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Para CEO da Oracle, IA muda a forma de fazer negócios

Mike Sicilia, que foi um dos keynotes do Oracle AI World 2025, afirmou que as novas tecnologias de inteligência artificial vão promover uma revolução nas organizações

Para CEO da Oracle, IA muda a forma de fazer negócios

A Inteligência Artificial – IA, deve transformar profundamente a forma como os negócios são conduzidos em todos os setores da economia, segundo Mike Sicilia, CEO da Oracle. O executivo foi um dos keynotes do Oracle AI World 2025, evento realizado de 13 a 16 de outubro, em Las Vegas, Estados Unidos.

Em sua apresentação sobre o impacto da IA nos negócios, Sicilia destacou que as novas tecnologias baseadas em inteligência artificial devem alterar os modelos de negócio em todos os lugares.

“Estamos vivendo um momento único. A IA vai mudar tudo nas organizações, desde a forma de atender os clientes até o modo de encontrar novos talentos”, afirmou o executivo. Segundo ele, a inteligência artificial é o elemento que conecta todos os aspectos da operação corporativa para redefinir os negócios.

Estamos vivendo um momento único. A IA vai mudar tudo nas organizações, desde a forma de atender os clientes até o modo de encontrar novos talentos

Além de reduzir custos, Sicilia ressaltou que a IA permite aumentar a produtividade, acelerar processos e fortalecer a competitividade das companhias. No entanto, enfatizou que adotar inteligência artificial não se resume à implementação de novas tecnologias, mas envolve repensar o modo de fazer negócios. “É realmente mudar a forma de resolver problemas e fazer as coisas de um jeito muito melhor”, explicou.

Um dos exemplos citados foi a automação de atividades operacionais, que libera os profissionais para se concentrarem em estratégias de maior valor para o negócio. Segundo o CEO, “tudo começa com dados, o combustível da IA.”

Sicilia destacou que, no centro dessa revolução, está o banco de dados Oracle, que há décadas gerencia informações críticas em todo o mundo e agora é impulsionado por IA. A nova versão, o Oracle AI Database 26ai, incorpora recursos de IA que permitem gestão inteligente de dados e suporte à implementação de projetos de Inteligência Artificial.

De acordo com o executivo, a tecnologia foi projetada para armazenar dados e integrar inteligência às operações, permitindo que as empresas construam soluções mais rapidamente, escalem com segurança e foquem no que é mais importante para o negócio.

Casos práticos de AI
Durante o evento, Sicilia e outros executivos da Oracle apresentaram cases de clientes que já estão utilizando IA para transformar seus negócios. Entre eles, estavam projetos internacionais da Avis Budget Group e da rede hoteleira Marriott, além de iniciativas desenvolvidas por empresas brasileiras parceiras da Oracle.

A Biofy, especializada em soluções para o setor de saúde, criou duas aplicações baseadas em IA com o objetivo de salvar vidas. Uma delas reduz o tempo necessário para desenvolver novos medicamentos e diagnosticar infecções bacterianas.

Segundo Paulo Perez, CEO da Biofy, a tecnologia pode diminuir de 10 para 3 anos o tempo de desenvolvimento de novos fármacos. A solução voltada ao diagnóstico médico está em fase de testes no Hospital Dante Pazzanese, em São Paulo.

Em parceria com esse hospital da rede pública, a Biofy também vai inaugurar o primeiro centro de IA genômica da América Latina, voltado à aceleração de tratamentos para doenças como câncer e Alzheimer.

Outra empresa brasileira destacada foi a Pipefy, especializada em automação de processos, que desenvolveu agentes de IA disponíveis no Oracle Cloud Marketplace. Atualmente, 25% da base de clientes da companhia utiliza esses agentes em suas operações de negócios.

Já a eComex, provedora de soluções para comércio exterior, apresentou o Digital Army, um conjunto de agentes autônomos de IA que transforma as operações de comércio internacional. A solução foi desenvolvida sobre a plataforma OCI (Oracle Cloud Infrastructure).

Na avaliação de André Barros, CEO da eComex, há uma janela de oportunidade para competir com soluções de IA que resolvam problemas reais de negócios. Porém, ressalta: “é fundamental compreender as dores dos clientes e não focar apenas na tecnologia”.

A jornalista Edileuza Soares viajou a Las Vegas a convite da Oracle

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