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PMEs devem continuar a investir em tecnologia e segurança do hardware ao usuário

O mercado brasileiro vem se adaptando e evoluindo tecnologicamente, os dois últimos anos foram especialmente desafiadores para as pequenas e médias empresas em meio a corrida da Transformação Digital imposta pela pandemia e os desafios de segurança que isto implicou. Em relação ao futuro pós-pandemia, uma pesquisa da Microsoft identificou que apenas 38% das PMEs pretendem retornar ao local de trabalho físico com políticas flexíveis e 30% das PMEs vão manter o trabalho remoto integralmente. Novos modelos de negócio, novas tecnologias e mudanças na estrutura e processo de trabalho demandam atenção redobrada com a segurança.

É importante destacar que assim como a segurança é essencial para o negócio, também é essencial que empresas entendam que ela é um processo em camadas que devem se sobrepor, além de contar com o treinamento e educação de funcionários. Segundo um estudo realizado pela HP, 43% dos colaboradores não haviam submetido seus PCs ou laptops novos ao departamento de TI para uma verificação de segurança e 70% dos que clicaram em um link suspeito não reportaram o risco. Segundo a empresa Akamai, o País sofreu 238 milhões de ataques de roubo de credenciais em 2019, e há uma expectativa de 3,7 bilhões em 2021, crescimento impulsionado pelo trabalho remoto. Então, precisamos pensar em passos essenciais que as empresas devem tomar em 2022 em seus investimentos seja em hardware, sejam em tecnologia.

No plano físico, devemos considerar uma estrutura e equipamentos seguros para a operação da empresa, o que passa por tecnologias de segurança embutidas no hardware. Estamos em um ponto que um computador pode embarcar tecnologias de segurança que permitem autenticar o firmware durante o boot do sistema e criam uma cadeia de segurança com o SO. Também temos tecnologias no chip, que permitem criptografia, proteção da memória e executar tarefas de processamento de maneira segura. Acima disso temos a camada do próprio SO e software, como firewalls, recursos de segurança do sistema, antivírus.

As empresas de tecnologia e provedores de segurança trabalham em conjunto nessas soluções e linhas de defesa presentes em cada computador ou servidor que será essencial na nova conjuntura de trabalho remoto e Transformação Digital. Entretanto, como citei, a segurança é um processo em camadas e as PMEs também devem reforçar as suas com processos e políticas de segurança para seus sistemas, serviços, funcionários e clientes inclusive em conformidade com o LGPD. Ainda de acordo com o estudo da HP, apenas 36% dos entrevistados receberam algum tipo de treinamento relacionado a segurança no ambiente de trabalho remoto.

Quais os dados que a empresa possui, onde eles estão armazenados, quem possui acesso, quais as permissões de usuário e outras perguntas simples podem ajudar as empresas a se preparar e verificar sua própria segurança. Compreendendo sua situação também é possível planejar ou reforçar treinamentos e políticas de segurança com clientes e funcionários, mesmo dicas simples como verificação em duas etapas e não compartilhamento de logins são maneiras eficientes de aumentar a segurança.

Apenas neste ano, as perdas globais com crimes cibernéticos podem chegar a US$ 6 trilhões – três vezes o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil -, de acordo com estudo conduzido pela consultoria alemã Roland Berger e o Brasil seria o 5º na lista dos principais alvos globais de ataques. Em uma desafiadora economia em desenvolvimento é importante ter garantias extras de que as empresas estão seguras, caso um hacker ou estelionatário consiga ultrapassar os usuários ou primeiras camadas de segurança, a tecnologia embutida em computadores e servidores pode criar uma barreira final que salvaguarde o negócio de perdas irrecuperáveis.

Por Fabiano Schunck, Channel, gerente de Vendas via Canal na AMD.

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