
A e-Safer e HackerSec firmaram parceria para combater ataques invisíveis impulsionados por IA em um cenário de Transformação Digital que está acelerando os negócios, expandindo ambientes em Nuvem, multiplicando integrações via APIs e impulsionando o uso de Inteligência Artificial dentro das organizações de todos os segmentos. Ao mesmo tempo, os ataques cibernéticos também evoluíram — e agora operam de forma mais silenciosa, automatizada e difícil de detectar.
Os especialistas da e-Safer e HackerSec destacam os resultados de dois dos principais relatório de cibersegurança para contextualizar a proposta da parceria. Segundo o relatório “Cost of a Data Breach”, da IBM, o custo médio global de um vazamento de dados chegou a US$ 4,45 milhões. Já o Verizon Data Breach Investigations Report (DBIR) aponta que o fator humano continua presente em grande parte das violações, seja por erro operacional, engenharia social ou uso indevido de credenciais.
Analisando estes números, o problema já não está apenas em bloquear ameaças, mas em compreender que os ataques modernos conseguem explorar vulnerabilidades invisíveis aos modelos tradicionais de segurança.
Parceria estratégica
O acordo entre a e-Safer e a HackerSec é direcionada ao fortalecimento da segurança ofensiva no mercado corporativo brasileiro. A iniciativa une a expertise da e-Safer em projetos complexos, proteção corporativa e gestão estratégica de riscos com a atuação da HackerSec em pentest avançado, metodologias AI-First e simulação realista de ataques.
“A HackerSec enxerga a e-Safer como uma parceira estratégica com visão de futuro. Ela é a primeira grande empresa do setor a realmente entender para onde o mercado de cibersegurança está indo e abraçar essa transformação conosco”, afirma Andrew Martinez, fundador e CEO da HackerSec.
Segundo ambas as empresas, a parceria nasce com o objetivo de elevar o nível de maturidade em segurança ofensiva no Brasil, ajudando organizações a antecipar vulnerabilidades, validar defesas de forma contínua e responder aos desafios de um cenário digital cada vez mais automatizado e imprevisível.
Para Martinez, existe hoje um descompasso entre o avanço das ameaças e a forma como muitas organizações validam sua segurança. “Grande parte das empresas investe em firewall, DevSecOps e ferramentas de proteção, mas esquece de testar na prática se os sistemas realmente estão seguros. Segurança ofensiva precisa validar continuamente se os investimentos estão funcionando diante de ataques reais. O avanço da Inteligência Artificial acelerou drasticamente o cenário ofensivo”, afirma.
“O atacante que antes levava um mês para comprometer uma empresa inteira, hoje consegue fazer isso em poucos dias utilizando IA para acelerar reconhecimento, exploração e movimentação dentro do ambiente”, alerta o executivo.
Martinez também explica que muitos ataques modernos sequer dependem de malware tradicional. “Hoje basta encontrar uma vulnerabilidade exposta. Com a aceleração do desenvolvimento via IA, surgem novas aplicações e novas falhas em uma velocidade tão alta que até órgãos responsáveis pelo registro público de vulnerabilidades enfrentam dificuldade para acompanhar.
Segurança e inovação
Para Eder Souza, fundador e CTSO da e-Safer, o mercado vive hoje um cenário onde a Transformação Digital evoluiu mais rápido do que a maturidade em segurança. “Em muitos casos, as empresas primeiro aceleraram crescimento, digitalização e eficiência operacional para depois amadurecer governança e segurança digital. O problema é que hoje a dependência tecnológica é tão grande que deixar a segurança em segundo plano aumenta significativamente o risco operacional, financeiro e reputacional”, afirma.
Segundo ele, inovar sem integrar segurança desde o início se tornou um risco estratégico. “Equilibrar inovação, IA e segurança exige que essas frentes evoluam juntas desde o início. Quando segurança e governança são consideradas apenas depois, o custo de correção aumenta e os riscos se tornam muito maiores.”
Eder também destaca que os líderes precisam mudar urgentemente a forma como enxergam a segurança digital. “Os CISOs e executivos precisam deixar de tratar segurança apenas como tema técnico. Hoje os riscos impactam diretamente a continuidade operacional, reputação, receita e confiança do mercado. O papel da liderança em segurança evoluiu para um papel estratégico de negócio.”
Serviço
www.e-safer.com.br
www.hackersec.com

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