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Operações manuais ainda dominam centros de distribuição e oneram custos logísticos no Brasil

Dependência de processos pouco automatizados limita produtividade e aumenta a pressão sobre eficiência nas Cadeias de Abastecimento, aponta especialista

Operações manuais ainda dominam centros de distribuição e oneram custos logísticos no Brasil

Mesmo diante do crescimento acelerado do comércio eletrônico e da expansão da infraestrutura logística, muitos Centros de Distribuição (CDs) no Brasil ainda operam com alto grau de processos manuais, um fator que impacta diretamente custos operacionais, produtividade e capacidade de resposta das empresas. Dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) mostram que somente no primeiro semestre de 2025, o e-commerce brasileiro movimentou R$ 100,5 bilhões e registrou mais de 191 milhões de pedidos, ampliando significativamente a demanda por operações eficientes nos CDs.

Além disso, a expansão do setor logístico tem ampliado o volume de operações nesses centros. Entre 2019 e 2023, o número de centros de distribuição no país cresceu cerca de 35% e já emprega aproximadamente 1,5 milhão de pessoas no Brasil, conforme a Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL), com destaque nas regiões Sudeste e Sul.

Um levantamento do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS) indica que apenas os gastos com transporte ultrapassaram R$ 940 bilhões em 2024  

Outro fator que pressiona o setor é o aumento dos custos logísticos. Um levantamento do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS) indica que apenas os gastos com transporte ultrapassaram R$ 940 bilhões em 2024, alta de quase 7% em relação ao ano anterior.

Para Murilo Namura, líder de Equipamentos da Pitney Bowes, empresa global que fornece tecnologia, logística e serviços em todo o mundo, diante desse contexto, os gargalos operacionais dentro dos centros de distribuição aumentam desperdícios de tempo e recursos, impactando a produtividade, e a transformação das operações internas passa pela digitalização e automação dos fluxos logísticos.

“Durante muitos anos, os centros de distribuição foram estruturados com forte dependência de processos manuais e controles fragmentados. Isso gera retrabalho, erros operacionais e baixa visibilidade sobre o fluxo das mercadorias. Atualmente, a falta de mão de obra acelera a priorização para incorporar Automação e Inteligência de Dados na gestão das operações, minimizando erros e reduzindo custos significativos, tornando toda a Cadeia Logística mais eficiente”, explica Murilo.

Segundo o especialista, a mudança também está relacionada à evolução do papel dos centros de distribuição na estratégia das empresas, uma vez que o CD passou a ser um hub estratégico de movimentação e processamento de pedidos.

Exemplo recente é a adoção de tecnologia no CD de Curitiba da empresa Expresso Princesa dos Campos, onde a implantação da solução OneShip Dinâmica premium trouxe, em alguns meses, o ganho de um dia de faturamento.

“Quanto mais tecnologia e integração houver nas operações, maior será a capacidade de responder com agilidade às demandas do mercado e sustentar o crescimento do e-commerce e do varejo omnichannel sem depender de mão de obra qualificada para fazer trabalhos manuais passíveis de erros. Estamos vendo, ano após ano, crescimentos consideráveis no setor, e as empresas precisam olhar com mais atenção e estratégia para o que impacta, de fato, nisso: a automação”, destaca Namura.

Segundo Dados do Brazil Intralogistics Software Market, o mercado brasileiro em software para intralogística foi estimado em cerca de US$ 123,56 milhões em 2024, com projeção para alcançar US$ 270,35 milhões até 2030.

É neste sentido que as empresas podem contar com a Automação para dar o próximo passo, de balanças a projetos complexos, as operações precisam projetar suas implantações a médio e longo prazo para não perderem prazos, errarem no cálculo de frete, usarem recursos para atividades simples e impactarem significativamente a experiência de seus clientes.

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