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Bots: tendências e influências no mercado e empregos

Infor Channel entrevista Fabiano Pardini, diretor de Tecnologia e Operações Microcity. Ele fala sobre aa controvérsias e as tendências dos bots, ferramenta para a interação com o ser humano. Esta entrevista compõe a revista, que circula todo mês, na seção 3 perguntas para… O leitor tem acesso às três questões na mídia impressa e seu complemento, agora, no online. Acompanhe a íntegra.

Como, tecnologicamente, pode-se definir um bot?
De maneira bem objetiva, não se esgotando a simplesmente isso, é tudo aquilo que, de certa forma, implementa tecnologia para executar tarefas operacionais e rotineiras. É o que consegue realizar essas tarefas de uma maneira muito mais ágil e por meio de uma interação com outros sistemas. É uma ferramenta para a interação com o humano.

O que há de mais avançado nessa tecnologia, em âmbito mundial?
Cada vez mais essa evolução está acontecendo. A automatização de processos tem sido implementada cada vez mais fortemente. Uma das coisas que mais vem falando é na esfera de call center. Os calls centers hoje executam muitas tarefas repetitivas, que podem estar agregando a parte de bot aliada à inteligência artificial.

Como e quais as possibilidades de interação dessas aplicações?
As possibilidades de interação são imensas. É possível ir construindo uma verdadeira rede de conhecimento. Contudo, a parte mais importante do bot é você ter um bom trabalho de curadoria das informações, ou seja, ensinar o robô. Isso pressupõe que você precisar construir mecanismos por trás dele para fazer a integração com as plataformas e diversos sistemas. O bot pode ser considerado o primeiro gatilho da operação, é ele que vai disparar processos automatizados que serão encaminhados para o cliente. Ele deve ser criado de acordo com cada business, ou seja, o mais adequado ao seu negócio, de acordo com a sua necessidade.

Os bots podem tirar emprego de pessoas? Qual a tendência nesse sentido?
O mundo está sofrendo uma transformação. Está havendo uma transformação das profissões. As pessoas têm que buscar essa evolução. Onde realmente uma solução de bot vai, de certa forma, representar uma ameaça é naquilo que é repetitivo. Todas as tarefas, execuções, que são realizadas por um profissional que repete apenas, isso tende a acabar. Então, vejo que as pessoas têm que buscar outros mercados. Mas, ao mesmo tempo que acabam algumas profissões diversas outras surgem, principalmente, em se tratando de tecnologia. O balanço é mais positivo do que negativo. As pessoas precisam se atentar.

Qual o estágio tecnológico no Brasil?
Acho que o Brasil está evoluído. Muitas empresas estão com soluções bem avançadas e evoluídas de bot. O que vejo é ainda a necessidade de uma integração maior do bot com estas ferramentas de inteligência artificial, para trabalhar muito a parte de automatização de processos. O bot por si só não faz nada. É preciso ter plataformas de automatização, que de alguma forma vão acessar sistemas e produzir informações para os clientes. Informações essas que serão informadas pelo bot.

Em termos tecnológicos o que difere um robô ‘do bem’, do robô ‘do mal’?
Não acho que tem robô do mal. A tradução na íntegra de bot para robô é a mesma, mas o sentido literal não é. Toda tecnologia pode ser usada para o bem ou para o mal. A diferença está em quem vai entregá-la, em quem vai ensinar este robô e o objetivo de quem está ensinando.

Com quais outras aplicações os robôs da Web interagem?
Existe uma gama enorme de plataformas que fazem a integração da solução de bot com os diversos sistemas. Como o SAP, uma série de ERPs, basta acessar as APIs que se consegue esta integração.

Os bots são aderentes a todos os segmentos da economia? Quais os mais promissores, ou seja, onde há mais possibilidade de venda?
O bot tem aderência em praticamente todos os segmentos. Toda a empresa do futuro (na verdade já é o presente), está se tornando uma empresa de TI também. Ela tem a atividade fim dela, mas a TI está se tornando essencial para negócio dela. Há um espaço muito grande para a aplicação desta tecnologia, e já vem sendo aplicada, como na medicina, por exemplo.

 

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