
O mercado brasileiro ainda convive com entraves estruturais relevantes, como ambientes legados, baixa integração entre sistemas e escassez de profissionais qualificados. Ao mesmo tempo, cresce a pressão por ganhos de produtividade, redução de custos e maior eficiência operacional, prioridades que têm direcionado investimentos em Dados, IA e Cibersegurança. É o que revela o estudo inédito sobre o ecossistema de parceiros Databricks no Brasil, produzido e distribuído pela TGT ISG.
“Modernização, Governança e Segurança são prioridades críticas tanto para a TI, quanto para a estratégia de negócio. A Databricks oferece uma plataforma unificada para superar desafios de Dados, impulsionar inteligência artificial e habilitar estratégias inovadoras, enquanto seu ecossistema de parceiros capacita empresas a conquistarem eficiência e resultados transformadores”, comenta João Carlo Mauro, analista da TGT ISG e autor do estudo.
O avanço da agenda de Dados no Brasil tem colocado o ecossistema de parceiros da Databricks no centro das estratégias de Transformação Digital de grandes empresas. De acordo com o relatório, a combinação entre plataforma e rede de integradores, consultorias e especialistas locais vem acelerando projetos de modernização e otimização tecnológica, governança de dados e inteligência artificial em diferentes setores da economia.
Segundo o estudo, a evolução da Databricks no Brasil não ocorre de forma isolada. O crescimento da plataforma está diretamente associado à atuação de parceiros locais, responsáveis por adaptar tecnologias globais à realidade das empresas brasileiras. Esses players atuam na implementação de arquiteturas de Dados, integração com sistemas existentes e construção de modelos de Governança alinhados à legislação, incluindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Também são responsáveis por viabilizar projetos mais complexos, que envolvem o uso de técnicas como Data Mesh, Digital Twins e estratégias de hiperpersonalização.
“A atuação desses parceiros também responde a uma lacuna recorrente no País: a falta de talentos especializados. Além da entrega técnica, há um papel crescente na capacitação de equipes internas e na disseminação de práticas de uso estratégico de dados”, explica o autor.
O estudo indica que há um descompasso entre expectativas e resultados em áreas críticas da TI. A Modernização, produtividade e redução de custos são considerados temas de pauta prioritários pelas empresas, mas ainda apresentam desempenho abaixo do esperado, impulsionado a busca por plataformas capazes de consolidar dados, reduzir complexidade operacional e acelerar o uso de inteligência artificial em escala. A arquitetura Lakehouse, proposta pela Databricks, aparece como uma resposta direta a esse desafio ao unificar dados estruturados e não estruturados em um único ambiente.
Além disso, a necessidade de garantir Segurança e Governança ganha peso diante do aumento das ameaças cibernéticas e da pressão regulatória.
Os casos de uso já avançam de forma consistente em múltiplos setores, refletindo a adoção da plataforma aliada ao suporte do ecossistema de parceiros. No setor financeiro, destacam-se aplicações como detecção de fraudes em tempo real, análises mais precisas de risco e adequação a exigências regulatórias.

No varejo, o foco recai sobre personalização de ofertas, previsão de demanda e otimização de estoques. Na saúde, a tecnologia apoia desde a gestão hospitalar até pesquisas clínicas e simulações avançadas. Já no agronegócio, o uso de Dados permite modelagem preditiva com base em informações climáticas e de sensores, enquanto na indústria as iniciativas se concentram em manutenção preditiva, ganhos de eficiência operacional e melhorias na Cadeia de Suprimentos. Em todos esses contextos, o uso de Dados em larga escala passa a ser tratado como ativo estratégico, acompanhado de uma exigência crescente por controle, rastreabilidade e proteção das informações.
“Em todas as áreas, o uso de Dados em larga escala passa a ser tratado como ativo estratégico, com exigência crescente por controle, rastreabilidade e proteção das informações”, declara João Mauro. “Apesar do avanço, há espaço relevante para expansão, especialmente entre pequenas e médias empresas, onde a adoção ainda é limitada por orçamento e maturidade tecnológica”.
Ao mesmo tempo, essas barreiras abrem oportunidades para o próprio ecossistema de parceiros, que tende a ganhar ainda mais relevância na simplificação da adoção tecnológica e na entrega de soluções prontas para diferentes níveis de maturidade.
O relatório avalia as capacidades de 28 fornecedores em dois quadrantes: Modernization and AI/ML Enablement Services e Managed Data and Optimization Services.
O relatório cita Accenture, act digital, AI/R, BRQ, Capgemini, CI&T, Dataside, Deal, Deloitte e EY como líderes em ambos os quadrantes. A IBM é citada como líder em um dos quadrantes.
Além disso, a BlueShift Brasil, a GFT, a Indicum AI e a MadeInWeb foram nomeadas como Rising Stars — empresas com um “portfólio promissor” e “alto potencial futuro”, segundo a definição da ISG — em um quadrante cada.
Uma versão personalizada do relatório está disponível na act digital.

Leia nesta edição:

CAPA - TECNOLOGIA
Arquitetura neuromórfica, a plataforma inspirada no cérebro humano

MERCADO
O bom negócio da locação de equipamentos de TI

SEGURANÇA DIGITAL
Dilemas e oportunidades de blockchain para identidade
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