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Carteiras digitais são o futuro da mobilidade

As eWallets, ou carteiras digitais, são a nova forma de realizar transações eletrônicas no meio digital. Basta adicionar um cartão de crédito ou adicionar uma quantia em dinheiro na conta para realizar pagamentos ou compras.
A popularização das carteiras digitais, no Brasil, é recente e cresce a cada dia, justamente pelos mais de 420 milhões de aparelhos digitais ativos, conforme pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, e a alta disponibilidade de acesso à internet móvel, que, segundo dados da ANATEL, já abrange mais 98% de todo o território nacional.
A tecnologia utilizada pelas carteiras digitais, possibilita que o dispositivo móvel armazene e mantenha os dados pessoais do usuário, eliminando a necessidade de reinserção e revalidação dos dados, podendo substituir por completo a utilização da carteira física.
Essas carteiras digitais armazenam seus dados em um ambiente seguro, em nuvem, totalmente criptografado e ainda utilizam de sistemas de autenticação em duas etapas para identificar e autorizar qualquer transação. Além destas tecnologias de segurança, a carteira digital transmite dados em via única, não permitindo, então, que o receptor tenha acesso a seus dados confidenciais e há ainda o monitoramento ativo de todas as transações realizadas, visando evitar roubo de informações e fraudes.
Todo este aparato de segurança, que pode ainda utilizar sistemas biométricos digital, facial ou de retina, disponíveis nos dispositivos móveis, foi pensado para que a carteira digital seja a ferramenta de transações financeiras mais segura da atualidade. Um diferencial importante, especialmente se considerarmos que apenas 20% dos brasileiros se sentem completamente seguros ao realizar compras online, segundo estudo do SPC Brasil e da CNDL.
Apesar de ser recente no País, o uso das carteiras digitais já é comum em muitos países da Europa, Ásia e América do Norte, desde 2011, com o lançamento da Google Wallet para dispositivos Android. Posteriormente, em 2014, o lançamento do Apple Pay, para dispositivos IOS, pulverizou ainda mais o uso da tecnologia, que inicialmente foi desenvolvida com foco apenas em pagamentos eletrônicos e hoje já conta com os serviços de armazenamento de carregamento de cartões pré-pagos, transferências de dinheiro em conta, gerenciamento de cartões de fidelidade e até resgate de promoções em lojas.
Na China, quase 70% da população economicamente ativa usa as carteiras digitais como o principal meio de pagamento, de acordo com o Global Payment Methods. As duas maiores são a WeChat e Alipay, que movimentaram cerca de U$ 7 trilhões apenas no último trimestre de 2018, segundo a Ipsos, e um total mais de 1 bilhão de usuários ativos.
Já nos EUA, esse método de pagamento foi adotado até mesmo por vendedores autônomos e por profissionais que trabalham com serviços e gorjetas, como garçons. Alguns estabelecimentos já possuem até o QR Code estampado nos uniformes dos funcionários para essa finalidade. Ainda, segundo a Ipsos, outros países seguem o mesmo caminho: 17% das transações feitas na Austrália e 14% das realizadas na Rússia já são feitas através desse meio.
Aqui no Brasil, o Banco Central tem um papel fundamental como regulador desse e de outros meios de pagamento, estabelecendo licenças e requisitos necessários para cada agente financeiro que deseje operar no mercado interno e tem feito uma série de ações para democratizar o sistema financeiro nacional.
A proposta do BC é que esta transformação digital das carteiras digitais e outras tecnologias possam reduzir os custos de grandes agentes financeiros e processar em tempo real as transações financeiras no País, trazendo comodidade, liberdade, confiabilidade, flexibilidade e segurança para o sistema como um todo.
Segundo pesquisa feita pela IDC, a pedido do PAYPAL, entre Brasil, Colômbia e México, aqui já são cerca de 61% dos usuários de smartphones, das classes A, B e C, utilizando alguma solução de carteira digital. Como a população brasileira se mostra cada vez mais aberta à inovação, seu negócio, está preparado?
Por Leonel Nogueira, CEO da Global TI

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