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Relatório conclui que 77% das organizações já implementaram IA para Cibersegurança

O relatório da WEF em parceria com Accenture, aponta a IA como o principal motor de mudança (citado por 94% dos líderes), atuando como uma força de uso duplo que redefine o campo de batalha digital

Relatório conclui que 77% das organizações já implementaram IA para Cibersegurança

Dados do Relatório Anual WEF Global Cybersecurity Outlook 2026*, em parceria com a Accenture, traz reflexões e comparações importantes sobre o uso da IA no ambiente corporativo, como: 77% das organizações já implementaram ferramentas de IA para seus objetivos de Cibersegurança, com 52% usando-a para detecção de phishing. Porém, o mesmo estudo indica que criminosos utilizam dessa tecnologia para aumentar a escala e a sofisticação de seus ataques, o que leva 87% dos líderes a identificar as vulnerabilidades de IA como o risco cibernético de crescimento mais rápido.

Outro Dado importante é a mudança no ponto de preocupação dos executivos. A maior preocupação dos CEOs, nesse ano, não é mais o ransomware (software malicioso que entra no computador, geralmente, por links ou anexos enganosos no momento que as pessoas clicam na respectiva isca), mas sim a fraude cibernética e o phishing. A ameaça se tornou pessoal e generalizada: 73% dos executivos entrevistados afirmaram que eles mesmos, ou alguém em sua rede profissional/pessoal, foram afetados por fraudes cibernéticas no último ano.

73% dos executivos entrevistados afirmaram que eles mesmos, ou alguém em sua rede profissional/pessoal, foram afetados por fraudes cibernéticas no último ano

O estudo ainda trouxe uma relação das ameaças que emergem em silêncio para o futuro. Entre elas os ataques ciber-fisicos, 26% dos líderes já se preocupam com ataques que podem ter impacto físico imediato em fábricas e centros logísticos. Também menciona sobre negligência na base da internet, indicando que, embora 99% do tráfego de Dados internacional passe por cabos submarinos, apenas 18% das empresas consideram esse risco em seus planos. Além disso são citados:

 A era da IA na Cibersegurança
O relatório aponta a IA como o principal motor de mudança (citado por 94% dos líderes), atuando como uma força de uso duplo que redefine o campo de batalha digital.

A Natureza de “Uso Duplo” da IA
A tecnologia já é uma realidade: 77% das organizações já implementaram ferramentas de IA para seus objetivos de Cibersegurança, com 52% usando-a para detecção de phishing. Ao mesmo tempo, os criminosos a utilizam para aumentar a escala e a sofisticação de seus ataques, o que leva 87% dos líderes a identificar as vulnerabilidades de IA como o risco cibernético de crescimento mais rápido.

Adoção Acelerada vs. Preparação de Segurança
A corrida para adotar IA supera a cautela. A porcentagem de organizações que avaliam a Segurança de suas ferramentas de IA quase dobrou em um ano (de 37% em 2025 para 64% em 2026). No entanto, um terço delas ainda não possui qualquer processo para validar essa Segurança antes da implementação. O abismo entre as empresas é claro: 83% das organizações de alta resiliência avaliam suas ferramentas de IA, em comparação com apenas 39% daquelas com baixa resiliência.

A nova prioridade do C-Level: fraude cibernética se torna pessoal
Refletindo o avanço dos ataques de IA, a maior preocupação dos CEOs em 2026 não é mais o ransomware, mas sim a fraude cibernética e o phishing. A ameaça se tornou pessoal e generalizada: 73% dos executivos entrevistados afirmaram que eles mesmos ou alguém em sua rede profissional/pessoal foram afetados por fraudes cibernéticas no último ano.

O abismo estratégico entre CEOs e CISOs
A mudança de foco no C-Level ainda não chegou totalmente à área técnica, criando um desalinhamento perigoso. Enquanto a fraude cibernética é a preocupação nº 1 para os CEOs, para os CISOs (Chief Information Security Officers) ela ocupa apenas a 3ª posição. A principal preocupação dos CISOs continua sendo o ransomware, ameaça que, para os CEOs das empresas mais resilientes, já caiu para o 5º lugar na lista de prioridades.

Olhando para 2030: as ameaças que emergem em silêncio
Além da IA, o relatório alerta para vetores de risco futuros que estão sendo subestimados:

Ataques Ciber-Físicos
A fronteira entre o digital e o físico está desaparecendo, com riscos crescentes em sistemas autônomos e robótica. Hoje, 26% dos líderes já se preocupam com ataques que podem ter impacto físico imediato em fábricas e centros logísticos.

Infraestruturas Críticas Ignoradas
O estudo revela uma perigosa negligência com a base da internet. Embora 99% do tráfego de Dados internacional passe por cabos submarinos, apenas 18% das empresas consideram esse risco em seus planos. Isso vale para tecnologias espaciais (satélites), consideradas por apenas 15%.

A Ameaça Quântica
Deixando de ser teórica, 37% dos entrevistados já acreditam que as tecnologias quânticas terão impacto na Segurança nos próximos 12 meses, principalmente por sua capacidade de quebrar a criptografia atual.

*O estudo ouviu mais de 100 CEOs e centenas de executivos C-Level globais, trazendo Dados inéditos e tendências críticas para 2026.

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