo desenvolver e testar integrações de forma autônoma.
Na prática, o modelo evoluiu de uma estrutura centralizada e dependente para um ecossistema mais ágil, em que os próprios clientes conseguem avançar com suas integrações sem depender diretamente do fornecedor.
Ganhos em eficiência
Os resultados já demonstram o impacto da transformação. O tempo necessário para desenvolver novas integrações caiu de semanas para dias, agora com padronização e disponibilidade de documentação técnica estruturada.
Internamente, também houve redução significativa de demandas operacionais, enquanto a nova arquitetura preparou a plataforma para escalar com segurança e suporte a ambientes em Nuvem e operações multi-tenant.
Para os envolvidos no projeto, a experiência mostrou o quanto a modernização de integrações pode ser uma iniciativa de crescimento, eficiência e inovação.
Serviço
www.mentores.com.br



















