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Prestadores de serviços em TI comemoram 10 anos de sucesso do MSP Summit

O maior evento brasileiro de Serviços Gerenciados de TI reuniu cerca de 600 profissionais, entre gestores, prestadores de serviços, empresários e entusiastas da tecnologia

Prestadores de serviços em TI comemoram 10 anos de sucesso do MSP Summit

Mais de 600 profissionais e empresários estiveram reunidos presencialmente na semana passada na 10ª edição do MSP Summit, que aconteceu entre os dias 16 e 17 de outubro em São Paulo. Organizado pela ADDEE, trata-se do principal encontro de MSPs (Managed Service Provider), gestores de TI, prestadores de serviços e profissionais de tecnologia do Brasil, que sempre em outubro, mês em que se comemora o Dia do Profissional de TI, se reúnem para se manterem atualizados sobre as principais tendências do mercado e fazerem networking.

“Este ano comemoramos 10 anos de MSP Summit, e também 10 anos da ADDEE. Desde o início, o objetivo do evento foi trazer os prestadores de serviços de TI e fazer com que eles se conhecessem”, disse Rodrigo Gazola (foto), CEO da ADDEE. “Antes, tínhamos um grande desafio, pois um prestador de serviço identificava o outro como um concorrente mortal. Desde aquela época eu defendo que a única forma de o setor evoluir rapidamente é com a troca de experiências. Este foi o objetivo inicial do MSP Summit. Ao longo do tempo, fomos crescendo, conseguimos trazer mais conteúdos relevantes, novas ferramentas, a participação de mais fabricantes e distribuidores. Com isso, estamos conseguindo atingir esse objetivo”, completou.

O tema principal do evento deste ano foi “Transformação dos Negócios” e muitas das palestras convergiram para este tema, mostrando a necessidade de as empresas do setor acompanharem um mercado em constante evolução. “Antes, falávamos muito em revolucionar o mercado, mas agora estamos dizendo que precisamos passar por uma nova transformação, e o MSP Summit 2024 teve esse mote”, explicou Gazola.

Segundo o executivo, uma pesquisa da ADDEE sobre o mercado brasileiro de MSP mostra que o setor tem evoluído a passos largos. “Um dado importante do nosso mercado é a capacidade de um analista gerenciar computadores e dispositivos. Temos percebido que esse número tem crescido muito. Ainda estamos abaixo da média mundial, mas conseguimos crescer muito. Hoje, temos entre 150 e 200 computadores por analista. Há dez anos, quando começamos a fazer a pesquisa, o número era entre 60 e 70. Nos EUA, a média está entre 350 e 400 computadores por analista. Este número mostra a capacidade dos prestadores de serviços atenderem mais dispositivos, de que o mercado está evoluindo e atingindo a maturidade”, afirmou Gazola.

Em sua opinião, esse crescimento do mercado de MSPs se deve ao fato de muitas empresas estarem buscando prestadores de serviços com o objetivo de aumentar a produtividade e reduzir seus custos. Se antes havia alguma desconfiança sobre terceirizar processos e funções na área de TI, a chegada da Nuvem e o modelo de subscrição ajudou muito a desenvolver o setor. “O que defendemos é o modelo de Serviços Gerenciados e não serviços pontuais. Acho que é a única maneira de um prestador de serviços se manter no mercado e ser lucrativo”, observou Gazola. “Eu considero que um prestador de serviços deve ter uma solução capaz de fazer o seu gerenciamento, ter uma ferramenta que faça registros dos incidentes, além disso ter um PSA (Professional Services Automation), e ter conhecimento em tecnologias – ele precisa conhecer de Nuvem, cibersegurança, backup e outras tecnologias. Esses são os pilares que um prestador de serviços deve desenvolver”, afirmou.

Os melhores do mercado

O MSP Summit também premia os melhores prestadores de serviços do ano. “Nomeamos os três destaques de cada área e os melhores são premiados. Todos que foram nomeados participarão no ano que vem de um evento que chamamos Elite Group Day”, explicou Gazola. “O Elite Group é uma comunidade formada pelos indicados e premiados no MSP Summit e surgiu do desejo da ADDEE de criar uma comunidade exclusiva de parceiros que tem se destacado no mercado. Eles têm acesso a conteúdos relevantes para líderes e gestores, visando elevar ainda mais o nível de seu negócio. Os parceiros Elite Group terão acesso a eventos e conteúdos exclusivos e serão convidados VIPs no MSP Summit”, explicou.

