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IBM: a era cognitiva chegou

Ginni Rometty, CEO da IBM, destacou no evento em Las Vegas que parceiros são o principal alicerce para impulsionar essa transformação

Estamos diante de uma nova era, não só para a tecnologia, mas também para a transformação das empresas, da economia e da sociedade. Na nova era cognitiva, a IBM definiu o seu caminho para protagonizar essa transformação digital e tem seus parceiros como principal alicerce na estratégia. Para a chairman e CEO da companhia, Ginni Rometty, estamos frente a uma batalha entre arquitetura e plataforma e os movimentos realizados nesse sentido agora impactarão qualquer tomada de decisão nos próximos cinco anos.

“Digital não é o destino, é o caminho”, Ginni Rometty

Durante o evento PartnerWorld Leadership Conference, realizado em Las Vegas, Ginni destacou que as plataformas cognitivas serão o principal diferencial competitivo para empresas nos próximos anos. “Digital não é o destino, é o caminho”, disse ela, destacando que para a IBM a era cognitiva já começou e está no centro da estratégia da companhia. “Watson é a era cognitiva.”

O Watson, ferramenta de inteligência artificial da companhia, é a plataforma que vai suportar essa transformação. Desde o seu anúncio, a companhia vem aprimorando especificidades para que ele protagonize essa mudança de arquitetura, citada por Ginni como primordial para a era cognitiva. Nesse sentido, os parceiros são a chave para a propagação do Watson.

Parceiros são peças chave para desenvolvimento de aplicações com o Watson

No evento, Ginni destacou que atualmente há 13 bilhões de dispositivos conectados e podem chegar em 20 bilhões até 2020. Até 2025,  os sistemas cognitivos serão impulsionados por um mercado que tem previsão de chegar a US$ 11 trilhões. Atualmente, o Watson já atua do mercado financeiro ao setor de saúde, passando por segurança. “Watson é a plataforma. É aberta”, disse Ginni.

Para impulsionar essa transformação, a IBM anunciou uma série de alterações no seu programa de canal para tornar mais fácil o desenvolvimento de aplicações suportadas pela ferramenta. Além de facilitar o processo de parceria – a companhia simplificou o cadastramento de novas revendas e desenvolvedores – a IBM disponibilizou plataforma de API, na qual o parceiro pode desenvolver aplicações inteligentes determinadas conforme a necessidade do cliente. Além disso, anunciou uma nova categoria em seu programa de canal: Platinum, e passa a incentivar a migração para melhores categorias de toda a sua base de parceiro. “Vamos mostrar como construir qualquer coisa com o Watson”, destacou ela.

Decisões-chave

Durante sua apresentação, Ginni pontuou que, embora a era cognitiva já seja realidade para o mundo dos negócios, os clientes ainda têm muita dúvida. “Antes os estudos diziam que Cloud era a plataforma para business. Agora é a era cognitiva. Estamos em um momento no qual os clientes ainda estão em dúvida se devem mudar a arquitetura de negócios implicitamente ou explicitamente.”

Segundo ela, três decisões-chaves vão basear os negócios nessa arquitetura para o futuro: plataforma de dados, sistemas cognitivos e nuvem – todas elas integradas e baseadas nas plataformas da companhia. “IBM Cloud é o mecanismo mais poderoso para entregar isso”, afirmou.

*A jornalista viajou para Las Vegas a convite da IBM

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