
Com o Brasil prestes a disputar as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, a paixão pelo futebol ganhou um aliado tecnológico inédito dentro das casas brasileiras: a Inteligência Artificial e a Computação em Nuvem. O tradicional bolão de papel foi substituído por aplicativos customizados de alta performance. Desenvolvedores de software profissionais e amadores têm se aventurado na criação de aplicativos exclusivos, com interface profissional e sistema de pontuação em tempo real, apenas para organizar as apostas da sua família. Esse fenômeno doméstico reflete uma realidade de mercado, onde Dados da consultoria Gartner apontam que, em 2026, cerca de 80% das ferramentas de desenvolvimento de software já incorporam recursos de IA Generativa, enquanto pesquisas do GitHub indicam que mais de 92% dos programadores utilizam assistentes de código para acelerar criações complexas nas horas vagas.
Para a coordenadora do curso de Ciência da Computação do Centro Universitário FEI, professora Leila Bergamasco, essa mudança vai muito além do entretenimento e sinaliza uma transformação profunda na relação entre humanos e máquinas. “A computação está cada vez mais presente no cotidiano das pessoas, deixando de ser uma tecnologia restrita às empresas. Hoje, ela também serve para fortalecer vínculos sociais, organizar atividades familiares, registrar memórias e criar experiências compartilhadas. Um aplicativo desenvolvido para um bolão da família é um excelente exemplo disso, mais do que resolver um problema prático, ele cria um espaço de interação, diversão e pertencimento. A tecnologia passa a ser uma forma de expressão, permitindo que cada grupo desenvolva soluções que refletem seus próprios interesses, tradições e identidade”, explica a especialista.
A facilidade com que o projeto foi tirado do papel demonstra como as barreiras de entrada para a criação de tecnologia caíram. Se antes o desenvolvimento de uma plataforma interativa exigia equipes multidisciplinares, compostas por designers, engenheiros de Dados e administradores de servidores, hoje o ecossistema digital permite o trabalho solo. A evolução dos serviços serverless (Computação em Nuvem sem a necessidade de gerenciar servidores físicos) e bibliotecas de código aberto transformaram o computador de casa em uma fábrica de softwares altamente escaláveis.
Contudo, especialistas da FEI alertam que a facilidade técnica não anula a responsabilidade com a Segurança Digital, um ponto crucial para quem decide hospedar uma aplicação na internet. A professora Leila faz um alerta importante de utilidade pública: “Independentemente do tamanho do aplicativo, sempre existem riscos relacionados à Segurança da Informação. É importante utilizar autenticação adequada, armazenar senhas de forma segura, proteger os Dados pessoais, manter as bibliotecas atualizadas e utilizar serviços confiáveis de hospedagem. Mesmo um aplicativo destinado apenas à família pode ser alvo de ataques automatizados caso esteja disponível na internet. A boa notícia é que atualmente existem diversas ferramentas que ajudam desenvolvedores independentes a implementar boas práticas de Segurança desde o início do projeto.”
O cenário antecipa o que deve se tornar o padrão para os próximos anos, onde a Inteligência Artificial permitirá que pessoas, muitas vezes sem conhecimento de programação criem soluções digitais apenas descrevendo seus desejos em linguagem natural. Mesmo com essa automação em massa, a engenharia de software tradicional permanece insubstituível. A tecnologia reduz as barreiras operacionais e democratiza o acesso, mas o papel do profissional da computação torna-se ainda mais estratégico para validar a qualidade, auditar a Segurança de Dados e transformar ideias de final de semana em ambientes digitais verdadeiramente confiáveis e protegidos.
Com mais de oito décadas de tradição, a FEI se destaca entre as instituições de Ensino Superior no Brasil nas áreas de Administração, Ciência da Computação, Ciência de Dados e Inteligência Artificial e Engenharia. Referência em gestão, inovação e tecnologia, a FEI já formou mais de 60 mil profissionais e tem como propósito proporcionar conhecimento aos seus alunos por todos os meios necessários, visando à construção de uma sociedade desenvolvida, humana, sustentável e justa, por meio do ensino, pesquisa e extensão.

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