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O Metaverso é a grande aposta da Accenture para 2022 e além

Me encontre no Metaverso é o tema do principal estudo da consultoria, chamado Technology Vision, que direciona as estratégias da empresa durante o ano

O Metaverso é a grande aposta da Accenture para 2022 e além

Todos os anos, a consultoria Accenture divulga o seu relatório global Technology Vision, que é o grande momento da empresa, em que ela mostra ao mercado a sua visão estratégica com base em um extenso estudo, com mais de 6,5 mil executivos ao redor do mundo, de diferentes indústrias, e que tomam as decisões de investimentos em tecnologia. O objetivo é identificar para onde o dinheiro está indo. Este ano, o Brasil ganhou certo destaque e por isso foi feito um recorte das respostas dos executivos brasileiros. “O Brasil sempre teve uma participação importante, mas pela primeira vez, em 22 anos de estudo, os brasileiros se mostraram mais alinhados com as tendências mundiais”, conta Paulo Ossamu, diretor de Tecnologia da Accenture. “Nos anos anteriores, eles sempre foram mais desconfiados em relação às novas tecnologias e os impactos que elas vão causar aos negócios. Antes, enquanto 98% dos executivos europeus achavam que a Inteligência Artificial iria causar impactos em seus negócios, os brasileiros eram 80%, por exemplo. Agora, os brasileiros estão acima da média mundial”, afirma.

O executivo conta que em 2013, o relatório Technology Vision tinha o tema “Todo Negócio Será um Negócio Digital”. Na época, as pessoas ainda estavam céticas em relação à Transformação Digital, que acabou se tornando realidade. O tema deste ano é “Me encontre no Metaverso” (Meet Me in the Metaverse), mostrando o segmento em que a Accenture irá apostar suas fichas. “Olhamos o Metaverso como uma combinação de diferentes tecnologias, que permitem apresentar essa nova Internet. O conceito é muito amplo, tem gente que acha que é só um mundo digital em que as pessoas se encontram, tem gente que fala que é para games, outras já falam de NFT, Blockchain e Digital Twins”, comenta Ossamu. “Na Accenture acreditamos que o Metaverso é um Continuum, uma Continuidade, que vai conectar esses mundos digitais em novos modelos de negócios. As empresas não estão pensando apenas em novas tecnologias, mas também em novos ambientes. O momento é de construção, quem entrar agora, vai ter vantagem competitiva e tirar muito valor disso”, garante o executivo.

Tendências no Metaverso

Ossamu explica que no estudo foram identificadas quatro tendências, que a empresa classificou de WebMe (me coloque no Metaverso), Programmable World (Mundo Programável), Unreal (irreal versus real) e Computing the Impossible (a capacidade computacional tornando o que era impossível em possível). “No WebMe ainda estamos imaginando qual o potencial do Metaverso. Várias empresas estão fazendo investimentos massivos, desenvolvendo ambientes e conceitos. O WebMe é mais esse movimento das empresas procurando oportunidades. É um canal que vai proporcionar experiências. Estimamos que este ano os investimentos vão girar em torno de US$ 100 bilhões. Somente o game Fortnite teve, em 2021, uma receita US$ 30,3 bilhões. A indústria automobilística vem pensando no Metaverso como uma forma de gerenciar a logística de peças, com uso de Digital Twins. Existem muitas ideias e o céu é o limite”, afirma.

Segundo o estudo, 78% dos executivos brasileiros acreditam que o Metaverso terá um impacto positivo em suas organizações, com 47% afirmando que esse impacto será transformacional. E desses 47% dos executivos, 93% disseram que isso acontecerá nos próximos quatro anos.

Um dado interessante é que os consumidores ainda não estão familiarizados com o conceito de Metaverso, mas muitos usam ou planejam usar criptomoedas. Em janeiro de 2022, 52% dos consumidores brasileiros nunca ouviram falar do Metaverso ou se já ouviram o termo, não sabem explicar o que é. Ao mesmo tempo, 76% dos consumidores brasileiros estão usando atualmente ou planejam usar ou investir em criptomoedas.

Mundo programável

A tendência Programmable World rastreia como a tecnologia está sendo usada nos ambientes físicos cada vez mais e de maneiras sofisticadas. Ela projeta como a convergência de 5G, Realidade Aumentada, materiais inteligentes etc. estão abrindo caminho para que as empresas reformulem a forma como vão interagir com o mundo físico. De acordo com o relatório, programar o mundo físico será um diferencial competitivo e a Realidade Aumentada será um disruptor da indústria.

Para 89% dos executivos brasileiros, programar o ambiente físico surgirá como um diferencial competitivo em sua indústria e 99% dos respondentes brasileiros relatam que sua organização consideraria usar a Realidade Aumentada nos próximos três anos, com as três principais áreas sendo: Colaboração (52%), Atendimento ao cliente (47%) e Experiências do cliente (46%).

The Unreal

Qualidades “irreais” estão se tornando intrínsecas, como a Inteligência Artificial, e até mesmo os dados, que as empresas aspiram integrar em funções de missão crítica. Ao mesmo tempo, as pessoas ficam cara a cara com maus atores, que usam essa tecnologia – de deepfakes para bots e muito mais – iniciando uma preocupação crescente que pode se transformar em maior obstáculo para as empresas que procuram aumentar o uso da IA. Goste ou não, empresas foram empurradas para a vanguarda de um mundo questionando o que é real, o que não é, e se a linha entre esses dois realmente importa.

Para 78% dos executivos brasileiros, suas organizações dependem da IA para funcionar de forma eficaz, e 96% dos executivos brasileiros concordam que IA está se tornando difundida em toda a organização e processos de negócios.

Computing Impossible

Novas máquinas, novas possibilidades. O limite do que é computacionalmente possível está sendo rompido com uma nova classe de máquinas que emerge, com tecnologias quânticas, inspiradas biologicamente e computadores de alto desempenho, que permitem às empresas enfrentarem grandes desafios que uma vez definiram e moldaram o núcleo de suas indústrias. Os líderes empresariais serão empurrados para reimaginar algumas das mais básicas suposições sobre seus empreendimentos. Os executivos acreditam que a computação da próxima geração terá um impacto transformacional em sua organização

Segundo o estudo, 99% dos executivos brasileiros concordam que sua organização está girando em resposta ao poder computacional sem precedentes que está se tornando disponível; e 77% disseram que a computação quântica vai ter um impacto ou transformação positiva no futuro, enquanto 72% dizem o mesmo para a computação de alto desempenho (HPC) e 5% para computação bioinspirada. E 97% dos executivos brasileiros concordam que o sucesso a longo prazo da organização dependerá da próxima geração de computação, que irá resolver os problemas aparentemente insolúveis para a computação clássica.

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