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Paraná ganha academia de segurança cibernética do Senai

Brasil não tem mão de obra para garantir a segurança cibernética das organizações. Paraná recebe uma das cinco academias de segurança cibernética do Senai
Paraná ganha academia de segurança cibernética do Senai

ciberataqueO número de ataques cibernéticos, que já vinha aumentando nos últimos anos, teve um salto durante a pandemia do novo coronavírus. E o Brasil, que está entre os principais alvos, tem um gap de mão de obra, formação e qualificação de profissionais. Para atender esta demanda, o Senai lança cinco academias de segurança cibernética. Uma delas está localizada no Paraná, em Londrina. Há também unidades em Brasília, Fortaleza, Vitória e Porto Alegre.

Na indústria 4.0, um ataque cibernético não só impacta a reputação como também pode ocasionar perda de informações e de receitas, prejuízos com a paralisação dos serviços e de toda a cadeia produtiva, além de sanções legais e administrativas. Giovana Punhagui, gerente executiva de Educação do Sistema Fiep, explica como a preparação do setor para lidar com estas ciberameaças depende de uma equipe capacitada e treinada. “Hoje, há uma falta de trabalhadores que atuam na proteção dos dados das indústrias e evitam prejuízos, que vão da violação de dados de clientes e vazamento de informações confidenciais até a paralisação de linhas de produção na indústria. Por isso, o Senai se propõe a formar estes profissionais e apoiar a indústria”, afirma.

O Global Cybersecurity Index (GCI), da International Telecommunication Union (ITU), estimava, para o final de 2019, um custo de 2 trilhões de dólares com o cibercrime no mundo  

Estas academias terão como foco a formação de profissionais de cibersegurança com infraestrutura especializada. Entre as novidades, as unidades contarão com simuladores hiper-realistas. Como ensinar na prática poderia comprometer o sistema e as operações das próprias indústrias, utiliza-se o simulador, com 20 cenários de ataque e defesa em um cenário bem próximo do real. Como um jogo, há dois times, o azul e o vermelho, em que um atua como o invasor, com jogadas para invadir e paralisar o sistema, bloquear ferramentas e serviços, e o outro faz a defesa.

Ao se deparar com um serviço que não funciona mais ou dados que são vazados, os alunos precisam contornar e minimizar danos e desenvolver estratégias para evitar novos ataques. Por ser uma simulação em times, os exercícios também desenvolvem competências socioemocionais. Outra atividade realizada no simulador é o desafio de burlar proteções de um lado e identificar e bloquear ataques do outro, conhecido como Capture The Flag (CTF). Grandes empresas de tecnologia, como a Cisco, a AWS e a RustCon, fornecedora do simulador, são os parceiros iniciais do Senai no projeto das academias.

Ameaças e impactos na indústria
O Global Cybersecurity Index (GCI), da International Telecommunication Union (ITU), estimava, para o final de 2019, um custo de 2 trilhões de dólares com o cibercrime no mundo. O Brasil aparecia no 70º lugar do ranking de cibersegurança, atrás de países como Reino Unido (1º), EUA (2º), Uruguai (51) e África do Sul (56) e a frente dos vizinhos Chile (83) e Argentina (94). O índice avalia 25 indicadores relativos à legislação, mecanismos técnicos, estrutura organizacional, capacidade de construir ações e arranjos cooperativos.

Confira os cursos disponíveis:
Curso Segurança Cibernética Aplicada à Indústria 4.0:
55 horas, a distância e autoinstrucional, no valor de R$ 97,90. Inscrições até 31/10/2021.

 Curso prático Simulação hiper-realista de ataques cibernéticos: 40 horas, a distância, valor de lançamento de R$ 2,56 mil e mais 20% de desconto com o código CIBER+20. Valor pode ser parcelado em até cinco vezes e tem pacotes para empresas. Matrículas até 01/02/2021. A especialização com o simulador é para profissionais que já tenham conhecimento e prática em TI, especialmente em redes de computadores.

O Sistema Fiep é composto pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL). As instituições trabalham integradas em prol do desenvolvimento industrial. Com linhas de atuação complementares, realizam a interlocução com instâncias do poder público, estimulam o fomento de negócios nacionais e internacionais, a competitividade, a inovação, a tecnologia e a adoção de práticas sustentáveis, e oferecem serviços voltados à segurança e saúde dos trabalhadores, à educação básica de crianças, jovens e adultos, à formação e aperfeiçoamento profissional, à formação de nível superior, além de capacitação executiva.

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ataques hackers

Giovana Punhagui

indústria 4.0

profissionais de cibersegurança

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