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IBM finaliza ano do centenário no Brasil com foco em dados

Segundo presidente da IBM Brasil, Marcelo Porto, oportunidades se abrem com a inclusão de uma capa cognitiva a projetos tradicionais vendidos pelos parceiros

As comemorações e anúncios já eram esperados, afinal a IBM, gigante da tecnologia que formou – e ainda forma – boa parte dos executivos brasileiros de TI, completou 100 anos de atuação no Brasil. No entanto, mesmo sendo um período ainda de crise política e econômica no País, 2017 superou as expectativas, sendo considerado pelos principais executivos da companhia como extremamente positivo para a empresa.

“Se eu puder definir a IBM em uma palavra hoje, eu diria dados”, Marcelo Porto

Em tradicional almoço de fim de ano para jornalistas, a empresa fez um balanço de sua atuação em 2017 e trouxe alguns de seus principais projetos inovadores para demonstração: o Watson apresentado na Pinacoteca. “Foi um ano bom, um ano intenso”, definiu o diretor de marketing e comunicações da IBM, Mauro Segura, ao abrir o evento.

De fato, 2017 foi um ano bem movimentado para a empresa. Em janeiro, o lançamento da Garagem 11.57, espaço inaugurado na sede da empresa em SP para acelerar o desenvolvimento de soluções de IoT, Blockchain e computação cognitiva, abriu o ano de centenário da empresa. Em fevereiro, em evento para parceiros em Las Vegas (EUA), a chairman e CEO da companhia, Ginni Rometty, destacou que as plataformas cognitivas norteariam o principal diferencial competitivo para empresas nos próximos anos. “Digital não é o destino, é o caminho, e o Watson é a era cognitiva”, declarou na ocasião.

A partir desse evento ficou claro a forte estratégia de go to market da empresa, que incluiu uma série de alterações no seu programa de canal para tornar mais fácil o desenvolvimento de aplicações suportadas pela ferramenta. Além de facilitar o processo de parceria – a companhia simplificou o cadastramento de novas revendas e desenvolvedores – a IBM disponibilizou plataforma de API, na qual o parceiro fica apto a desenvolver aplicações inteligentes determinadas conforme a necessidade do cliente.

A partir daí vários projetos foram anunciados pela empresa com o Watson, incluindo o realizado na Pinacoteca de São Paulo, que usou a computação cognitiva para tornar o passeio ao museu ainda mais interativo e personalizado. Para Marcelo Porto, presidente da IBM Brasil, a trajetória da empresa em 2017 abriu uma nova era para o mercado de TI no Brasil ao escrever um novo capítulo da história da tecnologia no País. “Em 2017 privilegiamos projetos inovadores baseados em computação cognitiva. Abrimos frentes que antes não estavam tão cristalinas”, afirmou.

O executivo se refere a projetos que contaram com a inteligência cognitiva do Watson, classificados pela empresa como de inteligência aumentada, em clientes como Bradesco, Laboratórios Fleury, Hospital Mãe de Deus, Saint Paul Escola de Negócios e Fundação Dom Cabral. “Isso é só a ponta do iceberg”, diz Porto, ao citar um roadmap que a empresa possui para projetos do Watson com montadoras, por exemplo. A tendência, segundo o presidente da IBM Brasil, é ampliar cada vez mais o foco em IoT, Inteligência Artifical (IA), blockchain e computação cognitiva.

2018: foco em dados

“Se eu puder definir a IBM em uma palavra hoje, eu diria dados”, frisou Porto. O direcionamento se fundamenta na demanda de tratamento de dados por parte das companhias. Para o executivo, é o maior desafio de qualquer empresa hoje. “80% dos dados estão dentro das organizações e são eles que farão a diferença nos negócios”, disse. A transparência no trato e controle desses dados é um pilar importantíssimo nesse contexto, frisa Porto. “Nos nossos projetos, nenhum dado fica conosco. É de propriedade da curadoria”.

A orientação para dados reflete o posicionamento que a IBM terá no mercado em 2018. Porto explica que a aposta da empresa está fundamentada em três pilares: cloud computing, inteligência artificial e segurança. O executivo destaca ainda que a empresa dará um grande foco ao IBM Cloud, marca que congrega todo o portfólio de cloud da empresa. Tudo isso será potencializado por conhecimento em verticais de mercado, parte que cabe ao canal de distribuição da companhia.

“O desafio do canal de distribuição também é se reinventar. O momento é de saber agregar valor nos projetos. Temos várias iniciativas de fomento ao desenvolvimento, além da plataforma de API. Nesse momento, a oportunidade se dá na inclusão dessa capa cognitiva a projetos tradicionais já comercializados pelos parceiros”, diz Porto.

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