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Três tendências que vão revolucionar as empresas em 2018

Previsões da Avanade apontam experiências digitais nas lojas físicas, realidade virtual e aumentada nas organizações, e até assistentes de voz no local de trabalho

Experiências dos funcionários no local de trabalho baseadas nas tecnologias de realidade aumentada e assistentes virtuais estão entre as principais inovações previstas para impulsionar as organizações em todo o mundo em 2018, prevê a Avanade, consultoria em soluções inovadoras, serviços digitais e soluções para negócios

Experiências digitais vão gerar oportunidades para as empresas e proporcionar um caminho de possibilidades para a transformação digital

As novas previsões baseiam-se nas tendências já apontadas para 2017, ano em que a Avanade indicou, com precisão, que a realidade aumentada (AR) iria acelerar não só os vídeos games, mas também se tornaria uma nova realidade nas empresas. Outro prognóstico foi que a inovação seria liderada pelo Design Thinking e aprimoraria a experiência humana. Também foi previsto que a ética digital prevaleceria mesmo com o aumento explosivo dos dispositivos digitais que rastreiam dados de consumidores e colaboradores.

Para 2018, a Avanade acredita que três inovações irão gerar oportunidades para as empresas e proporcionar um caminho de possibilidades para a transformação digital:

Tendência 1: experiências digitais nas lojas físicas e online serão comuns e realidade aumentada e virtual (AR / VR) serão grandes parceiras dos varejistas. Não é novidade que a experiência do varejo está mudando. Ao mesmo tempo em que os pontos de vendas evoluem, os consumidores fazem visitas às lojas em busca de experiências digitais. Pesquisa realizada pelo IDC prevê que até o ano 2020, 40% das principais marcas oferecerão experiências digitais aos clientes. No Brasil, 67% dos varejistas investem para se preparar para as transformações digitais, segundo uma pesquisa da Cisco.

No próximo ano, os varejistas devem adotar e experimentar novas tecnologias digitais para complementar as experiências em lojas físicas. Entre as possibilidades estão o uso de AR / VR para experimentar roupas, além de assistentes virtuais que oferecem atendimento ao cliente por meio de chatbots, motivando a interação com as mercadorias em lojas e supermercados.

“Mais da metade dos varejistas pesquisados planejam usar AR / VR e robótica em suas lojas nos próximos dois anos. É importante entender o impacto dessas tecnologias na força de trabalho”, afirma Rodrigo Caserta, Country Manager da Avanade Brasil. “As ferramentas digitais que ajudam a treinar e fornecer experiências personalizadas aos funcionários são tão importantes quanto as que engajam e fidelizam o cliente”.

Tendência 2: Automação e tecnologia irão reinventar a experiência dos funcionários, dando às organizações a oportunidade de renovar a forma como eles trabalham. A área de recursos humanos geralmente é responsável pelo engajamento dos colaboradores e pela satisfação no ambiente de trabalho. À medida que surgem inovações, nasce o futuro do trabalho. Em 2018, a liderança de Tecnologia será convocada, como consultores, para ajudar a impulsionar o engajamento, a produtividade e o valor relacionado à adoção de ferramentas digitais aos funcionários.

O Centro de Pesquisa de Sistemas de Informação (CISR) do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) mostra que as grandes empresas no quartil superior da experiência dos funcionários são duas vezes mais inovadoras e 25% mais rentáveis do que as do quartil inferior. Estas informações confirmam que, prevalecendo a transformação digital com foco na experiência do cliente, serão necessárias algumas alterações a fim de igualar as experiências dos funcionários. Além disso, existe uma alta demanda para as empresas colocarem a capacitação dos trabalhadores digitais no centro de suas estratégias de crescimento.

“As organizações precisam criar uma estratégia de adoção digital com ferramentas personalizadas de produtividade e comunicação para apoiar e aumentar a forma como o colaborador trabalha”, analisa Caserta. “Isso pode levar a uma maneira mais produtiva e social de se trabalhar, além de uma experiência mais atraente para o usuário, aumentando a capacidade de atrair e reter os melhores talentos. Tudo isso como forma de melhorar o engajamento e a eficiência dos funcionários”.

Como no caso do Hospital Israelita Albert Einstein, que ao realizar a integração do CTI – processo pelo qual um equipamento telefônico troca informações com o computador – diretamente com a URA, tornou o atendimento mais ágil, facilitando os processos internos do Hospital e dando qualidade ao contato com o público, reduzindo em até 10% o tempo médio de atendimento e ainda aumentando a produtividade da equipe.

Tendência 3: assistentes virtuais e de voz vão para o local de trabalho, abrindo oportunidades interessantes para as organizações. 2018 será o ano da voz. Analistas do Gartner preveem que, até 2021, os primeiros que adotarem ou redesenharem seus sites para oferecer suporte de busca visual e de voz podem aumentar a receita do comércio digital em 30%. A princípio, essa tecnologia de consumo impactará as organizações aumentando a produtividade e ajudando no gerenciamento do tempo. Entre outras coisas, os assistentes pessoais e gerentes terão mais facilidade de encontrar reservas de viagens enquanto estão trabalhando em outras tarefas. Enquanto isso, os desenvolvedores de sistemas poderão procurar por meio da voz códigos abertos para projetos.

“Os assistentes virtuais oferecem diversas possibilidades para empresas e organizações aumentarem a eficiência e a produtividade”, complementa Rodrigo Caserta, Country Manager da Avanade Brasil, “Assistentes de voz virtuais, como Cortana, Alexa, Siri e Google Home, são as principais plataformas no momento, mas com a expansão do assistente virtual para o local de trabalho, esta lista provavelmente crescerá, adicionando novos participantes. E, provavelmente, novos negócios também surgirão”.

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