Os premiados deste ano foram:

Revelação do Ano: RE9

Suporte Técnico do Ano: Atual-IT

N-able N-central Award: Strati

N-able N-sight Award: CLS Soluções em TI

Cove Data Protection Award: Lobios

Security Award: Relieve Tecnologia

MSP do ano: Strati

Compartilhando conhecimento

No primeiro dia do evento, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer dois profissionais com longa experiência nesta área de prestação de serviços: Robert Wilburn, vice-presidente de Customer Growth da N-able, e David Wilkeson, CEO da MSP Advisor. “Eles compararam o prestador de serviços a uma embarcação. Se tem desde a pequena empresa que começou agora e está todo mundo remando, tem um veleiro que colocou uma vela para ajudar a navegar mais rápido e tem os iates. Este último, tem tripulantes cuidando das pessoas dentro da embarcação. No momento em que a organização coloca dentro de seu negócio alguém para cuidar de seus colaboradores, se consegue outra velocidade. Este é o caminho natural: primeiramente todos remando, depois ferramentas para ajudar na navegação e por fim, alguém para cuidar das pessoas”, contou Gazola.

O que nos trouxe até aqui não nos leva para o futuro, estamos em uma década de profundas transformações, muitos atores gigantes estão deixando de existir ou perdendo relevância

Adriano Martins, CEO da PMG Academy, uma plataforma de treinamento em cibersegurança, governança e serviços de gerenciamento em TI, foi outro palestrante que chamou a atenção no evento, abordando a ITIL (Information Technology Infrastructure Library). Com o tema “Será que a ITIL elimina o caos nas PMEs?”, Martins falou sobre implementação e melhores práticas em gestão de TI para pequenas e médias empresas. “As empresas acreditam que ITIL é somente para grandes empresas, mas até uma empresa de uma pessoa só consegue implementar todas as práticas da ITIL. A partir do momento em que a empresa tem processos, pode adotar as melhores práticas. Se tem a falsa ideia de que ITIL é cara, é complicada, que burocratiza a empresa e inibe a inovação”, disse Martins.

Para o executivo, uma empresa que não adota ITIL em seus processos vive no caos, os clientes estão sempre reclamando, não se consegue atender os projetos dentro do prazo, o sistema fica lento, as pessoas vivem batendo cabeça, trabalham no fim de semana etc. “Esse é o cenário de uma empresa que não tem processos, independentemente do seu tamanho. As startups sabem que é importante ter processos e políticas, mas algumas querem ganhar dinheiro mais rapidamente e deixam isso para depois. Mas um investidor só vai colocar dinheiro em empresas que tenham processos, que saibam quanto faturam, para onde vão os gastos, o retorno dos investimentos (ROI). As empresas que conhecem seus processos terão mais produtividade, geram valor, gerenciam melhor seus projetos, entendem o que o cliente quer”, afirmou.

Já Marcelo Veras, CEO do Ecossistema Inova, abordou o tema “Planejamento Estratégico Prospectivo”. Em sua opinião, o atual modelo de planejamento dá sinais de esgotamento. “As empresas focam em ações de dentro para fora – olho para dentro, vejo quais são as minhas fortalezas, minhas dificuldades, meus ativos físicos e intelectuais, desenvolvo coisas internamente e levo para o mercado. Este modelo tem dado sinais claros de esgotamento, pois quando faço um planejamento de dentro para fora, nem sempre é o que o mercado deseja. Temos um número horrível de 90% de startups morrendo antes de chegarem ao mercado. Eu participo de três hubs de startups, assisto mais de 120 apresentações de startups por ano e vejo que 90% cria coisas que o mercado não quer”, afirmou Veras.

O executivo explicou que a Ecossistema Inova possui oito unidades de negócios, que trabalham com o tripé Futuro, Tendências e Inovação. “Desenvolvemos em 2016 uma metodologia de Planejamento Estratégico Prospectivo, que é fazer o planejamento de fora para dentro com uma lente de futuro. O planejamento começa sempre com cenários e tendências. A gente olha para fora, faz um mapeamento de cenários e tendência, depois voltamos para dentro para começar a desenhar a estratégia. Essa esstratégia resultou em um livro, que já está em sua 4ª edição, e foi aplicada em cerca de 40 empresas dos mais diversos setores e se mostrou ser muito poderosa”, afirmou Veras. “O que nos trouxe até aqui não nos leva para o futuro, estamos em uma década de profundas transformações, muitos atores gigantes estão deixando de existir ou perdendo relevância. Precisamos olhar para o futuro”, completou.

 

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