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Conectividade: SDN como catalisador da TI estratégica

Conectividade: SDN como catalisador da TI estratégica

Por Felipe Stutz*

O impacto da transformação tecnológica na sociedade também recai sobre os profissionais, que, aos poucos, adaptam os seus perfis e ampliam suas áreas de conhecimento. No mundo corporativo, o CIO, por exemplo, enfrenta a difícil missão de tornar a TI uma área estratégica para os negócios e menos custosa para a empresa que visa chegar, efetivamente, na era digital. No IDC FutureScape de 2017, a consultoria apontou que, até 2018, 75% dos CIOs terão engajamento experiencial, monetização de dados ou negócios digitais em escala no topo de suas agendas.

Essa mudança estratégica no posicionamento do executivo parte do princípio de que, para sobreviver, organizações de diversos setores precisarão automatizar processos, oferecer mobilidade aos colaboradores, adotar ferramentas que facilitam a colaboração dentro da empresa e com clientes, adotar soluções de nuvem como uma forma de ter mais agilidade na entrega de serviços, além de, no futuro, consolidar soluções de tecnologias emergentes como internet das coisas (Internet of Things, ou IoT), big data, até a implementação de soluções de inteligência artificial.

Não existe, no entanto, nenhuma inovação, transformação digital ou transporte de dados sem conectividade que atenda os requisitos mínimos para operação do negócio. Nesse contexto, as redes definidas por software (software-defined network, ou SDN), ganham tração e a atenção dos CIOs, por possibilitarem a orquestração e o gerenciamento centralizado de toda a infraestrutura de rede. Quando combinadas com virtualização das funções de rede (network functions virtualizations, ou NFV) e software-defined wide area networking, ou SD-WAN, aumenta flexibilidade e agilidade na entrega de serviços, eficiência no uso de recursos e controle de toda a configuração e políticas de transporte e controle do uso das aplicações.

Com essa evolução de rede, o processo de gerenciamento de questões ainda operacionais se torna mais simples. Um bom exemplo está na segurança da informação, que sempre foi um fator crítico para a TI e ganha ainda mais importância com o aumento no número de coisas conectadas e a necessidade de proteger todo o volume de dados armazenados. Inserir funções de segurança, como firewalls, filtros de conteúdo e controle de políticas de maneira, fica mais rápido, além de dispensar a necessidade de implementação de vários dispositivos na rede.

Na prática, a SDN entra como uma habilitadora para implementação de novas tecnologias e pode ajudar o CIO e sua equipe a focarem, verdadeiramente, em questões que impulsionam a transformação digital. Afirmar que a SDN, ou qualquer outra ferramenta tecnológica, pode dar mais tempo ao CIO, é ingenuidade, no entanto, essas tecnologias, quando bem implementadas, apoiam o negócio e ajudam a gerar os benefícios com uma otimização da infraestrutura necessária para transportar os dados críticos para operação do negócios de maneira segura.

A tendência para os próximos anos é que as redes se tornem cada vez mais auto-adaptativas, com menos intervenção humana nas decisões sobre gestão dos recursos e na integração com inovações disruptivas. E para que CIOs consigam, efetivamente, voltar suas atenções aos negócios digitais, parte da transformação será desenvolver uma estratégia e um mindset que considere o tempo de planejamento e a execução de soluções da rede como um investimento estratégico.

*Felipe Stutz é diretor de soluções para América Latina da Orange Business Services

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