
A comunicação quântica desponta como um dos eixos mais sensíveis da transformação tecnológica em curso. No relatório Tech Trends 2026, a Globant classifica a área como o principal disruptor de curto prazo na fronteira da segurança digital, destacando a urgência de preparar organizações para a era pós-quântica.
O documento relembra que a Unesco declarou 2025 como o Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quântica e que o Prêmio Nobel de Física de 2025 reforçou a aplicação prática de efeitos quânticos em sistemas macroscópicos.
No setor privado, a IBM projeta alcançar vantagem quântica confiável até o fim de 2026, acelerando a corrida por novas infraestruturas de segurança. Na prática, tecnologias como a Distribuição de Chaves Quânticas permitem detectar qualquer tentativa de interceptação durante a transmissão de dados, criando canais de comunicação projetados para alta resiliência contra ataques. O avanço ocorre em paralelo a movimentos geopolíticos relevantes: o relatório cita a rede quântica de 2.000 km entre Pequim e Xangai, a iniciativa EuroQCI na União Europeia e programas de internet quântica nos Estados Unidos.
Ao mesmo tempo, a corrida por padrões de criptografia pós-quântica ganha escala, com iniciativas lideradas por entidades como o National Institute of Standards and Technology e o European Telecommunications Standards Institute. Segundo o estudo, a discussão deixa de ser prospectiva e passa a integrar a agenda estratégica de governos e empresas que dependem de proteção de dados sensíveis em horizontes de longo prazo.
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