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Cisco aproxima canais para proporcionar a transformação digital nos clientes

Aproximar e trazer a expertiese entre parceiros, sob o conceito “parter to partner” é a estratégia da Cisco no Brasil. Há cerca de um ano, a companhia adotou a prática e já apresenta resultados. Tanto é assim que recentemente a empresa contratou um profissional para estreitar a relação entre os parceiros para garantir uma oferta mais assertiva ao cliente. O objetivo é proporcionar a inovação em setores alvo, mapeando os parceiros que têm experiência nos segmentos de saúde, educação, transporte, manufatura, financeiro, serviços em geral e energia.

Companhia reforça atuação direta dos parceiros com as necessidades dos clientes em segmentos alvo usando as melhores práticas do Centro de Inovação Cisco

“Queremos replicar o conhecimento dos canais para os clientes usando as melhores práticas do Centro de Inovação Cisco e assim prepara-los para a transformação digital em todos os setores”, explica Marcelo Ehalt, diretor de Canais da Cisco. Ele lembra que no País já existem muitas iniciativas de transformação digital a exemplo de melhorias na iluminação pública, mudando o comportamento de algumas cidades e até do cidadão.

Portanto, a visão da Cisco é adotar uma tendência de desenvolvimento de parceiros que atendam diretamente as dores dos clientes, com profissionais multidisciplinares, não só de tecnologia, como também de áreas que entendam a necessidade de uma solução que faça sentido para proporcionar a transformação digital.

Dessa forma, durante o primeiro dia do Cisco Connect, realizado em São Paulo, nesta quarta-feira, 19 de setembro, a Logicalis, gold partner Cisco, é um dos parceiros estratégicos que está investindo para alavancar a transformação digital.

“Temos feito um grande investimento em inovação, um plano que começou em 2008, com a criação de uma área de software, com mais de 60 pessoas em Campinas, hoje temos uma área de P&D com o desenvolvimento de plataformas e aplicações. Além disso, criamos uma área de desenvolvimento de hardware para sensores, muito focada para IoT, entramos em novas verticais, como agronegócio há dois anos, contratando engenheiros agrônomos”, comenta Lucas Pinz, diretor de transformação digital da Logicalis. A Logicalis também está desenvolvendo projetos piloto combinando blockchain e IoT para a rastreabilidade, usando smart contracts. Foram mais de R$ 50 milhões de reais em investimentos ao longo dos três últimos anos e, segundo , grande parte foi dedicado a IoT.

“Esse ano, fechamos um dos maiores projetos de iluminação do mundo, que é o Smart City de Belo Horizonte, com o fornecimento de todos os equipamentos da Cisco. Dessa forma, passamos a exportar tecnologia desenvolvida no Brasil para a Europa  com um projeto de coleta de lixo reciclável, desenvolvido em Granada (Espanha), totalmente desenvolvido pela equipe de Campinas e que está sendo replicado para Cambridge”, comenta Pinz quando lembra de outros projetos internacionais com expertiese nacional, como China e Estados Unidos.

Para ele, a transformação digital exige conhecimento do negócio. Portanto, não adianta falar de IoT ou tecnologias para o cliente sem saber as dores do cliente. Entre clientes atendidos pela parceria Cisco/Logicalis, está o caso de manutenção prediditva da Renault do Brasil. “Para chegar nesse projeto, passamos por um longo processo para entender a real necessidade do cliente que, no caso, é o operador da máquina”.

Luciano Barcellos, vice-presidente de vendas globais da Nexa, acredita que a tecnologia é o meio para a transformação digital onde o usuário é o protagonista. “A Nexa hoje conta com três empresas de transformação digital em áreas distintas: logística, health care e manufatura. Na área de logística, em parceria com a B1, em San José, desenvolvemos uma solução de entretenimento a bordo dentro de um roteador da Cisco, integrando telemetria, vídeo analytics, gerando um BI para uma das empresas de transporte de ônibus”, explica.

Também em 2017, a Nexa criou a Smart Care – empresa de saúde, onde os médicos de atenção primária são sócios da companhia – voltada para reduzir o custo da sinistralidade das empresas de saúde. A companhia conta atualmente com mais de 80 mil pacientes crônicos em seu ambiente. “Atualmente, quase 80% das posições de contact center da organização é formada por enfermeiras fazendo o relacionamento com pacientes, muitas vezes acamados, reduzindo a sinistralidade”.  Por fim, a terceira empresa criada pela Nexa, atendendo a necessidade da transformação digital, é a Blue Field, no segmento de manufatura, com o apoio do Centro de Inovação Cisco.

Renato Carneiro, presidente da 2S, acredita que tecnologia é apenas um dos pilares para a transformação digital, uma vez que o principal agente é a mudança cultural das organizações. “Começamos a prover a transformação digital há cerca de quatro anos e hoje, parte de nossas soluções também estão no Centro de Inovação Cisco”.

Um dos projetos desenvolvidos pela companhia em parceria com a Cisco foi  a gestão de minas, com sensores de qualidade do ar, câmeras e IoT, wi-fi da Cisco para monitoramento do ambiente da mineração, aumentando a produtividade da mineradora, com uma mina subterrânea com 400 metros de profundidade e 2,5 km de extensão. Assim, somente em energia o custo do projeto se pagou em um ano, somente com um dos benefícios que foi a redução pela metade do tempo de ventilação dentro da mina depois da detonação.

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