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Dados não estruturados fomentam nova geração da Automação empresarial

Para especialistas do setor, o avanço dos agentes inteligentes deve acelerar ainda mais a adoção dessas ferramentas nos próximos anos

Dados não estruturados fomentam nova geração da Automação empresarial

Contratos, notas fiscais, e-mails, formulários, relatórios, documentos regulatórios e arquivos PDF fazem parte da rotina de praticamente todas as empresas. Apesar disso, grande parte dessas informações permanece fora do alcance dos sistemas tradicionais de Automação. O desafio tem impulsionado a adoção do Intelligent Document Processing (IDP), tecnologia que utiliza Inteligência Artificial para compreender, extrair e transformar informações contidas em documentos em Dados estruturados e acionáveis.

Segundo um estudo da McKinsey, aproximadamente 90% dos Dados corporativos estão em formatos não estruturados, como documentos, imagens, mensagens e arquivos digitais. Isso significa que a maior parte do conhecimento de uma organização permanece dispersa em conteúdos que não podem ser facilmente processados por sistemas convencionais.

Entre os benefícios apontados pelas empresas estão redução de atividades manuais, aumento da velocidade de processamento, melhoria da qualidade dos Dados e maior rastreabilidade das operações 

Na prática, documentos estão presentes em processos críticos de praticamente todos os setores econômicos. Operações como análise de crédito, processamento de sinistros, gestão de contratos, onboarding de colaboradores, atendimento ao cliente, compras e Compliance dependem da interpretação correta de grandes volumes de informação.

“Os documentos continuam sendo o ponto de partida de muitos processos empresariais. O desafio é transformar esse conteúdo em informação confiável para tomada de decisão. É exatamente nesse ponto que o Intelligent Document Processing vem evoluindo rapidamente”, afirma Mauricio Grohs, vice-presidente regional da UiPath.

A tecnologia combina recursos de reconhecimento óptico de caracteres (OCR), processamento de linguagem natural, visão computacional e modelos de linguagem avançados para identificar informações relevantes em documentos estruturados, semiestruturados e não estruturados. Mais recentemente, o avanço dos agentes de IA ampliou o potencial dessas soluções.

O IDP atua em conjunto com modelos de linguagem e recursos de orquestração para permitir que processos inteiros sejam executados de forma automatizada. Entre os benefícios apontados pelas empresas estão redução de atividades manuais, aumento da velocidade de processamento, melhoria da qualidade dos Dados e maior rastreabilidade das operações.

Um estudo do pesquisador Md Mofijul Islam aponta que soluções avançadas de IDP podem alcançar até 98% de precisão na classificação documental, reduzir o tempo de processamento em até 80% e diminuir custos operacionais em mais de 70% em determinados cenários de uso.

Para a UiPath, a evolução do IDP está mudando o foco da extração de Dados para a Automação orientada a resultados. Sistemas modernos agora conseguem interpretar contexto, validar Dados, aplicar regras de negócio e iniciar ações automaticamente.

“Os agentes de IA não substituem o processamento inteligente de documentos. Na verdade, eles aumentam sua importância. Quanto mais autonomia existe na tomada de decisão, mais crítica se torna a qualidade e a confiabilidade dos dados que alimentam esses agentes”, explica Grohs.

Esse movimento tem impulsionado uma nova geração de soluções. Por exemplo, a UiPath IXP (Intelligent Xtraction & Processing) foi desenvolvida para processar documentos complexos e não estruturados, transformando conteúdos empresariais em dados estruturados capazes de alimentar agentes de IA, Automações e sistemas corporativos.

Para especialistas do setor, o avanço dos agentes inteligentes deve acelerar ainda mais a adoção dessas ferramentas nos próximos anos.

“Estamos observando uma mudança importante. As empresas querem que documentos gerem ações, decisões e resultados automaticamente. O Intelligent Document Processing se tornou uma das principais bases da Automação Agêntica e da próxima geração da Transformação Digital”, conclui Grohs.

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