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Tecnologias que ajudam a preservar o planeta

Logicalis e BlockC criam plataforma que ajuda a neutralizar a pegada de carbono; previsões da IBM apontam futuro mais sustentável

A empresa de TI Logicalis e a BlockC, especializada na neutralização das emissões de gases de efeito estufa (GEE), desenvolveram uma plataforma baseada em blockchain, que simplifica o processo de neutralização de carbono, ajudando as empresas a serem mais sustentáveis.

Uma das formas de as empresas minimizarem seu impacto no meio ambiente é por meio da neutralização dos gases de efeito estufa. As organizações conseguem neutralizar sua pegada de carbono decorrente de seu consumo de energia elétrica por meio de Certificados de Energia Renovável (RECs). A solução, baseada em blockchain, garante rastreabilidade, segurança, transparência e auditabilidade de todas as transações realizadas por meio dela.

O uso de Inteligência Artificial e computação quântica resultará em baterias construídas com materiais mais seguros e eficientes para um melhor desempenho 

“A plataforma orquestra um ecossistema de empresas que se relacionam e trocam informações por meio de ativos ambientais, como certificados de energia renovável, créditos de carbono ou certificados de descarbonização de biocombustível”, explica Eduardo Terzariol, gerente sênior de Tecnologia da Logicalis. “Pioneira no mercado, a iniciativa segue as metodologias da ONU para o cálculo de emissões de gases de efeito estufa das companhias. A plataforma automatiza esse processo de contabilização ou inventário das emissões de GEE com base na cadeia produtiva da empresa, desde os fornecedores, passando pelos transportadores até o cliente final”, afirma.

Para que o cálculo seja feito de forma padronizada em todo o mundo, em 1998, o World Resources Institute (WRI) criou o GHG Protocol. Esse é o método mais utilizado em todo o mundo por empresas e governos para a realização de inventários de GEE, sendo a base da plataforma BlockC. Dentre as características dessa metodologia destacam-se o fato de ela ser modular e flexível, englobando três tipos diferentes de escopos de emissões. O primeiro são emissões diretas de GEE provenientes de fontes que pertencem ou são controladas pela organização; o segundo escopo são emissões indiretas de GEE provenientes da aquisição de energia elétrica consumida pela organização; e por fim, há a categoria de relato opcional, a qual considera todas as outras emissões indiretas, provenientes das atividades da organização que ocorrem em fontes não pertencentes a ela ou não submetidas a seu controle.

Adriano Nunes, cofundador e COO da BlockC, esclarece que a neutralização das emissões dos gases de efeito estufa ainda é uma decisão voluntária de cada empresa ou pessoa física. “A iniciativa ganhou força no País, especialmente após o Acordo de Paris, em 2015, e vem crescendo ao longo dos últimos anos. Decidimos investir numa tecnologia que automatiza esse processo visando impulsionar ainda mais esse movimento no Brasil ao torná-los mais simples e rápido, tudo isso lastreado em certificados emitidos pela BlockC e certificados por empresas reconhecidas mundialmente, como a SGS, por exemplo”, diz.

Desenvolvimento sustentável
Todos os anos, a IBM apresenta cinco maneiras pelas quais acredita que a tecnologia transformará fundamentalmente os negócios e a sociedade nos próximos cinco anos, com base no trabalho realizado nos laboratórios globais da IBM Research e nas tendências gerais da indústria. As previsões do IBM 5 in 5 deste ano estão focadas em acelerar a descoberta de novos materiais para permitir um futuro mais sustentável.

A IBM acredita que nos próximos cinco anos será possível capturar o CO2 do ar e transformá-lo em algo útil. O objetivo é tornar a captura e reutilização de CO2 eficiente o suficiente para que haja uma escala global. Isso reduzirá significativamente o nível de CO2 prejudicial na atmosfera e, em última instância, desacelerar as mudanças climáticas.

A segunda previsão no período é que haverá maneiras mais sustentáveis de cultivar safras para alimentar a crescente população e, ao mesmo tempo, reduzir as emissões de carbono. Será possível replicar a capacidade da natureza em converter o nitrogênio do solo em fertilizante rico em nitrato, alimentando o mundo e reduzindo o impacto ambiental dos fertilizantes.

Nos próximos cinco anos surgirão novos materiais para o desenvolvimento de baterias mais seguras e com menor impacto ambiental, capazes de suportar uma rede de energia baseada em fontes renováveis. Muitas fontes de energia renováveis são intermitentes e requerem armazenamento. O uso de Inteligência Artificial e computação quântica resultará em baterias construídas com materiais mais seguros e eficientes para um melhor desempenho.

A quarta previsão é que a tecnologia estará na linha de frente no combate a novos vírus potencialmente fatais e em uma escala maior do é atualmente possível. Uma combinação de Inteligência Artificial, Analytics e dados pode ajudar potencialmente na análise rápida de evidências médicas, sugerindo caminhos para reaproveitamento de medicamentos e acelerando testes clínicos.

Por fim, em cinco anos haverá dispositivos eletrônicos mais sustentáveis. Os cientistas irão adotar uma nova abordagem para o design de materiais que permita à indústria de tecnologia produzir mais rapidamente materiais sustentáveis para a produção de semicondutores e dispositivos eletrônicos.

Serviço
www.la.logicalis.com
www.ibm.com

 

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