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Gestão domina maior percentual de atuação das healthtechs no Brasil

Estudo do Supera Parque aponta que 77,1% das healthtechs atuam com serviços e 36,6% desenvolvem soluções voltadas à gestão em saúde

Gestão domina maior percentual de atuação das healthtechs no Brasil

O Supera Parque de Inovação e Tecnologia, de Ribeirão Preto (SP), divulgou os Dados do Mapeamento Healthtechs 2025, que analisou startups com soluções tecnológicas voltadas à saúde em todo o território nacional. Ao todo, foram identificadas 1.216 healthtechs em operação no Brasil. O estudo, que tem como objetivo identificar tendências e compreender a dinâmica do setor em diferentes regiões do país, apontou um movimento expressivo de empresas focadas em soluções para organização e funcionamento dos sistemas de saúde.

Entre as healthtechs que atuam na prestação de serviços, 36,6% desenvolvem soluções voltadas à gestão — como sistemas para agendamento de consultas e exames, prontuários eletrônicos e automação de processos internos.
A digitalização da estrutura de atendimento tem sido um dos focos dessas iniciativas, com impacto direto na eficiência das unidades de saúde. A predominância de modelos baseados em serviço reforça essa diretriz: 77,1% das healthtechs mapeadas oferecem soluções digitais, enquanto apenas 22,9% desenvolvem produtos físicos, como dispositivos ou equipamentos.

Os Dados mostram um setor voltado à modernização da infraestrutura, criando ferramentas que tornam o sistema mais ágil, integrado e funcional 

Essa tendência tem se solidificado no perfil das startups analisadas em 2025. Os Dados mostram um setor voltado à modernização da infraestrutura, criando ferramentas que tornam o sistema mais ágil, integrado e funcional. Segundo, Bruno Gasparini, gestor de Estudos Setoriais do Supera Parque, isso reforça que as soluções voltadas à gestão têm um papel cada vez mais estratégico no ecossistema de inovação em saúde.

“Observamos uma concentração significativa de startups desenvolvendo ferramentas voltadas à eficiência de clínicas, hospitais e operadoras e o papel das healthtechs tem sido essencial para modernizar os sistemas e operações. Existe um campo de oportunidade para melhorias e essas iniciativas têm sido fundamentais para acelerar esse processo.”

Realizado pelo Setor de Estudos Setoriais do Supera Parque, o Mapeamento Healthtechs 2025 analisou Dados públicos e informações estruturadas das startups que compõem o ecossistema da saúde brasileira. Foram possíveis identificar perfis de atuação, regiões com maior concentração de startups, ano de surgimento das empresas e tipos de soluções ofertadas.

O mapeamento também indica a distribuição das healthtechs de acordo com a localização, considerando o total de 1.216 healthtechs sendo a maior concentração nos estados: São Paulo (636), Rio Grande do Sul (185), Minas Gerais (102), Santa Catarina (80) e Rio de Janeiro (68).

Distribuição regional:
63,2% estão no Sudeste (769)
 24,5% no Sul (298)
 7,6% no Nordeste (92)
 3,0% no Centro-Oeste (37)
 1,6% no Norte (20)

A metodologia classificou cada startup por área de atuação, ano de nascimento e público alvo, permitindo mapear lacunas locais e tendências nacionais. Dados do relatório indicam cenário otimista: até 2026 o Brasil pode chegar a 1.291 healthtechs (cenário alto).

“O estudo busca identificar não apenas os pontos de melhoria para a região de Ribeirão Preto, mas também contribuir para o avanço do setor em nível nacional. Além de mapear tendências e oportunidades, a iniciativa tem potencial para atrair startups alinhadas às vocações locais, fomentar parcerias estratégicas, fortalecer o ecossistema de inovação em saúde e orientar políticas públicas mais eficazes”, destaca Bruno Gasparini.
Perfil das healthtechs

Os perfis de atuação das healthtechs mapeadas indicam que 77,14% delas oferecem serviços e 22,86% atuam com produtos.

Perfis de atuação em serviços:
 36,6% focam em gestão em saúde com foco em organização e automação de processos internos;
 23,1% atuam no acesso à saúde oferecendo conexão entre pacientes e serviços;
 7,8% em diagnóstico;
 6,3% em acompanhamento;
 6,2% em tratamento.

Perfil de atuação no desenvolvimento de produtos:
24,5% atuam com equipamentos;
 18,7% com cuidado pessoal;
 17,3% com insumos;
 11,5% com acessórios;
 11,5% com medicamentos.

Ao reunir Dados, recortes regionais e tendências, o estudo se apresenta como ponto de partida para análises mais amplas sobre os caminhos da saúde digital no País e sobre os desafios que ainda estão por vir.

Serviço
superaparque.com.br

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