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FGV: Empresas brasileiras ampliam maturidade digital com investimentos em TI e adesão a IA Gen

Dados da pesquisa anual do FGVcia revelam transformação digital intensificada, especialmente nos setores Bancário e de Serviços

FGV: Empresas brasileiras ampliam maturidade digital com investimentos em TI e adesão a IA Gen

Os gastos e investimentos em TI nas empresas brasileiras cresceram de forma significativa, atingindo, em 2024, a marca de 10% da receita bruta, frente a 1,3% em 1988, e com expectativa de ultrapassar 11% até 2026. O indicador é um dos destaques da 36ª edição da pesquisa anual do FGVcia sobre o Mercado Brasileiro de TI e Uso nas Empresas, que apontou ainda o Custo Anual de TI por Usuário – Capu, em R$ 60 mil — valor que pode chegar a R$ 72 mil em empresas prestadoras de serviços e a R$ 162 mil em bancos.

O estudo revela ainda que os investimentos continuam crescendo em valor, maturidade e importância nos negócios, com ênfase em Inteligência Artificial integrada à inteligência analítica, transformação digital e implementação de sistemas ERP de nova geração. Só nos bancos, a previsão é de que os investimentos em TI atinjam cerca de R$ 56 bilhões até 2027.

90% do uso de BI no setor Financeiro segue sendo feito via Excel 

A pesquisa, divulgada pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getulio Vargas – FGVcia, também revelou que o Brasil atingiu em junho deste ano o número de 502 milhões de dispositivos digitais em uso (entre computadores, notebooks, tablets e smartphones), equivalendo a 2,4 por habitante. São 230 milhões de computadores, com vendas que cresceram 5% em 2024 e tendência de alta para 2025, sobretudo na categoria de notebooks.

Em relação aos dispositivos móveis, foram contabilizados 272 milhões de smartphones, o que representa 1,3 unidade por habitante, e 460 milhões de aparelhos portáteis, totalizando 2,2 por habitante.

Pela primeira vez, o levantamento mediu a participação da Inteligência Artificial Generativa no ambiente corporativo, destacando o Microsoft Copilot como líder com 40%, seguido pelo ChatGPT da OpenAI (32%) e Google Gemini (20%). Esses programas são utilizados principalmente para aplicações de chatbot, Aprendizado de Máquina e reconhecimento biométrico. Apesar de 80% das empresas declararem utilizar algum tipo de IA, 75% delas ainda fazem isso de forma incipiente, segundo o coordenador da pesquisa, professor Fernando Meirelles. Ele acrescenta que também cresceu o número de reuniões híbridas com predominância do uso do Microsoft Teams, além do Excel, que ainda domina os departamentos financeiros.

Principais fabricantes de software
“O levantamento mostra que os ERPs da Totvs e da SAP dividem o mercado brasileiro, com 34% cada. Enquanto a Totvs lidera entre as empresas menores (50%), a SAP domina entre as grandes (51%)”, aponta Meirelles. Já na área de Inteligência Analítica, que englobam Business Intelligence e Analytics), continua como categoria de destaque e entre as mais lucrativas para os fabricantes: Microsoft, SAP e Qlik concentram 67% da participação, com a Microsoft mantendo a dianteira com 28%. Ainda assim, 90% do uso de BI no setor Financeiro segue sendo feito via Excel.

Para videoconferência corporativa, o Microsoft Teams tem a liderança (48%), à frente do Zoom (28%) e do Google Meets (22%). Já o uso da Nuvem alcança, em média, 52% do processamento empresarial.

A pesquisa anual do FGVcia sobre o Mercado Brasileiro de TI e Uso nas Empresas, também aborda três setores estratégicos. No setor de Saúde, nos hospitais privados, o Custo Anual de TI por Leito – CAPL, é de R$ 200 mil. Já no Agronegócio, o comportamento de gastos segue padrão semelhante ao da indústria em geral. Em bancos, os investimentos dobraram na última década e continuam crescendo junto com a digitalização dos Serviços. “Hoje, 90% das transações bancárias são realizadas por meios digitais, com o celular respondendo por 80% delas”, destacou o professor.

Com base em dados de 2.672 médias e grandes empresas, o estudo do FGVcia acompanha a evolução tecnológica no Brasil desde 1988 e oferece um panorama detalhado sobre os rumos da transformação digital no País. “Além de destacar tendências, como o avanço da Inteligência Artificial e o uso crescente de sistemas integrados, o levantamento reforça que ainda há espaço para amadurecimento, especialmente no aproveitamento estratégico das tecnologias disponíveis”, disse o coordenador da pesquisa.

“Os resultados divulgados comprovam o processo de transformação digital das empresas e da sociedade”, avaliou Meirelles, destacando que o FGVcia é considerado um centro de referência na área e traz em suas pesquisas números inéditos e interessantes, retratando o cenário atual, sua evolução e as tendências desse ambiente.

Serviço
Relatório completo: www.fgv.br/cia/pesquisa

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