
A e-Core, empresa de consultoria que apoia empresas na utilização da tecnologia de forma estratégica, tornou-se parceira exclusiva da Postman no Brasil, trazendo ao País soluções de gestão e desenvolvimento de APIs. Com mais de 40 milhões de usuários e presença em 98% das empresas da Fortune 500, a Postman terá no mercado brasileiro a comercialização de licenças, consultoria e suporte local sob responsabilidade da e-Core, que estima crescer a receita e a carteira de clientes nos próximos meses.
A ideia é que, com a chegada da Postman via e-Core, as empresas brasileiras, de todos os segmentos e tamanhos, possam ter acesso a uma plataforma completa para todo o ciclo de vida de APIs, desde concepção e desenvolvimento até governança, monitoramento e monetização. O plano inclui ainda treinamentos, certificações e eventos, além de serviços de consultoria para ajudar CTOs, CIOs, times de desenvolvimento e profissionais de negócios a monetizar e gerar valor a partir de suas integrações.
“Queremos posicionar o Brasil em outro patamar no uso de APIs. Para isso, vamos validar, na prática, as necessidades locais, entendendo dores horizontais comuns a setores como finanças, varejo, telecom, saúde e tecnologia, que envolvem escalabilidade, performance, segurança e governança. É um aprendizado contínuo, mas com grande potencial de transformação”, explica Bernardo Petro, diretor de Vendas para Latam na e-Core.
O Brasil ocupa posição de destaque no mercado de APIs. Segundo estudo da F5 Networks, com dados da própria Postman, o País é o terceiro maior consumidor de APIs no mundo e o quarto maior publicador, com 5,45 bilhões de códigos. Apesar da relevância global, ainda existem lacunas estratégicas no mercado local, especialmente em governança, monetização e segurança das integrações.
“O Brasil é um país avançado em áreas como o setor financeiro, com open banking e monetização de APIs, mas ainda há um distanciamento em relação aos grandes fabricantes de software que dão suporte a esse ecossistema. Nossa missão com a Postman é encurtar essa distância, oferecendo proximidade, suporte técnico e a visão de longo prazo necessária para que empresas de todos os portes explorem melhor o potencial das APIs”, afirma Preto.
O executivo explica que muitas empresas ainda usam APIs de forma pouco estratégica, sem perceber que elas são pré-requisito para rodar iniciativas de inteligência artificial, cloud e transformação digital com robustez e confiabilidade. “Sem uma camada de APIs bem estruturada, ágil e segura, nenhuma iniciativa de IA ou digitalização consegue entregar o valor prometido”, completou.
O movimento de ambas as empresas também acompanha a expansão da tecnologia no País. Segundo o IDC, o mercado brasileiro de TI deve crescer 13% em 2025, superando a média da América Latina (11%) e dos Estados Unidos (12%). O cenário reflete uma busca crescente por produtividade, atração e retenção de clientes, além do aumento das receitas digitais, hoje, 38% dos lucros das empresas na região já vêm de produtos e serviços habilitados digitalmente.

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