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O desafio das empresas diante de decisões automatizadas para buscar automação ética

Com a Inteligência Artificial moldando decisões estratégicas, empresas precisam equilibrar eficiência, ética e transparência, evitando impactos na cultura, na reputação e nas pessoas

O desafio das empresas diante de decisões automatizadas para buscar automação ética

A Transformação Digital, impulsionada por tecnologias de Inteligência Artificial e Automação, vem remodelando rapidamente o funcionamento de empresas. Mais do que ferramentas operacionais, essas tecnologias já ocupam posições estratégicas na tomada de decisão, afetando clientes, colaboradores e estruturas organizacionais. Nesse contexto, os dilemas éticos se tornam uma das maiores questões para a liderança.

Em setores como saúde, finanças, varejo e recursos humanos, a Automação interfere diretamente em como admissões são realizadas, créditos são concedidos, pacientes são priorizados e seleções são conduzidas. De acordo com o relatório The State of AI in Early 2024 da McKinsey, 78% das empresas já utilizam IA em pelo menos uma função, contra 55% em 2023.

A transparência sobre os critérios e Dados usados por algoritmos pode se tornar um diferencial competitivo 

“O maior dilema está justamente em entender o limite da atuação das ferramentas. A tecnologia avança mais rápido do que a capacidade das empresas em refletirem sobre os impactos dessas mudanças”, afirma Ana Flávia Parra, líder de Governança da Mignow, empresa pioneira na utilização de Inteligência Artificial no processo de migrações SAP ECC para SAP S/4 Hana.

Empresas que controlam, de forma estruturada, quais dados são utilizados, por quem e com qual finalidade conquistam uma vantagem operacional e reputacional significativa. Em um cenário de transformação acelerada, a governança torna-se o alicerce entre inovação e responsabilidade. “Mapear os Dados, aplicar auditorias e garantir a responsabilização pelas decisões automatizadas são práticas essenciais para uma governança ética e eficiente”, complementa Ana Flávia.

Essa governança se conecta diretamente ao capital humano. A substituição de funções operacionais por sistemas automatizados pode gerar ansiedade e resistência, mas também abre espaço para novos papéis. Para isso, o envolvimento das pessoas no processo, desde o início, é fundamental. A comunicação clara sobre as mudanças e a oferta de capacitação contribuem diretamente para engajar as equipes.

Paulo Secco, CEO da Mignow, destaca que o papel da liderança é decisivo nesse processo. “Uma gestão responsável não começa na tecnologia, mas na escuta ativa. Quando as lideranças entendem o impacto no cotidiano de cada pessoa e tornam claro o propósito das mudanças, a transformação deixa de ser uma ameaça para virar uma oportunidade real”.

Paulo Secco e Ana Flávia Parra-Mignow

A Automação, quando bem direcionada, libera os profissionais de tarefas repetitivas e permite que se dediquem à criatividade, à análise estratégica e à tomada de decisões mais profundas, transformando a percepção da tecnologia dentro das empresas.

Além disso, a transparência sobre os critérios e Dados usados por algoritmos pode se tornar um diferencial competitivo. Com clientes, conselhos e parceiros cada vez mais atentos ao uso de IA, empresas que se antecipam com comitês, políticas internas e processos de explicação clara estarão mais preparadas para atender às exigências do mercado e da legislação.

“Uma Automação ética e sustentável só é possível quando integrada aos valores organizacionais, à confiança entre as pessoas e à clareza de propósito. É nessa combinação que mora o verdadeiro diferencial competitivo da transformação tecnológica”, finaliza a líder de Governança da Mignow.

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