
O Grupo Setta, por meio da Setta Digital Labs, seu braço de automação e digitalização industrial criado em 2022, desenvolveu a AVA, assistente virtual baseada em Inteligência Artificial Generativa que apoia operadores na identificação e na resolução de falhas em equipamentos. Conversando com a ferramenta como faria com um colega, o profissional descreve o problema e recebe orientações técnicas em tempo real, sem depender de longas buscas em manuais ou da presença de um especialista.
A iniciativa acompanha um movimento mais amplo de digitalização na indústria. Segundo a Pesquisa de Inovação Semestral (Pintec) do IBGE, o uso de Inteligência Artificial pelas empresas industriais brasileiras cresceu 163% entre 2022 e 2024, com a tecnologia já presente em 41,9% do setor. Impulsionado pela popularização das IAs generativas, esse avanço também alcança o chão de fábrica, onde o acesso rápido à informação ainda é um gargalo.
Boa parte do conhecimento necessário para uma intervenção está espalhada por centenas de páginas de documentação, e a diversidade de fabricantes dentro de uma mesma planta torna o quadro mais complexo. Equipamentos que cumprem a mesma função podem ter interfaces, procedimentos e rotinas de manutenção completamente diferentes conforme a marca, o que eleva a dependência de profissionais especializados e prolonga o tempo de reparo.
“A indústria convive com um problema que nem sempre recebe a devida atenção: o conhecimento técnico existe, mas raramente está disponível no momento exato em que a decisão precisa ser tomada. É aí que a Inteligência Artificial tem mais a contribuir, ao transformar a informação parada nos manuais em orientação imediata para quem está na operação”, afirma Vinicius Dias, CEO do Grupo Setta.
Diferentemente dos assistentes de uso geral, que recorrem a bases amplas de informações, a AVA é treinada com a documentação de cada operação. Os dados de uma empresa não são compartilhados com outras plantas ou clientes, o que permite respostas ajustadas aos equipamentos, procedimentos e processos de cada realidade industrial.
A agilidade no diagnóstico e na resolução de falhas tem efeito direto no resultado financeiro. Em plantas com alto grau de automação, poucos minutos de paralisação podem representar perdas relevantes. Ao acelerar a identificação dessas ocorrências e a consulta a procedimentos, a ferramenta encurta paradas e aproxima o conhecimento técnico de quem está na linha, sem substituir as equipes, que seguem responsáveis pela decisão final.
Para o executivo, esse é o estágio atual da tecnologia no setor. “A discussão sobre inteligência artificial na indústria não é mais sobre futurismo, ela já está dentro das operações. O que faz diferença agora é desenvolver aplicações que resolvam problemas concretos, respeitem os requisitos de segurança de dados e entreguem valor para quem está na linha de frente”, conclui.
Serviço
www.gruposetta.com

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